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Órgão dos EUA pede exclusão do Tik Tok das lojas de aplicativos

30 Jun 2022 - 15h20 | Atulizado em 30 Jun 2022 - 15h20
Órgão dos EUA pede exclusão do Tik Tok das lojas de aplicativos

Brendan Carr, presidente da FCC (Comissão Federal para as Comunicações, em português), órgão semelhante a Anatel no Brasil, pediu para que a Apple e a Alphabet, controladora do Google, removam o Tik Tok de suas lojas de aplicativos.

Segundo Carr, o Tik Tok não é compatível com as políticas da loja de ambas as empresas e ameaça a privacidade de dados dos usuários nos EUA.

Na última terça-feira (28), ele compartilhou via twitter, uma carta datada em 24 de junho, em papel timbrado, com relatórios ao CEO da Apple, Tim Cock, e ao CEO da Alphabet, Sundar Pichai.

"O TikTok não é apenas mais um aplicativo de vídeos", disse ele no tuíte, e acrescentou: "Ele coleta faixas de dados confidenciais que novos relatórios mostram que estão sendo acessados em Pequim”.


Carta publicada por Brendan Carr pedindo a exclusão do Tik Tok. Reprodução/Twitter


Na carta, Carr destaca entre os dados coletados, o histórico de pesquisa e navegação, rascunho de mensagens, imagens e vídeos armazenados na área de transferência do usuário, informações sobre o ato de pressionar campos na tela e identificação biométrica.

Caso as empresas não removerem o Tik Tok de suas lojas, elas deverão fornecer declarações para a Comissão até o dia 8 de julho para explicar "a base para a conclusão de sua empresa de que o acesso de dados privados e confidenciais de usuários dos EUA por pessoas localizadas em Pequim, juntamente com o padrão de representações e conduta enganosas do TikTok, não entra em conflito com nenhuma de suas políticas de loja de aplicativos".

A carta também cita a reportagem do BuzzFeed News publicada no início de junho deste ano, em que destacavam áudios vazados de 80 reuniões internas do Tik Tok onde haviam declarações de dados de usuários do EUA que não eram públicos foram acessados por engenheiros da ByteDance, empresa chinesa, proprietária do aplicativo e que já foi acusada de espionagem durante a presidência de Donald Trump.

No mesmo dia da reportagem, o Tik Tok se pronunciou alegando que estava em processo de melhorias contínuas envolvendo a experiência do usuário e controle de segurança.

Alphabet, Apple e Tik Tok não se manifestaram sobre o pedido da FCC.

Foto Destaque: Reprodução/Twitter