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Preço da gasolina sobe e bate recorde

14 Mai 2022 - 12h14 | Atulizado em 14 Mai 2022 - 12h14
Preço da gasolina sobe e bate recorde

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou, nesta sexta-feira (13), que o preço da gasolina subiu pela quinta semana seguida. O valor médio do litro passou de R$ 7,295, na semana passada, para R$ 7,298. registrando novo patamar médio recorde no varejo.  Segundo a ANP, o aumento ocorreu na terceira casa decimal do preço da gasolina. Desde o mês de janeiro, o avanço é superior a 9,3% nas bombas.

Já o diesel subiu pela quarta semana seguida e foi de R$ 6,630 para R$ 6,847 - também em patamar recorde. É alta de 3,27% na semana. No ano, o aumento é superior a 24%. O pico até então tinha sido registrado na pesquisa realizada entre os dias 24 e 30 de abril, quando o preço encontrado do litro da gasolina foi de R$ 7,283 o litro. O maior preço apurado nos mais de 5 mil postos pesquisados pela ANP foi encontrado em Tubarão, Santa Catarina. O preço do litro chegou a R$ 8,999. O menor valor encontrado foi R$ 6,199.


Preço do combustível sobe e bate recorde (Foto: Reprodução/Tribuna do Norte)


O governo apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação contra a política de ICMS dos estados sobre diesel, mas Bolsonaro havia anunciado em live nas redes sociais que iria à Justiça. Apesar de o presidente afirmar que uma mudança no ICMS poderia levar à redução nos preços, especialistas avaliam que isso não é garantido. Desde o início do governo Bolsonaro, o litro do diesel nas bombas já subiu 111%. A ação ocorreu após Bolsonaro ter demitido o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Para seu lugar, foi nomeado Adolfo Sachsida, que trabalhou com Paulo Guedes no Ministério da Economia.

Aumento dos preços

Esse aumento dos preços dos combustíveis acontece em meio à forte alta nos preços internacionais do petróleo após a Rússia ter invadido a Ucrânia, impactados pela oferta limitada frente à demanda mundial por energia.

Desde 2016, a Petrobras adotou o chamado PPI (Preço de Paridade de Importação), após anos praticando preços controlados, sobretudo no governo Dilma Rousseff. O controle de preços era uma forma de mitigar a inflação, mas causou grandes prejuízos à petroleira.

Pela política de preços atual, os preços cobrados nas refinarias se orientam pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e do câmbio.

O diretor de comercialização de logística da Petrobras, Cláudio Mastella, declarou que a empresa espera uma "estabilização" da defasagem de preços dos combustíveis em relação aos preços internacionais para definir novos valores no mercado interno.

 

Foto Destaque: Pexels/Erik Mclean