Louvre vai cobrar cerca de R$ 200 de turistas não europeus

Nova política define tarifa diferenciada para visitantes de fora da União Europeia, com aplicação prevista para turistas internacionais em viagens de lazer

15 jan, 2026
Museu do Louvre | Reprodução/Remon Haazen/Getty Images embed
Museu do Louvre | Reprodução/Remon Haazen/Getty Images embed

O Museu do Louvre, em Paris, anunciou que, a partir da última quarta-feira (14), visitantes de países fora da União Europeia passaram a pagar uma taxa 45% mais alta para acessar o espaço, medida adotada para reforçar o financiamento da instituição diante do aumento dos custos de manutenção e preservação do acervo.

A tarifa diferenciada passa a ser aplicada apenas a turistas estrangeiros não residentes na União Europeia, enquanto visitantes do bloco mantêm o mesmo valor. Com a mudança, pessoas de fora da UE, além de Islândia, Liechtenstein e Noruega, passam a pagar 32 euros, cerca de R$ 200, quantia aproximadamente R$ 63 superior à cobrada de cidadãos europeus.

Reajuste de tarifas se estende a outros pontos turísticos

O reajuste nos valores de entrada não se restringiu ao Museu do Louvre e também atingiu outros pontos turísticos de Paris. A Sainte-Chapelle e a Conciergerie passaram a cobrar ingressos mais caros, acompanhando a política de atualização de tarifas adotada por instituições culturais da capital francesa.

Segundo a administração dos espaços, o aumento busca cobrir custos operacionais, manutenção dos edifícios históricos e preservação do patrimônio. A medida ocorre em meio ao crescimento do fluxo de visitantes e à necessidade de investimentos contínuos para garantir a conservação das estruturas e a qualidade da experiência oferecida ao público.


Reajuste no ingresso do Louvre passa a valer para turistas não europeus (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil )


 Aumento de visitantes no Museu do Louvre

O aumento no valor do ingresso indica a pressão gerada pelo intenso fluxo de visitantes no museu mais visitado do mundo. Com milhões de pessoas circulando pelo espaço todos os anos, a instituição enfrenta desafios constantes para administrar filas, reforçar a segurança do público e preservar obras históricas que exigem controle rigoroso de conservação. Segundo o Ministério da Cultura da França, o reajuste também tem como objetivo ampliar as medidas de segurança no local.

Além de fortalecer a arrecadação, a mudança sinaliza uma tentativa de equilibrar a demanda e aprimorar a experiência dos visitantes. A medida pode contribuir para a redução da superlotação em períodos de alta temporada e viabilizar novos investimentos em infraestrutura, tecnologia e na gestão do fluxo de pessoas.

Mesmo com as justificativas oficiais, a decisão continua sendo alvo de críticas, apontada como ofensiva sob perspectivas sociais e humanas, além de intensificar protestos e greves de funcionários que reivindicam melhores condições de trabalho.

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