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República de Cuba sofre com reformas econômicas e fecha ano batendo 70% de inflação 

23 Dez 2021 - 21h23 | Atulizado em 23 Dez 2021 - 21h23
República de Cuba sofre com reformas econômicas e fecha ano batendo 70% de inflação 

O ano de 2021 não foi um dos melhores na história da economia cubana, e olha que essa narrativa tem momentos bem desafiadores, pois a história de Cuba é cheia de golpes, revoluções e embargos.

Dessa vez a guerra de cuba é contra a alta inflação, os preços aumentados que chegaram ao consumidor elevou 70% no ano de 2021 na ilha caribenha, disse na última terça-feira, 21 de dezembro, Alejandro Gil, Ministro da Economia, quando apresentou o relatório para Assembléia Nacional do Pode Popular, que é a casa legislativa do país insular, o Parlamento da República de Cuba.

“Vamos terminar obviamente com uma taxa de inflação superior a 70%”, afirmou Alejandro Gil quando explicou que esse movimento de aumento foi ocasionado por causa da elevação dos preços, isso tem acontecido desde janeiro em 44%, essa taxação acima tem a ver com a estratégia da reforma monetária realizada pelo governo cubano.

Esse foi o primeiro ano da reforma econômica implementada por cuba, oficialmente chamada de Ordenamento Monetário. A modificação apresentou ao salário médio dos cubanos um aumento de 450%, junto com essa maravilha a inflação também deu suas caras e fez o crescimento dos salários parecer uma mera ficção.


Economia cubana passa por um período de aperto provocado por medidas econômicas. (Foto: Reprodução/VermelhoOrg).


No mês de janeiro o salário mínimo foi definido em 2.100 pesos cubanos (87 dólares) mensais, até o final de dezembro a média do salário nas terras de Fidel chegará à 3.934 pesos, o equivalente à 163 dólares por mês.

O ministro da economia fez uma análise positiva e declarou que a expectativa da inflação respeitou os fatores alienígenas desencadeados por causa da pandemia em todo o globo terrestre, vale observar também outro fator preponderante nessa crise inflacionária cubana, o agravamento do embargo econômico praticado pelos Estados Unidos desde a posse do ex presidente norte-americano Donald Trump em 20 de janeiro de 2017. Mesmo com a chegada de Joe Biden ao poder, ele é o atual presidente do Estados Unidos da América, essa política de embargos não recebeu nenhum afrouxamento.

Mesmo com todos os contratempos o ministro Gil confirmou que tem grandes expectativas positivas e vislumbra um amadurecimento da economia, o que ajudará no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) cubano, 4% em 2022. Junto com essa melhora do PIB, a economia também aproveita o vaco e paripassu consegue retomar seu eixo e sua reabilitação é ajudada pelo setor do turismo, uma das principais engrenagens econômica do país localizado no mar do Caribe.


Qual será os rumos da economia cubana em 2022? (Foto: Reprodução/TheNewYorkTimes).


O ano que está chegando ao final não foi muito próspero para Cuba, sua economia cresceu pífios 2%, muito abaixo do que era falado anteriormente, os 6% que eram esperados pelas autoridades do governo no início de 2021.

“Por que a economia não pôde sustentar esse crescimento? Por causa do bloqueio, por causa do acirramento do bloqueio, pelas medidas que nos foram impostas e pelas restrições de acesso aos combustível para o país”, afirmou o ministro, ele entretanto admitiu inúmeros aspectos da reforma que precisam ser melhor apreciados e corrigidos para obtenção de resultados mais eficazes e eficientes.

 

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Sem qualquer sombra de dúvidas a aplicação dessa reforma foi um dos motivos que levaram a deflagração dos históricos protestos que tiveram seu rastilho no dia 11 de julho, que entrou para a história quando uma parte da população da ilha cubana foi às ruas e bradou “Temos Fome"  e a palavra “Liberdade”, por 50 cidades espalhadas por Cuba. 

 

Foto destaque: Reprodução/CubaPosibile.