Governo federal vai ao STF para suspender políticas estaduais sobre ICMS

O governo federal entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), nesta sexta-feira (13), para suspender as políticas estaduais sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que passou a regular neste ano a tributação que incide sobre o óleo diesel, em meio a críticas […]

13 maio, 2022

O governo federal entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), nesta sexta-feira (13), para suspender as políticas estaduais sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que passou a regular neste ano a tributação que incide sobre o óleo diesel, em meio a críticas do presidente Jair Bolsonaro aos governadores quanto à política de arrecadação desse tributo estadual.

Segundo a ação, há “persistência da prática de alíquotas assimétricas”, o que, argumenta a AGU, “onera significativamente os contribuintes, que já se encontram pesadamente impactados pela variação drástica do preço dos combustíveis na atual conjuntura”.


Governo federal vai ao STF para suspender políticas estaduais sobre ICMSSede do Supremo Tribunal Federal em Brasília. (Reprodução/Poder360)


André Mendonça é o relator da ação da AGU para suspender o convênio do Confaz que definiu as alíquotas de ICMS que cada Estado cobra sobre o diesel. Na prática, o pedido é uma tentativa de reduzir o ICMS.

No processo, o Executivo pede que o Supremo conceda uma liminar para suspender os efeitos de cláusulas de um convênio do Comitê de Política Fazendária (Confaz), que definiu as alíquotas do ICMS que cada Estado e o Distrito Federal podem praticar.

O convênio do Confaz foi realizado após a aprovação da lei 192/22, em março deste ano, e na prática não implementou a monofasia completa com alíquota única e uniforme, conforme era prerrogativa da legislação, que poderia ter um efeito de amenizar os valores do diesel, segundo o governo.

Antes da sanção dessa lei, o imposto era cobrado em cima de um porcentual do valor do combustível. Por esse motivo, sempre que o preço do petróleo aumentava internacionalmente ou a cotação do dólar sobre o real subia, a arrecadação do imposto também crescia.

“A forte assimetria das alíquotas de ICMS enseja problemas que vão muito além da integridade do federalismo fiscal brasileiro, onerando sobretudo o consumidor final, que acaba penalizado com o alto custo gerado por alíquotas excessivas para combustíveis que são insumos essenciais, e, por isso, deveriam ser tratados com modicidade e com a dificuldade no entendimento da composição do preço final desses produtos”, disse ação, assinada por Bolsonaro e pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco.

 

Foto destaque: Ação da AGU argumenta que valor do ICMS definido após nova lei ficou mais alto que o cobrado anteriormente Reprodução/F5 Online

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