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Preço da gasolina tem mais um recorde ao aumentar pela 4º semana seguida

07 Mai 2022 - 14h48 | Atulizado em 07 Mai 2022 - 14h48
Preço da gasolina tem mais um recorde ao aumentar pela 4º semana seguida

O preço da gasolina teve registro de aumento pela quarta semana seguida e voltou a marcar um novo recorde nos postos de combustíveis do país, segundo informa a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira (6).

Nesta semana, o valor médio da gasolina se sucedeu em R$ 7,295, o que representa uma alta de 0,16% em relação ao levantamento anterior. É o maior valor nominal pago pelos consumidores desde que a ANP passou a registrar o preço semanal da gasolina no país, em 2004.

O ápice dos valores registrados na pesquisa realizada da semana anterior, entre os dias 24 e 30 de abril, o litro da gasolina ficou em R$ 7,283 o litro.

O maior preço encontrado nos mais de 5 mil postos pesquisados pela ANP foi em Tubarão, Santa Catarina. O preço do litro chegou a R$ 8,999. O menor valor encontrado foi R$ 6,199.

O balanço desta sexta da ANP também apontou uma alta no preço do preço do diesel. Nesta semana, o valor combustível nos postos alcançou um avanço de 0,30%, com R$ 6,630 o litro. O valor do etanol apresentou queda de 1,77%, para R$ 5,441 o litro.

A disparada do aumento dos combustíveis acontece em meio à forte alta nos preços internacionais do petróleo, com a influência da invasão da Rússia à Ucrânia, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia.


Em Santa Catarina, foi identificado o preço de R$8,99 por litro em Tubarão. (Foto: Aline Massuca/Metrópoles)


Em 2016, a Petrobras aderiu o chamado PPI (Preço de Paridade de Importação), depois de anos praticando preços controlados, principalmente no governo da presidenta Dilma Rousseff. O controle de preços era uma manobra de mitigar a inflação, mas culminou em desvantagens à petroleira.

De acordo com a política de preços atual, os preços cobrados nas refinarias se norteiam pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e do câmbio.

Nesta sexta-feira, o diretor de comercialização de logística da Petrobras, Cláudio Mastella, disse que a empresa espera uma "estabilização" da defasagem de preços dos combustíveis em relação aos preços internacionais para definir novos valores no mercado interno.

Foto em destaque: Gasolina aumenta pela quarta semana seguida e segue sendo influenciada pelo preço internacional do petróleo. (Flickr/Governo do Estado de São Paulo)