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Setor gamer no país tende a impulsionar mais em 2022

16 Mar 2022 - 14h51 | Atulizado em 16 Mar 2022 - 14h51
Setor gamer no país tende a impulsionar mais em 2022

De acordo com pesquisa realizada recentemente pela Kantar IBOPE Media através da utilização da ferramenta Target Group Index Global Quick View, foi realizada uma análise com 85 mil entrevistados e chegou ao resultado de que o Brasil ocupa o 13º lugar no mundo com maior quantidade de pessoas gamers no país.

A pesquisa ainda conclui que os brasileiros gastam em média 2h30min do seu dia jogando independente da plataforma, seja console ou pc ou até mesmo mobile.


Números registrados pela pesquisa da Kantar Ibope Media. (Foto:Reprodução/Kantar Ibope Media)


Já a concentração massiva da setorização dos games em se tratando de indústrias, desenvolvedoras, startups, e tudo que envolve diretamente a criação/experimentação dos jogos, fica disparada no continente asiático, mais especificamente na China. Em uma escala de porcentagem aparecem os seguintes países: China com 90%, Arábia Saudita com 89%, Filipinas com 88% e Indonésia com 88%.

Quando a direção da pesquisa alterna para concluir os países que mais gastam tempo empregados na atividade de jogar games entre os jogadores, aí o cenário muda de liderança. O topo vem consolidado pela Arábia Saudita apresentando 3h01min em média jogados diariamente, as Filipinas assume a segunda posição utilizando 2h58min do tempo e os Estados Unidos aparece em terceiro lugar com a marca de 2h38min empregados pelos jogadores. 



Com a popularidade do setor de jogos desencadeou uma disputa acirrada entre as empresas para conseguirem participar desse movimento e surfar no hype do momento. E alguns impactos já foram sentidos com potência como o fechamento de três dos 10 maiores negócios do segmento somente nesse início de 2022.

E não pode deixar de citar a notícia que percorreu os quatros cantos do planeta causando repercussão entre os players, entusiastas e empresários, que foi a aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft pelo aporte de US$ 68,7 bilhões em janeiro, transformando a dona do Xbox na terceira maior empresa de games do mundo, atrás apenas da chinesa Tencent e de sua principal rival no campo dos consoles, a Sony.

O setor de jogos que até então não tinha holofotes voltados para si, e pelo contrário, muitas vezes sendo visto pela sociedade de forma pejorativa e pelo mercado como ambiente desinteressante, se vê em um momento ímpar no mercado atual.

A pandemia também influenciou diretamente no impulsionamento e desenvolvimento das tecnologias e suas ferramentas digitais, incluindo o universo dos jogos e ajudando a sua escalada ao topo, garantido para a setorização dos games a visibilidade necessária para ser objetivo de mercado pelas techs do ramo.

Sobre o crescimento da setorização de games no Brasil, em entrevista à Forbes Brasil, o presidente da Abragames e cofundador da ARVORE, Rodrigo Terra, destacou o potencial da indústria brasileira afirmando que no ano passados os jogos desenvolvidos aqui cresceram 600%, sendo representados por 140 empresas participantes do projeto Brazil Games.

Terra diz, “O mercado de games tem natureza 100% exportadora, seu formato digital tem potencial para que os serviços e produtos sejam facilmente distribuídos. Através de nossas ações e da qualidade da mão de obra brasileira, os produtos e serviços de games do Brasil estão presentes em 95% dos países de todo o mundo”, ao se referir da iniciativa que tem intenção de capacitar empresas para que possam exportar produtos com maior qualidade e segurança vislumbrando a inserção de empresários brasileiros da setorização de games no mercado internacional.

 

Foto em Destaque: Indústria de games. DCStudio/Freepik