Clubes brasileiros querem reduzir impostos sobre premiação do Mundial

De acordo com o GE, Fluminense, Palmeiras e Botafogo estão unindo esforços para estudar formas de reduzir a carga de impostos sobre os valores que irão receber pela participação no Mundial de Clubes da FIFA, que acontecerá nos Estados Unidos em 2025. Os três clubes aguardam nesta sexta-feira (16) a conclusão de uma análise feita […]

16 maio, 2025
Foto destaque: Mundial de clubes 2025 (Reprodução/Instagram/@Fifa
Foto destaque: Mundial de clubes 2025 (Reprodução/Instagram/@Fifa
A maior entidade do futebol planeja um torneio enorme.

De acordo com o GE, Fluminense, Palmeiras e Botafogo estão unindo esforços para estudar formas de reduzir a carga de impostos sobre os valores que irão receber pela participação no Mundial de Clubes da FIFA, que acontecerá nos Estados Unidos em 2025. Os três clubes aguardam nesta sexta-feira (16) a conclusão de uma análise feita por um escritório de advocacia norte-americano, contratado para apontar a melhor estratégia fiscal a ser seguida.

Carga tributária

Cada equipe participante garantirá US$ 15,2 milhões (cerca de R$ 85,7 milhões) apenas por disputar o torneio, com prêmios adicionais previstos por desempenho: US$ 2 milhões (R$ 11,2 milhões) por vitória e US$ 1 milhão (R$ 5,6 milhões) por empate na fase de grupos. Porém, a alta carga tributária americana pode comprometer uma fatia importante dessas cifras.


Troféu
Premiação do Mundial de Clubes da Fifa (Foto: reprodução/X/@FIFACWC)

Ainda segundo o portal, os três clubes chegaram a debater o assunto com o Flamengo. O clube carioca, contudo, preferiu seguir um caminho independente, contratando outro grupo de advogados e levando o tema para análise de seu Conselho Deliberativo. A proposta considerada pelo Flamengo estima uma taxação de 21% com base no regime Effectively Connected Income (ECI), destinado a rendimentos ligados a atividades comerciais nos EUA. Além disso, existe a possibilidade de incidência de impostos estaduais, que variam em torno de 10%, enquanto a alíquota federal padrão para retenção de valores é de 30%, o que aumenta a preocupação das equipes.

Formas de diminuir custos

A meta de Fluminense, Palmeiras e Botafogo é encontrar alternativas que evitem a necessidade de abrir empresas nos Estados Unidos — o que poderia gerar custos e obrigações adicionais. O parecer jurídico que será apresentado pode apontar soluções mais econômicas e seguras para minimizar os impostos incidentes.

Os clubes também entendem que nem todos os valores recebidos no Mundial precisam, obrigatoriamente, ser tributados em território americano. Um exemplo é a quantia paga pela simples classificação para o torneio, que poderia ficar isenta de cobrança nos EUA.

A FIFA, por sua vez, definiu uma divisão específica para os clubes sul-americanos no Mundial, separando os valores entre premiação por participação, classificação, direitos de imagem e ações promocionais.

Diante dos altos valores em jogo e da complexidade da legislação tributária americana, a questão fiscal tornou-se prioridade para os clubes brasileiros. A expectativa é que, com o apoio de especialistas, seja possível preservar a maior parte das receitas provenientes da participação no torneio internacional.

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