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Preço do petróleo cai após liberação das reservas dos EUA

02 Abr 2022 - 10h50 | Atulizado em 02 Abr 2022 - 10h50
Preço do petróleo cai após liberação das reservas dos EUA

Despencaram na última quinta-feira (31), os preços dos barris de petróleo por conta da notícia divulgada de que os EUA irão liberar, de forma recorde, sua reserva do produto. Os Bechmarks de petróleo Brent e dos Estados Unidos caíram perto de 13%, em suas maiores perdas semanais em dois anos, isso logo depois que o presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou a liberação.

Biden anunciou que irá liberar 1 milhão de barris de petróleo por dia por seis meses a partir de maio. No total, serão 180 milhões de barris, a maior liberação já feita na Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA (SPR – sigla em inglês).


Presidente dos EUA, Joe Biden (Foto:Reprodução/Veja)


Os contratos futuros de petróleo para a Brench em maio caíram cerca de 5 dólares, ou 4,35%, para 108,50 dólares o barril às 11h54 (horário de Brasília) na quinta-feira.

Já o petróleo dos EUA, para maio recuava mais de 4 dólares, para 103,70 por barril, no mesmo horário.

Uma liberação gradual de 1 milhão de barris de petróleo está prevista para os próximos seis meses, um sinal de que não se espera uma solução rápida para a crise na Ucrânia, que reduziu o fornecimento de petróleo”, disse Susannah Streeter, analista sênior de investimentos e mercados da Hargreaves Lansdown

Enquanto isso, a Organização de Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) que tem a inclusão da Rússia, concordou em uma reunião nesta quinta-feira em manter seu acordo existente e ir aumentando a meta de produção para 432 mil barris por dia em maio.

Países membros da IEA (Agência Internacional de Energia) não concordaram na sexta-feira sobre os volumes ou os compromissos de cada país nas suas respectivas reuniões de emergência, disse, Hidechika Koizumi, diretor da divisão de assuntos internacionais do ministério da economia, comércio e indústria do japão. Ele acrescentou que mais detalhes podem ser conhecidos na próxima semana.

 

 

Foto Destaque: Reprodução/G1