Saúde e Bem Estar

Vacina da gripe com nova fórmula chega em 2022; entenda como funciona

18 Dez 2021 - 19h44 | Atulizado em 18 Dez 2021 - 19h44
Vacina da gripe com nova fórmula chega em 2022; entenda como funciona

 

O novo imunizante contra a variante do vírus influenza H3N2, a Darwin, chega ao Brasil entre fevereiro e março de 2022. No Instituto Butantan, maior produtor do hemisfério sul de vacinas, ja deu início a pregação dos bancos virais que permitirão atualizar o imunizante para combater essa nova cepa, que causa surtos no país.

O instituto paulista produz 80 milhões de doses do imunizante contra a gripe, e atende o Programa Nacional de Imunizações (PNI), dom Ministério da Saúde. O Instituto Butantã conquistou a chancela de qualidade da Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso é importante pois mostra a credibilidade do instituto e reforça a qualidade e a segurança do imunizante no combate ao vírus influenza. Essa conquista torna a marca do Instituto Butantan mais segura e abre mercado para o mercado global.

O diretor de produção do Instituto Butantan, Ricardo das Neves, dirimiu algumas questões em entrevista ao G1. Ele disse como o ciclo de produção funciona, as fases, e foi claro quanto as novas vacinas e também falou sobre quando elas estarão disponíveis.

Segundo Ricardo a previsão sobre a produção e liberação dos lotes do produto pode acontecer, num quadro otimista, no final de fevereiro ou no início de março de 2022. Nesse momento, o diretor afirma que o instituto faz a produção de uma das atualizações da cepa B.

“Já produzimos 100% da H1N1. Nesse momento, estamos produzindo a IFA ( Insumo Farmacêutico Ativo) da cepa B. Em janeiro, vamos iniciar a produção da Darwin. Nesse momento, estamos produzindo os bancos virais para começar o IFA da Darwin.”, afirma Ricardo das Neves.

Ele continua explicando que a vacina que foi produzida pelo instituto é conhecida como trivalente, isso significa que ela abriga três cepas. “A composição ‘é sempre um vírus H1N1, um vírus B e um vírus H3N2. Ao longo do tempo, esses vírus vão sofrendo mutações e, seguindo as orientações da OMS, a gente vai atualizando.”, continua Neves.


Nova vacina contra gripe tem previsão para primeiro trimestre de 2022. (Foto: Reprodução/AgenciaBrasil)


Já as vacinas quadrivalentes disponibilizadas pelo mercado possuem quatro cepas. “A diferença é que a quadrivalente tem uma cepa B a mais. Na trivalente nós temos  somente a B victória. O Butantan vem trabalhando no desenvolvimento da vacina quadrivalente e ela deve sair nos próximos anos”, afirma Neves.

Mas ele faz um alerta, a vacina trivalente que está disponível no SUS, atende perfeitamente e faz toda a cobertura de proteção contra o vírus influenza, isso porque mais de 90% da cepa b circulante pelo Brasil fazem parte da linhagem victória. “A oura cepa tem uma relevância pequena para o próximo ano”., continua ele.

As atualizações de cepa acontecem duas vezes por ano. No mês de fevereiro as atualizações são recomendadas para o hemisfério norte, no mês de setembro a vez é do hemisfério sul, que inclui o Brasil nessas recomendações.

“A OMS junta os dados e avalia o que aconteceu no inverno no hemisfério sul. Geralmente, os casos de gripe aumentam entre final de abril e maio ate julho e agosto. Esses dados da OMS vão embasar a composição da próxima recomendação, que ocorre em setembro”, comenta o diretor. O mesmo vale para o hemisfério do lado norte, em fevereiro.

Dentre as várias recomendações que a OMS faz para 2022, a linhagem Darwin está na lista. Neves afirma que o Butantan ainda está em fase de produção do imunizante contra essa nova variante.

Neves explica mais dizendo o que são os bancos virais, “Os bancos virais são sementes para prodouzir os insumos Farmacêuticos Ativos (IFA).”, conclui o diretor. essa é a matéria prima fundamental para a produção.

Para concluir ele fala que a vacinação anual contra a gripe não cria uma memória de longo prazo, por isso é importante a vacinação anual, explicou ele. Outro dado importante é de que todo ano acontece atualização da cepas. “A eficácia diminui quando tem uma mutação do vírus, mas ainda protege. As mutações são relevantes, mas os vírus continuam sendo parentes, como se fossem primos. A produção diminui, mais ainda existe.”.

 

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Quanto aos surtos que temos visto de influenza que foram registrados no Brasil, lembra que naturalmente o espectro de proteção vacinal diminui depois de cinco, seis meses, observe-se que a campanha de vacinação teve inicio em abril. Mas por incrível que pareça, a procura pela vacina durante esse ano foi menos que em anos anteriores.     

Foto destaque: Reprodução/InstitutoButantan.