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O drama dos aposentados e pensionistas parece que não vai ter um fim

22 Nov 2021 - 20h40 | Atulizado em 22 Nov 2021 - 20h40
O drama dos aposentados e pensionistas parece que não vai ter um fim

A lastimável via crucis que o INSS impingi na vida dos aposentados e pensionistas já é bastante conhecida e sentida na pele por cada um deles ha muito tempo e, parece não ter fim. E com isso o fim de ano deles não vai ser nada agradavel, e no momento que era pra ser de relaxamento, o aperto mais uma vez deixa todo mundo estressado e sem saber como vai fazer para resolver sua rotina.

Dessa vez o órgão antecipou compulsoriamente o décimo terceiro salário e os pensionistas e aposentados (muitos com dificuldade de locomoção) foram obrigados a resgatar o valor divididos em duas parcelas, e o pior, ainda no primeiro semestre, que foram disponibilizadas entre os dias 25 de maio e 8 de junho a primeira parte. A liberação da parcela final, entre os dias 24 de junho e 7 de julho.

A pergunta é, será que todos os aposentados pudessem escolher teriam feito essa opção? É verdade isso ajudou muita gente que estava passando por mum momento difícil naquele período. Mas a verdade é que muitos aposentados se pudessem escolher, prefeririam resgatar esse valor agora no final no ano, como sempre foi o habitual. Isso mostra falta de sensibilidade do INSS.


Mãos que mereciam descansar, muitas vezes ainda precisam trabalhar. Foto (Reprodução/Blender)


O que poderia ser um alento e o barco de salvação do fim do ano e a esperança para um natal e um réveillon mais animado, e quem sabe programar umas férias no verão, acabou encalhando, correndo sério risco de afundar igual ao Titanic.

A presidente da Federação das Assossiações de aposentados do Estado do Rio de Janeiro (Faaperj) Yedda Gaspar, não ha motivos para ficar animada nesse final de ano. As dificuldades enfrentadas pela categoria não parecem ter boas perspectivas para o futuro, para ela.

“Os aposentados estão esquecidos pelo governo, em plena pandemia de coronavírus. Nenhuma ação foi feita para diminuir o impacto dessa doença nas finanças dos idosos”, declara indignada com a situação a presidente, e finaliza: Não levou em conta que, com o desemprego em alta, que sustentou a pandemia, so segurados do INSS tiveram de sustentar suas famílias com o que recebem de aposentadoria (ou pensão)

Yedda Gaspar ainda enfatiza que existe uma defasagem concernente ao valor dos benefícios da previdência em relação a inflação ascendente. “ O governo antecipou o pagamento do decimo terceiro salário, mas não liberou nenhum outro tipo de beneficio para nos auxiliar em nossas despesas com exames médicos, remédios e consultas, lamenta Yedda.


A mágica que faz a aposentadoria conseguir bancar toda a família é o truque mais utilizado pelos aposentados no show da vida. Foto (Reprodução/Imirante)


Ministério da Economia e o órgão INSS foram indagados mas não se pronunciaram. Isso deixa claro a quebra de um dos princípios constitucionais norteadores da administração publica que é o principio da inteligibilidade, responsável por dar clareza aos atos dos entes públicos. Clareza essa que os aposentados esperam até agora, sem entender a motivação, travessia de bondade, que os obrigou a sacar suas divisas. A pergunta é, qual o interesse por trás dessa operação? 

Quanto ao pagamento do possível abono que os aposentados e pensionistas contavam e chamavam-no carinhosamente de decimo quarto, parece estar no limbo, ou colocaram no freezer. Pois eles também não se manisfestaram.

Na Câmara a morosidade parece não ter fim. O projeto de lei 4.367/2020 anda tramitando desde o ano passado e versa sobre o pagamento extra para os aposentados e pensionistas, o vulgo decimo quarto.

No texto os beneficiários teriam direito aos valores em 2022 e 2023. Por algum motivo as engrenagens estão emperradas e a casa não consegue fazer o P.L. 4.367 caminha na direção da solução que fará justiça a tão combalida classe dos aposentados. A situação é tão difícil que não ha previsão de data para que a casa possa aprecia-la. Vale ressaltar que após os tramites na Câmara, o P.L. tem prosseguimento no Senado Federal para ser submetida aos critérios dos atores da casa.

Como de praxe, sendo aprovada será enviada para o Presidente Jair Messias Bolsonaro (sem Partido), que avaliara a o projeto do deputado pompei de Mattos (PDT-RS). O mais importante antes de definir valores e quando  vai pagar, é saber da onde vai sair o erário que dará os recursos necessários para disponibilizar o beneficio aos aposentados e pensionistas.

 

Foto destaque (Reprodução/Terra)