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Papa Francisco nega boatos de renúncia: "Estou bem"

04 Jul 2022 - 13h44 | Atulizado em 04 Jul 2022 - 13h44
Papa Francisco nega boatos de renúncia:

Papa Francisco desmitiu os boatos que circulavam sobre uma possível renúncia ao cargo, devido aos problemas de saúde. E disse em uma entrevista, nesta segunda-feira que pretende visitar a Rússia e Ucrânia. Ele firmou que irá continuar a dirigir a igreja católica o tempo que a saúde o permitir, recusando um afastamento num futuro próximo.

Questionado sobre quando pensava que isso pudesse acontecer, disse: “Não sabemos. Deus o dirá”.

Nunca passou pela minha cabeça. No momento não, no momento não. Realmente!”, declarou o pontífice durante uma entrevista concedida à agência de notícias Reuters no sábado em sua residência no Vaticano. Os rumores surgiram apos o Papa ter adiado uma viagem ao continente africano, que estva prevista prevista para o início de julho, o que aumentou as especulações sobre uma possível renúncia, como fez seu antecessor Bento XVI em 2013, alegando falta de forças para desempenhar a função.


Papa Francisco usa cadeira de rodas após operação no cólon no último verão, mas esta foi a primeira vez que ele foi fotografado usando uma em evento aberto à mídia. (Foto destaque: Reprodução/AFP/AFP)


Sobre as dificuldades no joelho, Francisco contou que sofreu “uma pequena fratura" quando cometeu um erro enquanto um ligamento estava inflamado. "Estou bem, estou melhorando lentamente", acrescentou, explicando que a fratura está cicatrizando, auxiliada por laser e magnetoterapia.

"A mim, não me disseram! Os médicos explicaram-me que não tenho cancro e ponto final", disse, acrescentando que "são mexericos da corte. Ainda existe o espírito da corte no Vaticano. Repare que o Vaticano é a última corte europeia de monarquia absoluta. Ainda não deixou de ser uma corte".

Em uma conversa que durou 90 minutos, na tarde de sábado, realizada em italiano, sem os auxiliares, o pontífice que tem 85 anos, repetiu também a sua condenação do aborto, na sequência da decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos no mês passado.

 

(Foto destaque: Reprodução/Ansa)