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Ucrânia x Rússia: como saber se fotos e vídeos são legítimos e atuais?

01 Mar 2022 - 16h45 | Atulizado em 01 Mar 2022 - 16h45
Ucrânia x Rússia: como saber se fotos e vídeos são legítimos e atuais?

A crise entre a Ucrânia e Rússia é um terreno fértil para a desinformação. Não é preciso procurar muito para encontrar diversos vídeos e fotos, falsos, que mostram o conflito em tempo real. Isso acontece ainda mais nas redes sociais. Porém, jornalistas investigativos, organizações de imprensa e verificadores de fatos estão reagindo a isso, com suas ferramentas para ajudar a distinguir entre o que é real e o que é falso nessa invasão à Ucrânia. Veja alguns passos a seguir para se blindar de notícias falsas:

  • Verificação da fonte

Estamos em uma época onde muitas pessoas recorrem às redes sociais para obter notícias. Por isso, é muito importante verificar suas fontes. A organização de notícias é respeitável? Você consegue encontrar as mesmas imagens em algum outro lugar, acompanhadas por descrições similares? Se as respostas forem positivas, provavelmente a imagem ou vídeo sejam reais.

Algumas pessoas possuem credibilidade quando o assunto é a crise entre os países — você precisa verificar suas credenciais. Pessoas como Elliot Higgins é um bom exemplo. Sua organização, Bellingcat, fez uma planilha com um compilado sobre os eventos relacionados ao conflito entre a Ucrânia e Rússia.

Outro exemplo é a conceituada organização de notícias Nieman Lab, que também preparou um artigo que inclui algumas fontes confiáveis para as pessoas que desejam acompanhar esse conflito.

  • Reverter a pesquisa de imagens

Muitas das imagens e vídeos do conflito postados em redes sociais são, em grande parte, falsos. Pessoas compartilham vídeos de anos atrás ou de conflitos totalmente diferentes, em alguns casos. Tem casos em que você pode verificar com os próprios olhos, por exemplo, se a imagem em questão parece antiga. Nesse caso há grandes chances de ser falsa.

Outra forma confiável de verificar quando essa mídia foi postada é reverter a pesquisa de imagens. The News Literacy Project, uma organização sem fins lucrativos, contém um tutorial em vídeo sobre como fazer isso.

Isso é algo simples. Pode fazer essa pesquisa reversa de imagens via Google indo em Imagens no canto superior direito da plataforma. Clicando no ícone da câmera, na barra de pesquisa, há duas maneiras de pesquisar: URL da imagem ou pelo arquivo que deseja pesquisar.

Se quer usar a URL da imagem, clique com o botão direito do mouse na imagem e clique na opção “Copiar endereço de imagem”. Cole o link em “Pesquisar por imagem” no Google e o buscador procurará a imagem em toda a web.

É possível pesquisar no Google via Upload: Após salvar a imagem em navegar até a pasta onde está salva, selecione o arquivo e o Google fará o trabalho de pesquisa de imagem reversa.

Verifique os resultados da busca, e considere que o resultado inicial do Google não é necessariamente algo em que se pode confiar. Se você observar as “imagens visualmente semelhantes”, poderá ver se a foto está em um site respeitável, como em um site de organização de checagem dos fatos ou uma grande fonte de notícias.

Se quer ter mais certeza, pode comparar sua pesquisa do Google com outras ferramentas de pesquisa de imagens, como o TinEye.


Bombeiro ucraniano entre fragmentos de uma aeronave, derrubada, em Kiev, Ucrânia, no dia 25 de fevereiro (Foto: Reprodução/Forbes)


  • O que você pode fazer para combater as notícias falsas relacionadas à guerra?

Cada indivíduo tem a responsabilidade de ajudar na prevenção à desinformação. Você pode fazer parte compartilhando matérias como esta, em que ensina a desmascarar vídeos e imagens possivelmente falsas. Junto a isso, verifique cada uma de suas fontes — não divulgue nada nas mídias sociais se você não consegue provar ser real.

Seguir pessoas confiáveis em diferentes redes sociais é um começo. Certifique-se de verificar diversas vezes, em diferentes lugares, antes de compartilhar. Se tiver dúvida, não poste a informação, e sempre questione outras pessoas que não possam provar de onde surgiram suas postagens.


Foto destaque: Reprodução/deutschland.de/gesrey — stock.adobe.com