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Menino que ficou 16 dias em coma fala sobre sua primeira pergunta ao acordar

26 Jun 2023 - 15h58 | Atulizado em 26 Jun 2023 - 15h58
Menino que ficou 16 dias em coma fala sobre sua primeira pergunta ao acordar

Um reencontro emocionante entre mãe e filho durante esta semana comoveu todo mundo. Guilherme Gandra Moura, de apenas 8 anos e sua mãe Tayane Gandra, deram um abraço que envolveu muito sentimentos e emoção.

Guilherme Gandra passou 16 dias em coma, em um hospital na Zona Oeste do Rio de Janeiro; o reencontro entre ele e sua mãe, Tayane Gandra, foi registrado pelo seu pai, Estevão Moura; o vídeo foi divulgado no Instagram e ganhou grande repercussão. Tayane não estava presente no momento que Guilherme despertou da sedação;, ela que passou esse todo esse período ao lado do filho, tinha ido para casa descansar. Quando foi informada pelo seu marido sobre o despertar do filho, ela correu para o hospital e trocou um caloroso e emocionante abraço com o pequeno Guilherme.


Fantástico realiza reportagem sobre Guilherme Gandra (Reprodução/Instagram/@showdavida)


Ontem (25), o Fantástico produziu uma reportagem especial, entrevistando os pais e o próprio Guilherme. Tayane relembrou o momento em que viu o filho acordado: "ele estava emocionado me chamando, ‘mamãe’'. Ela conta que passou um filme na sua cabeça, pois foram dias ao lado do filho.

Quando perguntado sobre a primeira coisa que falou ao acordar, Guilherme responde: "A primeira coisa que eu perguntei foi: cadê meu celular?”, lembra o menino. Depois? “Cadê minha mãe?”, fala ele ao Fantástico.

Guilherme possui uma doença rara, a epidermólise bolhosa distrófica, uma condição genética autoimune e rara, que é caracterizada pela alteração de uma proteína responsável pela ligação das camadas da pele, o que pode provocar feridas e bolhas na pele devido ao atrito ou traumas. Guilherme já passou por 23 internações e 8 cirurgias, pois nasceu com lesões pelo corpo, justamente pelo fato do atrito com o útero da mãe antes de nascer. A doença ainda pode afetar as vias aérea e mucosas, além de requisitar um grande consumo de proteína para a cicatrização das lesões, o que pode acabar gerando falta deste nutriente para o seu desenvolvimento físico.

O Ministério da Saúde aponta que a epidermólise bolhosa é uma condição rara; no Brasil por exemplo, apenas quatro em cada um milhão de crianças nascem com essa condição. Os pequenos que nascem com está doença são chamadas de 'crianças borboletas', o nome se dá pela comparação da pele dessas crianças com as asas de uma borboleta; os médicos apontam que são delicadas e frágeis.

Guilherme, que acordou do coma após 16 dias, tem previsão de alta para esta terça-feira (27). Nos últimos dias, o menino passou jogando, vendo reportagens sobre ele passar na Tv e ainda recebeu visitas ilustres, como a dos jogadores do Vasco da Gama, Gabriel Pec e do atacante Figueiredo. E ainda recebeu Rodrigo Dinamite, filho do ídolo do Vasco, Roberto Dinamite. Guilherme ganhou presentes e muito carinho.

Foto Destaque: Guilherme Gandra ao lado de Gabriel Pec e Figueiredo, jogadores do Vasco da Gama. Reprodução/Instagram/@tayanegandra