Hytalo Santos e marido são condenados por exploração sexual de adolescentes
Hytalo Santos foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão; seu marido, Israel, recebeu pena superior a 8 anos; defesa afirma que irá recorrer da decisão
O influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, foram condenados pelo crime de produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes pela Justiça da Paraíba. A sentença proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, em João Pessoa, se tornou pública no último domingo (22). Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão, e Israel, também conhecido como Euro, condenado a 8 anos e 10 meses de prisão.
Caso Hytalo Santos e condenação
Hytalo e Israel foram presos em agosto do ano passado, na Grande São Paulo, pela produção, reprodução e divulgação de conteúdo com conotação sexual envolvendo adolescentes nas redes sociais. A sentença indica que os adolescentes envolvidos no caso eram submetidos a um ambiente semelhante a como funciona um ‘Reality Show’, onde eram expostos a conteúdo adulto e situações de risco extremo. Consta também que os réus forneciam bebidas alcoólicas, além de negligenciar a alimentação e a escolaridade dos jovens.
Além da pena de prisão, a justiça ainda fixou uma indenização no valor de R$ 500 mil a ser paga por ambos os réus e também 360 dias-multa para cada um, calculados com base em um trinta avos do salário mínimo. A pena de Hytalo é maior do que a de Israel, pois a justiça entendeu que o influenciador exercia o comando dos jovens, já que ele era quem organizava e conduzia as atividades ilegais, além de também ser reconhecido em ambos os julgamentos a continuidade delitiva, já que o crime era praticado repetidas vezes, totalizando assim, 2/3 a mais da pena para Hytalo e 1/3 a mais para Euro.
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Hytalo Santos e Israel Vicente, condenados a prisão (Foto: reprodução/Instagram/@hugogloss)
Crimes para outras condenações
O casal ainda responde por crimes como tráfico de pessoas para exploração sexual, favorecimento à prostituição e trabalho em condições análogas à escravidão, porém, esses trechos do processo foram desmembrados e encaminhados para a Vara Competente, e não foram anexados nesta sentença. O juiz explicou que a Vara responsável pelo caso, a Vara da Infância e Juventude, pode processar e julgar apenas os crimes contra crianças e adolescentes previstos no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Os réus foram mantidos em prisão preventiva, já que, para o magistrado, os fundamentos que justificaram a medida cautelar seguem inalterados. Um pedido de habeas corpus está em curso e deve ter a análise retomada nesta terça-feira (24). Para a defesa de Hytalo, a sentença não atrapalha o julgamento. “A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, convicta de que as instâncias competentes restabelecerão a justiça”, afirmaram em nota.
