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Plástico: o futuro do material diante das políticas ecológicas

18 Fev 2022 - 15h40 | Atulizado em 18 Fev 2022 - 15h40
Plástico: o futuro do material diante das políticas ecológicas

Muitas empresas de renome estão a modificar suas regras e costumes para evitar o descrédito entre consumidores de forte cunho social. Temendo que sofram boicotes ou terminem atrás de seus concorrentes, elas mudam slogans, propagandas e até a estrutura de seus ambientes de trabalho para fugir das piores consequências no mercado.

Dentre as causas mais comuns, a preocupação com o meio ambiente ainda se destaca como questão relevante. Não é para menos, pois o tema “sustentabilidade” é repetido enquanto prioritário para muitos grupos políticos, principalmente da Europa Ocidental.

Não obstante, repaginar-se pode custar muito caro para os bolsos de investidores e empresários, que passam a ter de abandonar pouco a pouco recursos comuns e muito úteis. É o caso do plástico, que embora seja duradouro, flexível e pouco dispendioso, já circula nas prateleiras com a fama de inimigo da natureza.


 

Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo (Foto: Reprodução/Yegor Aleyev/Getty Images via EXAME)


Em vista de melhorar a situação, um grupo de 42 países e 70 empresas “pediu à ONU um tratado internacional para produção e reciclagem, porque regras distintas em cada mercado prejudicam a competitividade e oneram as companhias” (UM SÓ PLANETA). A expectativa do trabalho conjunto entre diferentes marcas e forças políticas internacionais pode levar a uma solução comum e ainda assim lucrativa.

A UM SÓ PLANETA entrevistou José Fernando Machado, que é diretor comercial da Graham Packaging. O representante afirmou que o futuro da empresa repousa no redesenho:

“Há tecnologias de fabricação onde se consegue, através de distribuição de material, garantir mais performance com menos material. Num dos clientes, no México, com o redesenho, reduzimos de 18g para 14g o potinho de iogurte. Quando se considera a produção média de 10 milhões de unidades por mês, é uma grande diferença”, disse.

A matéria veiculada pelo portal ainda cita outros casos, tais como o da PepsiCo Brasil, que pretende usar embalagem à base de plantas e Ambev, que reduziu em 70% a presença de plástico em seus packs.   

 

Foto Destaque: Reprodução/Peter Dazeley/Getty Images via UM SÓ PLANETA

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