Saúde e Bem Estar

Israel inicia teste clínico com 4ª dose da vacina Pfizer contra Covid-19

27 Dez 2021 - 13h25 | Atulizado em 27 Dez 2021 - 13h25
Israel inicia teste clínico com 4ª dose da vacina Pfizer contra Covid-19

O hospital israelense Sheba iniciou nesta segunda-feira (27) um ensaio clínico para avaliar a eficácia da quarta dose da vacina Pfizer/BioNTech. O imunizante será aplicado em cerca de 6 mil pessoas, incluindo 150 profissionais da área da saúde.

Este é o primeiro estudo do gênero e será supervisionado pelo Ministério da Saúde de Israel, o qual espera pelos resultados da pesquisa para iniciar, oficialmente, a vacinação de idosos com idade superior a 60 anos, de imunossuprimidos e demais trabalhadores da saúde. A medida foi recomendada já na semana passada pelo comitê de peritos que auxilia o governo no combate à pandemia.

“Este estudo vai testar o efeito da quarta dose de vacina no nível de anticorpos, prevenção da infeção e verificar a sua segurança” afirmou Gili Regev-Yochay, professor e médico do Sheba, no subúrbio da cidade de Tel Aviv. 


Idoso israelense sendo vacinado. (Foto: Reprodução/Ronen Zvulun).


O ensaio deveria ter sido iniciado há 15 dias num grupo menor de pessoas, contudo, foi adiado até a data de hoje porque não havia recebido todas as aprovações necessárias.

“Espera-se que este estudo venha a esclarecer o benefício adicional de uma quarta dose e nos leve a compreender se vale a pena dar uma quarta dose e a quem” concluiu o médico à Lusa, uma agência de notícias portuguesa.

 

Prevenção para a 5ª onda

O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, já prometeu começar um “plano imediatamente” para conter uma possível quinta onda da pandemia, proveniente das novas estatísticas de contágio e mortes causadas pela nova variante do vírus, a cepa Ômicron. A promessa foi divulgada depois da aprovação do comitê de peritos, que auxiliam o governo, aconselharem o início da campanha da quarta dose.

O governo planejava dar início a nova campanha no domingo de ontem (26), entretanto, a mesma foi suspendida pelo Ministério da Saúde após a divulgação de dados que sugerem que pessoas infectadas pela cepa Ômicron têm entre 50% e 70% menos chances de precisar de hospitalização do que aqueles infectados pela Delta.

Antes de autorizar oficialmente a campanha da quarta dose, o diretor-geral do ministério, Nachman Ash, deseja analisar mais estudos e dados disponíveis de outros países, como os da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido que caracteriza a variante Ômicron como altamente contagiosa, embora produza versões menos graves da doença.

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Ash deve tomar uma decisão até o final desta semana, ainda em acordo com a recomendação do comitê de peritos.

 

Foto de destaque: Reprodução/Tsafrir Abayov.