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Justiça decreta prisão preventiva do procurador acusado de agredir colega de trabalho

22 Jun 2022 - 20h45 | Atulizado em 22 Jun 2022 - 20h45
Justiça decreta prisão preventiva do procurador acusado de agredir colega de trabalho

Na tarde desta quarta-feira (22) a Justiça decretou a prisão preventiva do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, após ser acusado de agredir violentamente a procuradora-geral do município de Registro, no interior de São Paulo, Gabriela Samadello Monteiro de Barros. O decreto foi realizado pelo juiz Raphael Ernane Neves, da 1ª Vara Criminal do Foro de Registro. 

A Polícia Civil fez a abertura de inquérito para realizar a investigação do caso, juntando fotos e vídeos registrados por testemunhas que estavam no local quando ocorreram as agressões por parte de Demétrius. O depoimento de Gabriela também foi anexado junto aos autos. 

Ainda nesta quarta-feira, o ouvidor das Polícias de São Paulo, Elizeu Soares Lopes, solicitou a prisão temporária de Macedo com o intuito de salvaguardar os direitos da vítima. Assim que as imagens vieram à tona na última terça-feira (21), Gabriela deu entrevistas na mídia e contou que estava se sentindo insegura com o agressor livre.  

Segundo o delegado Daniel Vaz Rocha, do 1º Distrito Policial de Registro, Macedo “vem tendo sérios problemas de relacionamento com mulheres no ambiente de trabalho, sendo que, em liberdade, expõe a perigo a vida delas, e consequentemente, da ordem pública”.  

Além do caso de agressão contra Barros, Demétrius já estava tendo outros problemas na repartição pública. Anteriormente, a procuradora-geral havia aberto um processo contra ele, por comportamento indevido com outra colega de serviço.


Imagens do momento da agressão (Foto: Reprodução/CNN)


A entrada de proposta de procedimento administrativo disciplinar contra Macedo teve uma resposta na última segunda-feira (20). Uma publicação no Diário Oficial do Município informou que uma comissão havia sido formada para investigar e apurar os fatos citados por Gabriela no processo. De acordo com ela, as agressões de Demétrius se iniciaram por este motivo. 

Junto da sua prisão preventiva decretada, Demétrius também está afastado do cargo por 30 dias e sem o recebimento do salário. Ademais, ele corre o risco de ser exonerado do seu cargo de procurador.  

 

Foto destaque: procuradora-geral Gabriela Barros após a agressão. Reprodução/Portal Alta Definição