Ex-príncipe Andrew deixa prisão após ligação com Jeffrey Epstein

Monarca perdeu títulos reais e ficou detido por suspeita de má conduta ligada a Jeffrey Epstein; investigação continua e Charles III apoia lei

19 fev, 2026
Andrew, ex-duque de York │ Reprodução/Wikimedia Commons
Andrew, ex-duque de York │ Reprodução/Wikimedia Commons

Nesta quinta-feira (19), o ex-príncipe Andrew, aristocrata britânico e membro da família real, deixou uma delegacia no Reino Unido. A princípio, a polícia o deteve por suspeita de má conduta no exercício de cargo público. 

O membro da família real permaneceu preso por cerca de 11 horas. Depois, as autoridades o liberaram enquanto mantêm a investigação em andamento. Andrew é o terceiro filho da rainha Elizabeth II e do príncipe Filipe, Duque de Edimburgo, e irmão mais novo do rei Charles III do Reino Unido.

Investigação envolve suposto envio de relatório

A prisão ocorreu uma semana após a abertura formal de um inquérito. A polícia apura se Andrew enviou relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto atuava como representante especial para o Comércio Internacional. Jeffrey foi um financista norte-americano acusado de comandar rede de abuso sexual de menores. Anteriormente, Epstein foi acusado de comandar uma rede de abuso sexual de menores. Ele morreu na prisão, em 2019, nos Estados Unidos.


Imagens mostram Andrew ao lado de uma mulher (Foto: reprodução/X/@bnews_oficial)


Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça americano citam Andrew diversas vezes. Além disso, fotos do processo mostram o príncipe ao lado de uma mulher com o rosto oculto. Nesse sentido, Andrew também enfrentou acusação de agressão sexual feita por Virginia Giuffre. À primeira vista, ela afirmou que sofreu abuso quando ainda era menor de idade. Giuffre morreu na Austrália, em abril de 2025, aos 41 anos. Entretanto, Andrew sempre negou todas as acusações.

Buscas e reação da família real

A polícia realizou buscas em dois endereços ligados ao príncipe: um imóvel fica em Berkshire, enquanto o outro está em Norfolk. O subchefe de polícia Oliver Wright afirmou que a corporação abriu investigação após análise detalhada. Segundo ele, a equipe precisa proteger a integridade da apuração.

Inicialmente, a polícia informou apenas que prendeu um homem na casa dos 60 anos. Depois, a BBC identificou o detido como Andrew. Em seguida, a família real confirmou a informação oficialmente. Simultaneamente, o rei Charles III declarou que recebeu a notícia com preocupação. Contudo, Charles afirmou que a polícia tem apoio institucional. Além disso, ele disse que a lei deve seguir seu curso. Segundo a BBC, o monarca não recebeu aviso prévio da prisão. O príncipe William e a princesa Kate também apoiaram a posição oficial. Caso a Justiça considere Andrew culpado, ele poderá enfrentar pena severa. Entretanto, o processo ainda está em fase inicial.


Rei Charles III sai em capa de jornal britânico envolvendo Andrew e Epstein (Foto: reprodução/Simon Ackerman/Getty Images Embed)


Nos últimos anos, as revelações sobre a amizade com Epstein pressionaram a monarquia. Em outubro passado, Charles retirou de Andrew títulos e funções oficiais, portanto, Andrew não detém títulos reais. Além disso, o príncipe deixou a residência oficial em Windsor. Desde então, ele vive de forma reservada em Sandringham. Agora, a nova investigação ressalta o debate sobre responsabilidade pública. Enquanto isso, autoridades pedem que possíveis vítimas apresentem denúncias formais.

Mais notícias