Saúde e Bem Estar

OMS informa a chegada da variante Ômicron a 23 países pelo mundo

02 Dez 2021 - 18h35 | Atulizado em 02 Dez 2021 - 18h35
OMS informa a chegada da variante Ômicron a 23 países pelo mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) veiculou na quarta-feira de ontem (1º) na mídia a chegada da nova variante do Coronavírus, a Ômicron, a 23 países pelo mundo, como Holanda, Canadá e Espanha.

“Pelo menos 23 países, de cinco das seis regiões da OMS, já registraram casos da Ômicron e esperamos que esse número cresça”, informou aos jornalistas o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Genebra (Suíça).

“A OMS leva esse registro à sério e todos os países também deveriam, embora não nos surpreenderia se não o fizerem”, continuou Tedros. “É isso o que os vírus fazem e é isso o que este continuará a fazer enquanto o permitirmos a se espalhar”.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (“CDC”, na língua inglesa) veiculou ontem (1º) a confirmação de que os EUA já registraram o primeiro caso de infecção pela cepa viral Ômicron no estado da Califórnia. Segundo o conselheiro médico-chefe da Casa Branca, o dr. Anthony Fauci, o cidadão infectado, o qual já havia completado o esquema vacinal, viajou da África do Sul para a cidade de São Francisco no dia 22 de novembro e testou positivo já no dia 29.

A variante Ômicron, a qual foi primeiramente reportada à OMS pela África do Sul há uma semana, já possui mais de 30 mutações só na proteína spike. Algumas das mutações estão associadas à diminuição de anticorpos e à alta transmissibilidade, conforme dito pela OMS.


Mutações na proteína spike nas variantes Delta e Ômicron (Foto: Reprodução/Hospital Bambino Gesù).


Tedros diz que ainda há muito a se aprender sobre o efeito de contágio da nova variante, a severidade da doença e a efetividades dos testes, das vacinas e do tratamento. Inúmeros grupos de conselheiros da OMS se encontraram nos últimos dias para “avaliar a situação de emergência e priorizar os estudos necessários para responder essas questões”, ele disse.

Ele complementa ao informar que a alta transmissibilidade da variante Delta, outra cepa do Covid-19 e bastante preocupante, ainda é a causa da grande maioria dos casos pelo mundo. Tedros diz que usar as ferramentas disponíveis para prevenir a transmissão da Delta também vai parar a da Ômicron.

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“Se os países e seus habitantes não fizerem o que precisam para impedir a transmissão da Delta, também não impedirão a Ômicron”.

 

Foto de destaque: Reprodução/Paho.

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