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Wagner Moura recorda ameaças no set de Marighella

10 Nov 2021 - 17h38 | Atulizado em 10 Nov 2021 - 17h38
Wagner Moura recorda ameaças no set de Marighella

Marighella é um filme lançado em 2020 sobre a biografia do guerrilheiro Carlos Marighella, morto em uma emboscada feita pela polícia na época da ditadura militar. Dirigido por Wagner Moura e estrelado por Seu Jorge. O longa sofreu desde o início com campanhas de difamação e chegou a ser atacado no IMDb (Internet Movie Database). O site teve que mudar a forma de calcular a nota enviada pelo público.


Pôster de divulgação do filme (Foto:Divulgação/Instagram)


Mas segundo o diretor, não foi só isso que a obra teve que enfrentar. Em recente conversa com o Omelete, Moura contou que recebeu muitas ameaças nas redes sociais e isso acabou causando grande tensão no set de filmagens.

"Teve um dia que, no Facebook, chegou uma galera que disse que tal dia iria ao set. Falaram: 'Vamos quebrar a porra toda e vamos dar porrada em todo mundo'. E aí, a gente se preparou para aquilo", relatou o diretor. "Dizíamos pros atores que não iríamos responder nenhuma provocação, mas também que não iríamos abaixar a cabeça para nenhum fascista que aparecesse".

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Como se não bastasse, Moura revelou em ‘Conversa com Bial’ que o filme sofreu censura por parte governo federal através da Agência Nacional do Cinema (Ancine): “Eu não tenho nenhum problema em dizer que nós fomos vítimas de censura”.


Direção e elenco de Marighella (Foto:Reprodução/Twitter)


Depois de ser lançado em no Festival de Berlim em 2018, o longa-metragem teve dois pedidos da produtora O2 negados pela Ancine. Esses pedidos são normais, feitos em várias outras produções e ocasiões.”, contou Moura, “Quando foram negados, os filhos do Bolsonaro comemoraram na internet, essa direita Bolsonarista comemorou. Bolsonaro parou a vida dele, de presidente, para gravar um vídeo falando mal de mim, do filme. Então a gente vê que o filme tem uma importância pra eles.”

Mesmo com todas as dificuldades de lançamento, o filme estreou nos cinemas dia 4 de novembro – dia do aniversário de morte do guerrilheiro - e foi considerado um ato de coragem, uma vitória contra a censura brasileira.

 

Foto: Divulgação/Twitter