Saúde e Bem Estar

Medicamentos usados contra a Covid tem uso suspenso pela Anvisa

29 Mar 2022 - 15h53 | Atulizado em 29 Mar 2022 - 15h53
Medicamentos usados contra a Covid tem uso suspenso pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), suspendeu,na última segunda feira (28), a autorização para o uso emergencial de dois tipos de medicamento contra a Covid-19, são eles o Regn-Cov-2 (carisivimabe e imdesivimabe) e Regkirona (regdanvimabe).

Segundo a Anvisa, as drogas demonstraram queda significativa na atuação contra a variante Ômicron, que já representa 99,1% dos casos no país, a decisão unânime da Diretoria Colegiada da Agência, foi baseada em dados divulgados pelos fabricantes dos remédios. Os medicamentos eram indicados para pacientes com casos leves e moderados, que possuem alto risco de progressão e agravamento da doença.


Medicamentos foram tiveram autorização para uso emergencial suspensos pela Anvisa (Foto:Reprodução/Veja)


A suspensão deverá ser mantida até que sejam apresentadas novas informações sobre a eficácia dos medicamentos contra a variante Ômicron.

O Regn-Cov-2, é um coquetel que tem na sua composição os medicamentos carisivimabe e imdesivimabe. Esse coquetel foi o mesmo usado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando foi infectado pelo novo coronavírus. O Regkirona, assim como o Regn-Cov-2, é um anticorpo monoclonal que ajuda na reprodução de anticorpos no combate à Covid-19.

Em nota a Anvisa ressaltou que, “Caso existam lotes dos medicamentos em território brasileiro, as empresas detentoras da autorização devem fazer a devida comunicação aos profissionais de saúde quanto ineficácia dos medicamentos contra a variante Ômicron, no sentido de somente fazer uso do medicamento quando o paciente tiver sido infectado por alguma variante do coronavírus susceptível”.

Em fevereiro, a empresa Eli Lilly pediu para a Anvisa suspender a autorização para uso emergencial de seu medicamento contra a Covid, trata-se do anticorpo monoclonal banlanivimabe e etesevimabe. A decisão unanime se deu pela falta de dados que pudesse comprovar a eficácia do medicamento contra a variante Ômicron.

 

Foto destaque: Variante Ômicron em microscópio Reprodução/AgênciaBrasil

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