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Macron comunica uma reforma no governo francês para enfrentar o seu segundo mandato

04 Jul 2022 - 18h22 | Atulizado em 04 Jul 2022 - 18h22
Macron comunica uma reforma no governo francês para enfrentar o seu segundo mandato

O presidente francês, Emmanuel Macron, divulgou nesta segunda-feira (4) uma reforma do governo. Apesar de ter conquistado o segundo mandato, Macron conseguiu apenas 250 deputados, 39 a menos que o necessário para a maioria absoluta, o que deve dificultar a implantação de suas pautas reformistas e liberais.

Macron não fez mudanças profundas no governo de sua primeira-ministra, Élisabeth Borne. Entretanto, o ministro de Solidariedades, Autonomia e Pessoas com Deficiência, Damien Abad, considerado uma vitória da direita, um dos três integrantes do gabinete acusados de estupro, foi afastado do cargo.


Damien Abad. (Foto: Reprodução/Instagram)


Após a justiça abrir uma investigação por tentativa de estupro, acusação que o agora ex-ministro nega, ele foi substituido pelo diretor-geral da Cruz Vermelha francesa, Jean-Christophe Combe. 

O maior destaque da mudança foi a entrada de Laurence Boone, atual economista-chefe da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), para ser secretária de Estado para Assuntos Europeus.

Christophe Béchu, atual ministro delegado para as Coletividades Territoriais, assumirá uma das pastas mais importantes, Transição Ecológica, em substituição a Amélie de Montchalin.

A reforma ministerial marca o início do segundo mandato do presidente de centro, dois dias antes do discurso de política geral de sua primeira-ministra, e encerra um período de indefinições desde sua reeleição em 24 de abril.

Borne já iniciou a negociação com a oposição de seu primeiro projeto de lei, um pacote de medidas que quer proteger o poder aquisitivo. O governo busca que ele seja aprovado entre o fim de julho e o início de agosto.

O aumento dos preços, em especial de combustíveis e de alimentos, consequência da guerra na Ucrânia, é o principal desafio que assola os franceses neste momento. O problema coloca o presidente Macron em alerta, uma vez que seu primeiro mandato teve grandes protestos sociais.

 

Foto em destaque: Presidente da França Emmanuel Macron. Reprodução/Instagram