Sarampo tem novos casos confirmados e gera preocupação
Especialistas reforçam que vacinação é a melhor forma de evitar complicações graves do sarampo, que voltou a preocupar autoridades de saúde
O sarampo voltou a acometer vítimas e acendeu o alerta dos brasileiros: nas últimas semanas, foram 23 os casos confirmados em São Paulo. Com esse aumento no número de casos, a recomendação dos especialistas permanece sendo a vacinação. Segundo a OMS, essa ainda é a melhor forma de evitar as complicações da doença.
Como se comporta o vírus?
O vírus do sarampo é altamente contagioso. A transmissão acontece pelo ar, por meio de tosse, espirros, fala ou respiração (pelas gotículas de saliva), e pode levar a complicações severas, como pneumonia e inflamações no cérebro, podendo causar sequelas permanentes e até mesmo levar à morte.
Um surto de sarampo está crescendo rápido no Texas, com mais de 120 casos confirmados.
Uma morte foi confirmada e a vítima era uma criança não vacinada.
O novo secretário de saúde dos EUA e antivacina RFK Jr. está minimizando e mentindo sobre a gravidade da situação. pic.twitter.com/c821rJJe6S
— Saber Atualizado (@AtualizadoSaber) February 27, 2025
Pessoa com sarampo (foto: reprodução/X/@atualizandosaber)
O Ministério da Saúde ampliou a vacinação em São Paulo. A recomendação agora é que o imunizante seja aplicado em pessoas entre 6 meses e 59 anos, mesmo que já tenham se vacinado.
O sarampo é classificado pelo Ministério da Saúde como uma doença grave, embora inicialmente possa parecer bastante como qualquer outra doença viral. Segundo Alberto Chebabo, médico infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), os pacientes imunossuprimidos e as crianças com menos de 1 ano de idade são o grupo de risco e podem enfrentar complicações mais severas em decorrência do sarampo.
Riscos e complicações
A pneumonia acomete cerca de 5% das crianças que se infectam com sarampo. Essa é a causa mais comum de morte pela doença entre crianças pequenas.
Em meio alerta de sarampo, Anvisa rebate fake news de que vacinas no Brasil são experimentaishttps://t.co/I1bXGbCLNV pic.twitter.com/qjBGTpnR1H
— 98 FM Natal (@98FMNatal) August 15, 2026
Vacinação (foto: reprodução/X/@98FMNatal)
A otite média aguda é outra complicação e ocorre em cerca de 10% das crianças; o quadro pode levar à perda auditiva permanente.
Outra consequência que preocupa é a encefalite aguda que, embora mais rara, acomete entre uma e quatro a cada mil crianças. Casos de encefalite aguda têm uma taxa de mortalidade de 10%.
É um vírus que causa um alto nível de hospitalizações, sobretudo entre crianças. A melhor forma de prevenção, segundo os órgãos de saúde nacionais e internacionais, permanece sendo a vacinação.
