Saúde e Bem Estar

Ômicron silenciosa já é dominante na Europa e na Ásia

02 Abr 2022 - 12h00 | Atulizado em 02 Abr 2022 - 12h00
Ômicron silenciosa já é dominante na Europa e na Ásia

Ômicron silenciosa já é dominante e responsável por novos surtos. O coronavirus ainda ainda é um grande problema de saúde pública e continuará sendo para a humanidade. A variante omicron é extremamente transmissível e está sendo substituída no mundo todo por uma nova variante, a sub variante AB.2 que tem sido chamada de Ômicron "silenciosa", e que já representa quase 86% dos casos sequenciados. Cepa dominante no mundo e responsável pelos novos surtos na Europa e na Ásia.
A linhagem é responsável por novas ondas da covid em países onde o vírus já estava controlado. Estudos realizados na Dinamarca, país onde a BA.2 se espalhou rapidamente, mostram que a linhagem pode ser 1,5 vezes mais contagiosa do que a Ômicron original, mas não mostraram diferenças no risco de internação. Especialistas, no entanto, apontam que esta subvariante está infectando mais agora porque as medidas de prevenção, como uso de máscaras, foram relaxadas em muitos países.
Não se sabe ainda onde se originou, mas foi detectada pela primeira vez em novembro entre as sequências armazenadas no banco de dados nas Filipinas. ela foi classificada como uma "variante sob investigação" pelas autoridades saúde do Reino Unido. O que significa que eles estão acompanhando de perto mas não os preocupa tanto, embora as vacinas seja menos eficazes contra ela, e mesmo a  proteção diminua com tempo, tomando a dose de reforço pode se aumentar a proteção e previnir as hospitalizações seguida de mortes,  segundo dados da agência de segurança de saúde do Reino Unido.


As autoridades de saúde britânicas classificaram a BA.2 como 'variante sob investigação' Foto destaque: Getty Images / BBC News Brasil


Foi observado pelos pesquisadores que a BA.2 foi mais eficiente em infectar pessoas vacinadas e com uma terceira dose de reforço do que as variantes anteriores, porém Ômicron silenciosa é mais contagiosa e mais difícil de ser rastreada.
O que se sabe é que os casos de covid-19, que estavam diminuindo rapidamente em toda parte após terem alcançado picos diários inacreditáveis causados pela ômicron. Na Europa nas últimas semanas e, de acordo com o diretor da divisão europeia da OMS, Hans Kluge, isso se deve à linhagem BA.2.
Na terça-feira (29/03), os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos informaram que cerca de 55% dos novos casos de covid no país eram devido à BA.2. Na Ásia, também houve um aumento no número de casos de covid detectados diariamente desde meados de fevereiro.

 

Foto destaque: Ômicron silenciosa. Reprodução/Getty Images

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