Saúde e Bem Estar

Varíola do macaco tem taxa de reprodução baixa, segundo pesquisadora

25 Mai 2022 - 13h13 | Atulizado em 25 Mai 2022 - 13h13
Varíola do macaco tem taxa de reprodução baixa, segundo pesquisadora

As autoridades até o momento sabem que se trata de um vírus que é transmitido via secreções respiratórias que pode causar sintomas como febre, mal-estar, dores no corpo e lesões que geralmente começam a se manifestar na cavidade oral. É o que relata Giliane Trindade, membro do comitê do Ministério da Ciência e Tecnologia que monitora a doença, até agora sem casos no Brasil De acordo com cientista responsável por monitorar a doença, o vírus da varíola do macaco tem uma taxa de transmissão insuficiente para causar uma pandemia. A pesquisadora avalia: 'Epidemia não decola'

Já a OMS e as autoridades de saúde vêm expandindo a vigilância aos casos de varíola dos macacos que já são confirmados em 17 países. Segundo a pesquisadora de microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais, a taxa de reprodução do vírus e insuficiente para fazer uma epidemia decolar.

"Esse vírus não é de transmissão facilitada. Ele não viaja pelos aerossóis como o Sars-Cov-2 viaja", explica Giliane.
A pesquisadora ainda pontua algumas semelhanças e diferenças entre a varíola dos macacos e a humana. A última tinha letalidade de até 30% e foi uma das doenças que “mais impactou a humanidade”, lembra. O vírus de agora pode provocar a morte de 1% a 10% dos infectados, explica ela.


Apresentação artística do vírus da varíola. Foto destaque: Reprodução/Roger Harris/Science Photo Library/Getty Images


O professor Brian Ferguson, do Departamento de Patologia da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) chegou a dizer também que "É bastante improvável". A transmissão da varíola dos macacos ocorre quando uma pessoa entra em contato com o vírus através de um animal, humano ou materiais contaminados.

Não sabemos qual animal é o hospedeiro reservatório (principal portador da doença) da varíola dos macacos, embora se suspeite que roedores africanos estejam envolvidos na transmissão, segundo as diretrizes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.  Pelo que parece existe um entendimento na comunidade científica de que a varíola dos macacos não chegue a virar uma pandemia.

 

Foto destaque: Reprodução/ Domínio público(via Wikipedia