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Segurança em jogos NFT entra em discussão após sistema sofrer roubo bilionário

01 Abr 2022 - 14h32 | Atulizado em 01 Abr 2022 - 14h32
Segurança em jogos NFT entra em discussão após sistema sofrer roubo bilionário

Hackers roubaram R$ 2,9 bilhões dos sistemas da Ronin, blockchain produtora do famoso jogo Axie Infinity, um videogame online baseado em NFT que se popularizou em 2021 com o boom das moedas digitais. Foram assaltados cerca de 173.600 tokens de ether e 25,5 milhões de tokens de USD Coin. A empresa comunicou que o ataque foi através das senhas necessárias para o acesso dos recursos em criptomoedas.

O acontecimento abriu novas discussões acerca da proteção de dados provenientes dos chamados cryptogames e as redes blockchain. Especialista da área e fundadora de uma das maiores comunidades de Axie Infinity no país, Heloísa Passos, explica a situação. “No caso do Axie Infinity e desse roubo em especial, havia apenas nove validadores e a maioria era centralizada, estando coligada com a Sky Mabis. Com isso, quatro foram corrompidos e o quinto liberou essa falha”, diz a CEO da Sp4ce.

Para o fundador da Dux Crypto, Luiz Octávio Gonçalves Neto, a infraestrutura da Ronin foi criada com o objetivo de diminuir as taxas de pagamento para os jogadores e investidores participarem do Axie Infinity, com a blockchain desenvolvida pela empresa Sky Mavis, funcionando como um livro de registro e validação das transações no jogo. “Em resumo, o que aconteceu foi consequência da decisão da Sky Mavis pela centralização inicial do projeto. Quando o hacker conseguiu acesso aos poucos validadores, acabou extraindo esse valor”, afirma Luiz.


Um dos principais jogos play-to-earn da atualidade. (Reprodução: Axie Infinity)


Em relação à segurança pessoal dos jogadores, Heloísa orienta a precaução com as palavras-chaves e as transações de dinheiro. “É preciso tomar cuidado com as palavras-chaves. Temos que lembrar que a tecnologia Blockchain não é um banco que tem um suporte para ligar e estornar dinheiro”, diz ela.

Luiz esclarece que o caso ocorrido não estava atacando nenhum investidor específico, e sim à rede. “No entanto, acredito que o time, investidores e todo o ecossistema do Axie Infinity e da Sky Mavis serão capazes de contornar o problema, seja entrando em um acordo de devolução com o hacker ou buscando outros meios para reaver os fundos ou cobrir as perdas”, reforça o especialista.

Descentralizar os validadores para a rede é a solução, depois do rombo de meio bilhão de dólares, de acordo com Heloísa para o projeto do Axie Infinity. A ação se torna fundamental para aumentar o nível de segurança da blockchanin.

 

 

Foto destaque: Reprodução (Freepik/starline)

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