Saúde e Bem Estar

Segundo especialistas, nova variante pode infectar mais e matar menos

30 Nov 2021 - 15h01 | Atulizado em 30 Nov 2021 - 15h01
Segundo especialistas, nova variante pode infectar mais e matar menos

A nova variante do coronavírus, Ômicron, tem preocupado bastante a ciência por manifestar grande quantidade de mutações e de acordo com cientistas, esse fato precisa ser estudado no Brasil.

A Ômicron foi descoberta recentemente na África do sul e apresenta 50 mutações. Cerca de 30 delas estão situadas na proteína spike (capacidade de entrada do vírus nas células humanas), o que pode facilitar com que ela sobreviva as vacinas e cause casos mais graves.


Ômicron possui 50 mutações e cerca de 30 delas estão na presentes na proteína spike (Foto:Reprodução/VejaSP)


"É importante salientar que, até esse momento, ainda está aqui estudando essa nova variante e não podemos ainda dizer que ela é grave ou se vai evadir nosso sistema imune ou as vacinas. Temos que ter paciência e esperar que ela não seja mais grave que a variante Delta"., explicou o médico infectologista, no Hospital de Base de Brasília, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e especialista em doença tropical, Julival Ribeiro, em entrevista para rádio EBC.

 "Outra coisa importante, com essa variante Ômicron, é que o mundo rico tem que imediatamente que ajudar o mundo pobre a ser vacinado, porque quanto mais casos de covid ocorrem no mundo, maior probabilidade de (surgir) uma variante que realmente possa evadir vacina ou nosso sistema imune. Eu espero que o mundo, imediatamente, comece a distribuir vacina para os países pobres"., concluiu o médico.

A nova variante tem três vezes mais mutações que a variante Delta e uma das hipóteses para isso é que ela tenha sido desenvolvida em um paciente imunodeprimido na África do Sul, que esteve abrigando a variante Alpha por muito tempo. Cientistas afirmaram nunca ter visto uma variante com tantas mutações como a Ômicron antes.

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Também trazem a hipótese de que os vírus emergentes têm tendência a se acalmarem conforme se espalham pela população humana. Ou seja, a cada mutação, a propensão é que a transmissão aumente e a letalidade diminua.

Foto destaque: Reprodução/Getty Images/BBC