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Passagens aéreas tiveram alta de 40% em março e podem subir ainda mais

06 Abr 2022 - 18h12 | Atulizado em 06 Abr 2022 - 18h12
Passagens aéreas tiveram alta de 40% em março e podem subir ainda mais

O preço do querosene de aviação vem enfrentando altas significativa por conta da Guerra da Ucrânia, e por consequência direta, as passagens aéreas subiram junto. A plataforma Decolar, fez um levantamento que aponta as rotas mais populares como as que mais tiveram aumento do preço.

Por exemplo, a ponte aérea para o Rio de Janeiro, por exemplo, subiu 19% (de R$ 504,19 em fevereiro para R$ 598,99 em março). Voos para o Recife lideraram a alta de preço: o valor passou de R$ 559,82 para R$ 783,57, alta de 40%. Viagens de São Paulo para Brasília foram de R$ 627,45 para R$ 724,71 (+16%); enquanto voos para Porto Alegre, que custavam em média R$ 603,55 em fevereiro, foram adquiridos por R$ 785,49 em março (+30%). (Via Poder 360)

Para os voos internacionais, o aumento foi menor de fevereiro a março se comparado com os voos domésticos. De São Paulo para Buenos Ares houve redução de 4%, a média de preços pairava de R$ 1.310, em fevereiro para R$ 1.260 em março, outro destino muito procurado por brasileiros, Milão, o aumento foi de 7%, com média de R$ 3.288 em fevereiro para R$ 3.511 em março. Isso pode ser explicado pela queda do Dólar frente ao Real, esse fator garante o aumento de viagens para estes destinos.


Airbus da Latam decolando do Santos Dumont (Foto: Reprodução/Gabriel C. Garcia)


Além disso, o combustível de aviação sofre um reajuste significativo. A Petrobras reajustou para 18,6% o preço do querosene da aviação. De acordo com dados da empresa, a média de preço por litro do combustível foi de R$ 3,96, no fim de março deste ano, para R$ 4,69 no início de abril.

O combustível que antes representava 30% do custo fixo operacional, hoje gira em torno de 40% dos custo das companhias, podendo chegar a representar a fatia de até 50%, de acordo com Abear (Associação brasileira de empresas aéreas).

 

Foto destaque: Avião decolando. Reprodução/Gabriel C. Garcia