Em 2022 houve recorde de roubos de criptomoedas, Coreia do Norte está por trás da maioria

O ano de 2022 foi o que houve mais ocorrências de roubos de criptomoedas, com os hackers assaltando até US$ 3,8 bilhões, liderados por criminosos ligados à ditadura da Coreia do Norte. A informação vem da empresa de análise de blockchain Chainalysis, em um relatório divulgado ontem, quarta-feira, 01 de fevereiro; a empresa afirma que […]

02 fev, 2023

O ano de 2022 foi o que houve mais ocorrências de roubos de criptomoedas, com os hackers assaltando até US$ 3,8 bilhões, liderados por criminosos ligados à ditadura da Coreia do Norte. A informação vem da empresa de análise de blockchain Chainalysis, em um relatório divulgado ontem, quarta-feira, 01 de fevereiro; a empresa afirma que os criminosos arrecadaram no ano passado “mais do que nunca”.

A empresa descobriu que a atividade de hackers “fluiu e refluiu” ao longo do ano, com “grandes picos” em março e outubro, considerado o maior mês de registros de roubo de criptomoedas, com US$ 775,7 milhões roubados em 32 ataques separados.


Em 2022 houve recorde de roubos de criptomoedas, Coreia do Norte está por trás da maioria
Coreia do Norte nega as acusações de hacking. (Reprodução/Twitter)


Os hackers criminosos ligados à ditadura norte coreana, como os do grupo cyber terrorista Lazarus Group, foram de longe os hackers de criptomoedas que mais fizeram ataques, roubando cerca de US$ 1,7 bilhão em várias ações no ano passado, disse o relatório. “Em 2022, eles quebraram seus próprios recordes de roubo” disse a Chainalysis.

“Não é exagero dizer que o hacking de criptomoedas é um pedaço considerável da economia do país – Esses hacks ficarão mais difíceis e menos frutíferos a cada ano que passa” – prevê a empresa de análise.

Ainda de acordo com um painel de especialistas que monitoram as sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) ao país, a Coreia do Norte, liderada por Kim Jong-un, tem confiado cada vez mais em hackers para financiar seus programas de mísseis e armas nucleares, principalmente porque o comércio declarado publicamente diminuiu sob sanções e bloqueios sanitários.

Alvos em “finanças descentralizadas” ou DeFi, um segmento próspero no setor de criptomoedas, representaram mais de 82% das criptomoedas roubadas em 2022, disse o relatório.

No ano passado, houve uma quantidade recorde de transações envolvendo criptomoedas relacionadas a atividades ilícitas, em geral, atingindo US$ 20,1 bilhões, disse a Chainalysis em janeiro.

Foto Destaque: Bitcoin e a bandeira norte americana ao fundo. (Reprodução/Twitter)

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