Saúde e Bem Estar

Nova medida de saúde é implantada para combater câncer de ovário

09 Mai 2022 - 16h58 | Atulizado em 09 Mai 2022 - 16h58
Nova medida de saúde é implantada para combater câncer de ovário

O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, ficando atrás apenas do câncer do colo do útero. Essa doença costuma ser silenciosa e não existe exame específico de rastreamento que permita fazer a detecção precoce. Em consequência disso, 75% das pacientes são diagnosticadas em estados avançados. 

É a partir do crescimento do tumor que sintomas como a sensação de  pressão, dor ou inchaço no abdômen, na pelve, nas costas ou nas pernas, gases ou mudanças intestinais (constipação ou diarréias) e cansaço constante aparecem. Todos esses sintomas são muito fáceis de mascarar e fazer com que a mulher confunda com outro tipo de condição.

Dessa forma, é preciso ter a atenção redobrada e fazer visitas constantes a  um ginecologista de confiança. O médico realizará o exame clínico ginecológico e poderá pedir exames laboratoriais e de imagem para fazer uma avaliação precisa. 


(Foto: Reprodução/Instagram)


O tratamento desse tipo de câncer normalmente é feito com cirurgia ou quimioterapia. É preciso levar em conta, principalmente, do tipo histológico do tumor, do estadiamento (extensão da doença), da idade e das condições clínicas da paciente e se o tumor é inicial ou recorrente.

Entretanto, com avanços e pesquisas, está surgindo uma nova classe de medicamentos. Os inibidores de PARP (Poli Adenosina difosfato ribose | Polimorase), vêm mostrando resultados positivos a pacientes com câncer em estágios mais avançados (classificados III e IV) e para pacientes que não corresponderam aos tratamentos tradicionais. 

O uso dos inibidores de PARP pode beneficiar mulheres com ou sem mutações nos genes BRCA 1 e BRCA 2 (fatores genéticos que estão relacionadas a risco elevado de câncer de mama e de ovário) No entanto, sabemos que o benefício é ainda maior quando há presença nessa mutação genética. 


(Foto: Reprodução/Instagram)


No caso do câncer de ovário, cerca de 15% das pacientes apresentam mutação no BRCA. Inclusive, calcula-se que 44% daquelas que carregam a mutação BRCA1 e 17% das que possuem a mutação BRAC2 desenvolverão a doença até os 80 anos.

Os inibidores de PARP foram desenvolvidos para serem mais um combatente contra a doença. Dois deles são aprovados pela Anvisa, o niraparibe e o olaparibe. 

O primeiro é um medicamento oral indicado a pacientes com câncer de ovário recém-diagnosticadas, ou nos quais a doença retornou, que fizeram quimioterapia à base de platina e tiveram resposta completa ou parcial a ela. Por outro lado, o segundo pode ser usado para no tratamento do câncer já avançado que reduziu em resposta ao primeiro tratamento com quimioterapia com cisplatina ou carboplatina.

Esses estudos foram publicados no periódico médico The New England Journal of Medicine e apresentaram eficácia e segurança. Um estudo chamado “PRIMA”, foi feito em mulheres recém-diagnosticadas e apresentou redução de 38% no risco de continuidade da doença ou até mesmo morte das pacientes e 60% entre quem possui mutação no gene BRCA.

 

Foto Destaque: Oncosul

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