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Mourão isenta Bolsonaro em relação a sua ausência na COP 26, dizendo 'Todo mundo vai jogar pedra nele'

30 Out 2021 - 13h40 | Atulizado em 30 Out 2021 - 13h40
Mourão isenta Bolsonaro em relação a sua ausência na COP 26, dizendo 'Todo mundo vai jogar pedra nele'

A presença não ocorrida de Bolsonaro na COP 26, gerou comentários do vice-presidente Hamilton Mourão nesta sexta-feira (29), justificando sua ausência ao sinalizar que "todo mundo vai jogar pedra nele". A principal autoridade brasileira na conferência será o Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite.

A COP 26 é a conferência mundial que aborda o clima, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU). O evento teve seu início neste fim de semana, em Glasgow (Escócia).

"Sabe que o Presidente Bolsonaro sofre uma série de críticas. Então, ele vai chegar em lugar que todo mundo vai jogar pedra nele. Está uma equipe robusta lá com capacidade para, vamos dizer, levar adiante a estratégia de negociação", disse Mourão, após ser questionado sobre a ausência de Bolsonaro na COP 26.

Bolsonaro é alvo de críticas no cenário internacional, que envolve sua gestão quanto ao meio ambiente. O Presidente insiste em falas de que há uma "indústria de multas" nos órgãos ambientais; que sofre "ataques injustificados", apesar do recorde que o desmatamento registra; e que "floresta não pega fogo".

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Mourão, que é Presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, não estará na Escócia também. Para o parceiro de Bolsonaro, o governo brasileiro é afetado por grandes críticas devido razões políticas, econômicas e ambientais.

"A maioria das pessoas que tem realmente uma consciência maior é de esquerda, então, há crítica política embutida nisso ai. E tem a questão econômica: sempre uma busca de uma barreira em relação à pujança do nosso agronegócio, querendo dizer que ele provém de área desmatada da Amazônia, que não é uma realidade. E, óbvio, a questão ambiental embutida" ressaltou.


Amazônia é o local ambiental mais importante do país, e o que mais gera preocupação. (Foto: Reprodução/ Carl de Souza (AFP))


O governo Bolsonaro sofre impacto de críticas pelas ações que dificultam a fiscalização de crimes ambientais, especialmente na Amazônia.

O Brasil se destaca no evento COP 26, com sua credibilidade em sério declínio e emissões de gases estufa em alta. O país sacramentou que até 2030 vai reduzir em 43% as emissões de gases estufa, se tornando a meta oficial ao Acordo de Paris. Contudo, no fim do ano passado, o governo modificou a base de cálculo das metas brasileiras, significando maior poluição, segundo os especialistas. 

Dados  de um relatório do Observatório do Clima divulgado na quinta-feira (28), aponta que o tempo do Acordo de Paris até 2020, o Brasil não chegou a redução, e aplicou elevações nos gases estufa em quase 5%. No ano passado, com a pandemia em ação, enquanto o mundo apresentava uma queda de 6,7% nas emissões dos gases estufa, o Brasil mantinha seu histórico de aumento, 9,5%, sendo o maior desde 2006. 

Foto destaque: Reprodução/ Evaristo Sá/AFP/JC