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Nova técnica brasileira de castração dispensa cirurgia

10 Abr 2022 - 17h13 | Atulizado em 10 Abr 2022 - 17h13
Nova técnica brasileira de castração dispensa cirurgia

O Brasil enfrenta diariamente o problema de animais em situação de rua, estima-se que 30 milhões de bichos estão desamparados (10 milhões de felinos e 20 milhões de cães). As campanhas anti abandono são importantíssimas para a amenização do problema, mas a castração é fator decisivo para o controle dessa taxa, e é justamente por isso que a medicina veterinária se esforça ao encontrar maneiras mais baratas de realizar o procedimento.

 

O Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília está com promessa revolucionária para a castração. A ideia é basicamente transformar a castração em um método não-cirúrgico e mais barato, já que exigiria menos infraestrutura, profissionais habilitados e inclusive tempo. A resposta para isso tudo se baseia em uma única palavra: Nanotecnologia.


Gato deitado. Reprodução/Petz.


No site da universidade, é possível entender um pouco sobre os procedimentos. A nova castração consiste em 20 minutos de duração e utiliza uma injeção de nanopartículas de óxido de ferro no testículo do animal, importante ressaltar que o bichinho sempre estaria sedado durante o processo.

Depois disso, os responsáveis podem optar pela magnetohipertermia ou a foto hipertermia.

 

“A vantagem é que, como eu não estou fazendo nada cirúrgico, não preciso acompanhar esse animal depois para tirar os pontos ou aplicar antibiótico. A cirurgia expõe o animal a micro-organismos capazes de desenvolver uma infecção, por exemplo. Neste tratamento, isso não acontece”, explica Carolina Madeira Lucci, coordenadora da pesquisa.

 

A coordenadora também explica a razão de focarem a castração no macho;

“O macho pode emprenhar uma fêmea hoje, outra amanhã, outra depois de amanhã... ele é capaz de gerar gestações em um curto espaço de tempo, enquanto elas vão ter um cio, emprenhar, ter vários filhotes e passar um tempo na gestação”.

 

Até o momento, os testes foram realizados em ratos no laboratório, e tendo em conta os resultados positivos, o objetivo é aplicar o procedimento em felinos, já que possuem velocidade em reprodução.

 

 

Foto em destaque: Gato Cinza em fundo verde. Reprodução/ Portal dos Animais.