Notícias

Papa agradece a jornalistas por ajudarem a esclarecer abusos dentro da Igreja

15 Nov 2021 - 18h52 | Atulizado em 15 Nov 2021 - 18h52
Papa agradece a jornalistas por ajudarem a esclarecer abusos dentro da Igreja

Neste último sábado (13), o papa Francisco agradeceu aos jornalistas por ajudarem a esclarecer e revelar os casos de abusos sexuais de menores envolvendo a igreja católica, já que esses eram casos comuns que aconteciam às escondidas do mundo.

 

Francisco relatou a importância do papel do jornalista para descobrir casos como esses e de sua “missão de jornalista." Ele ainda acredita que seria vital que os repórteres fossem mais para os seus locais de pesquisa/de investigação e vissem de perto o que acontece, pois, assim, eles seriam cada vez mais habilitados para acabar com a grande desinformação que ocorre diariamente no meio virtual."Nem tudo pode ser dito por um email, pelo telefone ou por meio de uma tela.", declara Francisco.


Papa Francisco participa de cerimônia que homenageou jornalistas por sua cobertura do Vaticano. Reprodução/Simone Risoluti/Imprensa do Vaticano/Reuters


Segundo o Pontífice, esses profissionais tem a tarefa de informar o mundo e amenizar o medo que existe nele. "Agradeço a vocês pelo que nos disseram estar errado na Igreja, por nos ajudar a não varrer para debaixo do tapete e pela voz que deram a vítimas de abuso", afirmou o papa.

As homenageadas da cerimônia foram: Philip Pullella, da Reuters, e Valentina Alazraki, da empresa mexicana, Noticieros Televisa. Elas cobriram eventos da Igreja durante longos anos de suas carreiras e receberam seu reconhecimento pot isso. Houve muitos casos de jornalistas denunciando casos de abusos sexuais por parte da Igreja e exemplos não faltam, como o caso do americano The Boston Clube, que em 2002 revelvou diversos abusos em Igrejas no país. Em 2016, sua investigação chegou a se tornar um filme e ganhar um Oscar de Melhor Filme do ano.

Além disso, dentre 115 mil padres e oficiais da igreja, ao menos 3 mil, de uma margem que ficava entre 3900 e 3200, foram considerados pedófilos, o que foi explicitado como uma quantidade mínima estimada, ou seja, ainda pode ser bem maior. Após a investigação anunciada, a Igreja francesa declarou que venderá bens de dioceses ou conseguirá empréstimos para indenizar todas suas vítimas.

 

https://inmagazine.ig.com.br/post/Novo-golpe-circula-no-Whatsapp

 

https://inmagazine.ig.com.br/post/Piloto-que-transportava-a-cantora-Marilia-Mendonca-se-comunicou-pelo-radio-antes-da-queda

 

https://inmagazine.ig.com.br/post/Fiocruz-adverte-que-a-onda-de-covid-19-na-Europa-e-Asia-serve-de-alerta-para-o-Brasil,

 

Papa Francisco contra os abusos dentro da Igreja?

 

Desde o início de seu papado, Francisco se mostra contra qualquer tipo de abuso dentro da Igreja Católica e em junho deste ano, declarou que episódios como esses são uma "catástrofe" mundial. A partir de sua declaração, ocorreu uma intensificação nas punições em casos de abusos sexuais dentro das igrejas, o que não era realizado há 40 anos. 

 

Em 2019 decretou, também, outra medida que obrigava padres e oficiais a relatarem a seus superiores suspeitas de casos de abusos, como também pessoas normais que suspeitassem, o que antes não era possível. Ainda segundo a medida, aqueles pontífices que não cooperarem, em caso de descobertas, serão considerados coadjuvantes no crime.  Por fim, apesar da iniciativa, Francisco recebe muitas críticas ainda de não ser paciente com as vítimas e acreditar mais em seus colegas do que nos que os incriminam.

 

Foto Destaque: Papa Francisco em sua audiência geral semanal em 6 de outubro de 2021. Reprodução. Yara Nardi/Reuters