Crise na F1: Escuderia Aston Martin pode abandonar o GP da Austrália

Equipe concordou em seguir com o treino classificatório, porém abandonará o grid após algumas voltas, devido às imprecisões apresentadas pelo modelo AMR26

03 mar, 2026
Carro de F1 do Aston Martin | Reprodução/Instagram/@astonmartinf1
Carro de F1 do Aston Martin | Reprodução/Instagram/@astonmartinf1

Conflito enfrentado na parceria entre Honda e a Escuderia Aston Martin tem refletido de forma negativa na estreia da equipe inglesa antes mesmo do início da temporada de 2026. Segundo informações apresentadas no site Motorsport, Aston anunciou que não pretende concluir a GP da Austrália, que se inicia no próximo domingo (8).

Dentre os principais motivos que direcionaram o time a tal decisão, as falhas apresentadas pelo remodelado carro AMR26, projetado por Andrew Newey, tornaram-se decisivas. O modelo seguiu indicando defeitos constantes durante a temporada de preparação do time, gerando grande insegurança quanto à sua capacidade em permanecer na corrida.

Decisão com a aproximação do evento

Restando poucos dias para a estreia da temporada da Fórmula 2026, a Aston Martin presencia um cenário de apreensão e busca contornar os danos atrelados à marca parceira Honda. Logo nos testes da pré-temporada, a equipe inglesa apresentou uma sequência preocupante de problemas .

No primeiro teste, em Barcelona, a equipe compareceu à pista apenas no último dos 5 dias de atuação; no segundo, ocorrido em Bahrein, o carro passou mais tempo na garagem do que na pista; e no último ensaio, deram encerrado 2h30 antes do programado.


Fernando Alonso durante pré-temporada em Bahrain, 2026 (Foto: reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)


Aston Martin passou a considerar não participar da etapa de abertura do campeonato, alegando “força maior”. Porém, a decisão esbarra em questões contratuais e de imagem. A não aparição da equipe poderia gerar complicações por quebra do chamado Pacto de Concórdia, acordo firmado entre as 11 equipes do grid antes do início da temporada, além de prejudicar a imagem e publicidade da equipe que chegou com altas expectativas.

Dessa forma, a solução encontrada foi tentar participar ao menos da sessão classificatória, buscando cumprir a regra dos 107%, onde o piloto precisa registrar um tempo de até 107% do obtido pelo pole position para garantir vaga no grid. Caso não consiga, a equipe ainda pode solicitar autorização especial para participar, mas a decisão final fica por conta dos comissários. Entretanto, se a estratégia funcionar, a Aston Martin realizará algumas voltas e posteriormente chamará Fernando Alonso e Lance Stroll para os boxes.

Criação do comitê de crise em Sakura

Segundo comunicado realizado pela montadora japonesa na última semana, acredita-se que a falha na bateria foi resultado das vibrações causadas pela região de combustão do motor, caso esse que gerou consequências como a saída antecipada de Fernando Alonso no penúltimo dia do teste. Como o problema real não foi confirmado, o prazo para solução acaba indeterminado.


Fernando Alonso em conferência na pré-temporada 2026 (Foto: reprodução/Kym Illman/Getty Images Embed)


Um comitê de crise foi criado em Sakura, sede da Honda no Japão. Andy Cowell, chefe de estratégia, foi enviado para acompanhar de perto o processo de contenção, enquanto Adrian Newey, gestor do time e projetista do AMR26, mantém contato com japoneses na tentativa de acelerar um diagnóstico definitivo.

A abertura do campeonato acontece na madrugada do dia 8, com transmissão ao vivo pela TV Globo, Sportv3 e Globoplay a partir da 1h (horário de Brasília).

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