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Matrizes energéticas sofrem com inflação alta

17 Nov 2021 - 16h50 | Atulizado em 17 Nov 2021 - 16h50
Matrizes energéticas sofrem com inflação alta

A verdade é que os grandes alquebrados com essa situação é o consumidor final que é obrigado a pagar mais caro para ter energia elétrica em sua vida. Já se sabe, através de anúncio feito pelo governo, que o valor da conta vai subir em 20% na saída para o próximo ano.

E é bom relembrar que a Aneel promoveu uma análise que fez a seguinte constatação, os reajustes e cobranças adicionais não foram suficientes para cobrir os custos das termelétricas. Esse documento ganhou publicidade na sexta-feira (12).

Esse é o dilema Tostines, quem se lembra? “ Ele vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais ” As fontes elétricas sofrem abalos por causa da inflação ou a inflação em alta é motivada pela problemática das matrizes energéticas. Observando o cenário mundial, a situação não é diferente. As análises inflacionárias deixaram todos em alerta com as informações inquietantes e apreensivas concernentes aos rumos dessa inflação.


O desafio do mundo é construir uma cultura que priorize as matrizes de energia limpas e renováveis. Foto (Reprodução/Sescoop/Rs).


Na terra do Tio Sam, o CPI de 0,88%, no mês de outubro, amealhou alta de 6,24% no ano. No velho continente, o CPI de 0,9% acumulou alta de 4,1% ao ano. Na China, o PPI de 2,53%, em outubro, realizou alta de 7,3% ao ano. Aqui no Brasil, o IPCA de 1,25%, teve um acumulado com alta de 8,24% no ano.

Se tem uma palavra que deixa o mundo em pânico, esse vocábulo é inflação, isso porque essa palavra traz em seu pacote um aumento de preços de produtos e serviços. E se essa hóspede aterrissa em países que já sofreram com sua presença indesejada que acarretou o chamado descontrole inflacionário como, EUA em 1979 (13,29% aa), Brasil na década de 80 e começo de 90, Alemanha no pós  1ª Guerra Mundial (21%). Todas as nações conseguiram, à sua maneira, se recuperarem do momento mais difícil. 

A preocupação nos Estados Unidos levam a uma pergunta direta,  será que a inflação de agora vai ser parecida com a que enfrentaram na década de 70. Naquele período, o valor do petróleo disparou de USD 1,80/barril em 1970 para astronômicos USD 10/barril quatro anos mais tarde, em 1974 e, tendo outro salto em 1979, quando bateu recorde de USD 20/barril. E não parou por aí, em 1981 seu valor teve pico de USD 39/barril.


O Tio Sam também sente os efeitos da crise inflacionária. Foto (Reprodução/Taringa)


Apesar do temor que a memória econômica revive, atualmente a situação por enquanto se configura de outra forma. Antes da pandemia o barril de petróleo custava USD 66, agora vale USD 84. O combustível fóssil subiu muito, mas agora o problema com essas matrizes têm solução viável se órgãos pluriculturais, governos e líderes empresariais ficaram em numa transição  administrativa para a questão das fontes de energias utilizadas atualmente e que causam danos ao meio ambiente para as de matrizes limpas e renováveis. Essa mudança é complexa, envolve interesses econômicos de pequenos grupos privilegiados mas, é fundamentalmente necessária.

Todos nós sabemos que sem energia o mundo não pode girar. Hodiernamente grande parte dessa energia consumida pelo planeta é hegemonicamente fóssil (80%). Até hoje eles eram considerados os mais eficientes e baratos. Mas agora qual o custo dessa eficiência e desse preço supostamente mais barato. E quem é que vai pagar essa diferença quando a conta chegar?

Bill Gates no seu livro “How to Avoid a Climate disaster”, petróleo custa bem menos que Coca-Cola. Essa análise é feita com base na falta de uma avaliação que corrija o custo da degradação do meio ambiente. Se os problemas em relação ao clima não tivessem surgido à décadas atrás, com certeza o petróleo, que foi a mola propulsora para para todos os avanços que tivemos a partir do século XIX, continuaria seu reinado até que o próximo combustível mais barato surgisse.

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Graças as questões ambientais, agora se busca uma alternativa que onere menos o planeta. Na história da humanidade uma infinidade de renovações já transformaram a vida do ser humano. Agora o desafio dessa mudança nos atinge de forma diferente. Apesar de toda preocupação com o meio ambiente, muito pouco se fez na direção dessas soluções que causariam rerpercusões globais.

O maior entrave para o fortalecimento dessa política voltada para a solução energética é a falta de uma coordenação, ou um lider universal voltado para esse assunto. A grande verdade é que, o que para muitos é o vilão de todo mal na face da terra, o "Capital", também é a fonte de salvação. só ele tem a força para desempenhar o papel de líder nessa busca para uma solução alternativa que pesquise, desenvolva e implemente novas tecnologias.

a segunda demanda é exigir de governos uma regulação adequada e coordenada entre os países, produzindo efeitos jurídicos em empresas e indivíduos que conduzam a transição pretendida e exigida. Garantido o fornecimento durante toda mudança.


Até quando veremos os combustiveis fósseis protagonizando como força motriz do planeta. Foto (Reprodução/DomTotal)


Mesmo com toda  oposição existente hoje em relação às empresas petrolíferas, elas não podem ser rejeitadas nesse processo, ao contrário, elas precisam ser as principais parceiras nessa transição, ninguém pode ajudar mais do que elas. E aqui vale o ditado, “ Mantenha os amigos sempre perto de você e os inimigos mais perto ainda “, Mestre Lao Tsé em, A Arte da Guerra.

As mudanças necessárias para implantação e implementação das novas tecnologias são muito caras  e vão demandar quantias vultosas de dinheiro, quem sabe quantos trilhões serão necessários? Por isso, um financiamento será fundamental para o sucesso da operação. E a união das forças dos agentes envolvidos é necessária, empresas, indivíduos, governos todos vão precisar reunir esforços. com certeza todo esse movimento vai afetar outro lado da questão e o endividamento privado, junto com o déficit o setor público sentirão um aumento.

A boa notícia é que nessa transição, a inflação que hoje atinge em cheio o globo terrestre pode ser aliviada no que diz respeito a normalização das cadeias de suprimento. Nem por isso o déficit público e o custo da energia vão dar uma trégua e a pressão vai continuar até que a solução perfeita da equação dos combustíveis seja descoberta.  

É bom lembrar, com base no que foi manifesto, mistér se faz que se tenha muita atenção com a inflação neste período de alocação dos portfólios no Brasil e no exterior. Ações indexadas aos índices de preço, imóveis, e ativos atrelados à transição energética, como papéis de empresas líderes nesse processo de transição, commodities ligadas ao green capex, ficam mais relevantes.

Foto destaque (Reprodução/GNPWGroup)