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Presidente da Ucrânia declara: Mariupol está em ruínas

24 Mar 2022 - 09h20 | Atulizado em 24 Mar 2022 - 09h20
Presidente da Ucrânia declara: Mariupol está em ruínas

Nessa quarta-feira (23), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou através de um vídeo que: "Não resta nada de Mariupol". Ainda afirmou que centenas de pessoas estão em situação desumana e impossibilitada de sair do local que está sem água, medicamentos e comida.

Além disso, imagens de satélites mostram a cidade toda destruída após bombardeios russos que acontecem desde o fim de fevereiro na região.


Imagem de satélite disponibilizada pela Maxar Technologies mostra prédios em chamas, em Mariupol, Ucrânia. (Foto: Reprodução/G1)


Zelensky também disse que, mais de 7 mil pessoas já conseguiram deixar a cidade nas últimas 24 horas e que há mais de uma semana estão tentando organizar "corredores humanitários estáveis para os moradores". Em contrapartida, as tentativas tem sido barradas pelas tropas russas.

É importante ressaltar que Mariupol é uma cidade fundamental para a Rússia por servir de ponte terrestre entre as forças russas na Crimeia, no sudoeste e os territórios sob controle russo no norte e leste.

Dessa forma, dificilmente a Rússia cederia um espaço tão importante e iria até o fim para ocupar toda a extensão, inclusive, com a expulsão de civis da região de Mariupol.

Em contrapartida, os moradores estão esperançosos, isso porque, as conversas entre Rússia e Ucrânia podem estar avançando, apesar dos dois lados admitirem que as negociações têm sido difíceis e sem avanços. Ainda, Mariupol se encontra sem a presença de jornalistas há uma semana, desde que a equipe da agência Associated Press deixou a cidade.

Assim, com a ausência de profissionais para relatar os últimos acontecimentos, torna- se cada vez mais complicado saber a situação atual da região, a não ser pela presença de satélites.

Ademais, a Ucrânia acusa a Rússia de bombardeios em locais civis da cidade, como maternidade e teatros que serviam de abrigos para crianças. Ainda, também acusa as forças russas de dispararem contra civis desarmados que protestavam contra a ocupação russa na cidade de Kherson, no sul do país, mas o presidente russo nega todas as acusações.

Diante das acusações, também fica cada vez mais difícil as negociações entre os países, tendo em vista que, para a grande maioria dos especialistas, a guerra só cessará com a rendição da Ucrânia e a "vitória" da Rússia sobre o país. 

Dessa forma, até este momento, a ONU (Organização das Nações Unidas) estima que ao menos 3,5 milhões de pessoas tenham deixado a Ucrânia por causa da guerra indo para países como a Polônia, que tem recebido os refugiados e com a ajuda de voluntários do mundo inteiro!

Foto Destaque: Reprodução/G1.