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Ucrânia garante resistência ao avanço russo graças a novas tecnologias

Os militares ucranianos estão usando drones e tecnologias de ponta nas linhas de frente do leste da Ucrânia, os disparos da artilharia usam as coordenadas disponibilizadas pelos softwares de reconhecimento terrestre.

Jovens no leste da Ucrânia, sentam-se em uma longa mesa cheia de notebooks, os olhos grudados na televisão, na tela eles observam algumas figuras escuras no topo de uma colina entrarem em pânico e correr. O vídeo ao vivo foi transmitido por um pequeno drone ucraniano a muitos quilômetros; a tecnologia auxilia as equipes de artilharia a atingirem soldados russos nas trincheiras que desejarem.

Nos centros de comandos subterrâneos, ao longo das linhas de frente leste, soldados ucranianos se escondem atrás de portas de metal não marcadas, estudando os direcionamentos que a artilharia deve abrir fogo para conter o avanço russo.

Os soldados estão usando drones baratos e amplamente disponíveis no mercado, enquanto se comunicam por programas de bate-papo para localizar e transmitir alvos para um armamento que, em muitos casos, tem várias décadas. Um campo de testes da vida real de uma guerra inovadora do século 21.

O campo mais violento fica na cidade de Bakhmut, onde tropas russas sitiam a cidade a meses, e a fumaça escura sobe de prédios de apartamentos fica aparente já nos primeiros momentos de aproximação do local.

Petro é comandante da Guarda Nacional ucraniana, ele diz que o Kremlin parece ter concentrado um número grande de forças no ataque a Bakhmut, mas que as tropas da Ucrânia continuam lutando.

Parece um ataque constante e ininterrupto. A única janela para descansar é quando eles ficam sem gente e esperam por reforços”, disse Petro.

Ele descreve que tem sido uma batalha de resistência contra a Rússia, onda após onda os soldados russos vieram, aparentemente pouco se importando com o número de baixas. Para proteger sua identidade, Petro, usa apenas seu primeiro nome, como muitos outros militares ucranianos.

A tática deles é enviar essas pessoas pobres que precisamos eliminar. Eles não podem tomar Bakhmut com um ataque direto, então eles contornaram. Tivemos que nos deslocar das áreas urbanas para os campos onde estamos muito expostos à artilharia”, Petro relatou.

Segundo Serhiy Hayday, chefe ucraniano da região vizinha de Luhansk, os russos: “morrem em massa – os mobilizados simplesmente avançam para identificar nossas posições”, descrição relatada similar à de Petro, relatada no mês passado.

Soldados russos relataram baixas significativas, enquanto o Ministério da Defesa do país declarou essa semana que estas perdas “não excederam 1% da força de combate e 7% dos feridos”.

Comandantes ucranianos reclamam da comunicação entre as unidades, e da carência por oficiais de escalão inferior para manter os soldados motivados e na luta depois de tantos meses nos conflitos.

As estradas estão lamacentas. Não podemos evacuar os feridos rápido o suficiente e entregar munição”, alertou Petro.


Prédio da cidade ucraniana de Donetesk destruido por bombardeios russos (Foto: Reprodução/Diário de Notícias)


Lá no campo de batalha, numa linha de arvores que faz fronteira com terras agrícolas, fica a unidade de artilharia ucraniana, ela está conectada por telefone ao centro de comando.

O comandante desse pelotão, Tuman, anota as coordenadas passadas segurando em uma das mãos o celular, e na outra o caderno de anotações. Gritando ele passa as informações para um soldado, que as repete antes de mirar uma peça de artilharia do tempo soviético com projeteis de fabricação polonesa. O puxão da corda dispara o projetil assobiando pelos ares na direção marcada.

Nosso Estado-maior tenta fornecer o maior número possível de munições, mas entendemos que estamos com pouco calibre. Mas você consegue o que é possível”, disse Tuman de uma trincheira próxima. Segundo ele a taxa de acertos da artilharia russa decaiu ao longo do ano, em razão dos militares ucranianos prejudicarem o reconhecimento aéreo inimigo.

A precisão deles caiu, mas seus projéteis estão voando sobre nós o tempo todo”, relatou.

Noutro centro de comando subterrâneo, ao sul da região de Donetsk, outra equipe de soldados ucranianos observa suas próprias telas. Seu comandante, Pavlo, afirma que eles contabilizam dezenas de baixas diárias.

Veículos e munições são expansíveis. Tentamos não contá-los e usamos o quanto precisamos para impedir o avanço do inimigo. A única coisa que não podemos recuperar são vidas humanas”, observou ele.

Não há guerra sem vítimas. Se resistirmos e não quisermos que os russos capturem nosso território, precisamos lutar. Se lutarmos, sofreremos baixas. Essas baixas são justificadas e inevitáveis”, ponderou Pavlo.

 

Foto destaque: Fumaça se eleva dos escombros do aeroporto de Dontesk Reprodução/BBC

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