Sarampo tem novos casos confirmados e gera preocupação

Especialistas reforçam que vacinação é a melhor forma de evitar complicações graves do sarampo, que voltou a preocupar autoridades de saúde

17 ago, 2026
Vacina do sarampo | Reprodução/X/@g1saopaulo)
Vacina do sarampo | Reprodução/X/@g1saopaulo)

O sarampo voltou a acometer vítimas e acendeu o alerta dos brasileiros: nas últimas semanas, foram 23 os casos confirmados em São Paulo. Com esse aumento no número de casos, a recomendação dos especialistas permanece sendo a vacinação. Segundo a OMS, essa ainda é a melhor forma de evitar as complicações da doença.

Como se comporta o vírus?

O vírus do sarampo é altamente contagioso. A transmissão acontece pelo ar, por meio de tosse, espirros, fala ou respiração (pelas gotículas de saliva), e pode levar a complicações severas, como pneumonia e inflamações no cérebro, podendo causar sequelas permanentes e até mesmo levar à morte.


Pessoa com sarampo (foto: reprodução/X/@atualizandosaber)


O Ministério da Saúde ampliou a vacinação em São Paulo. A recomendação agora é que o imunizante seja aplicado em pessoas entre 6 meses e 59 anos, mesmo que já tenham se vacinado.

O sarampo é classificado pelo Ministério da Saúde como uma doença grave, embora inicialmente possa parecer bastante como qualquer outra doença viral. Segundo Alberto Chebabo, médico infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), os pacientes imunossuprimidos e as crianças com menos de 1 ano de idade são o grupo de risco e podem enfrentar complicações mais severas em decorrência do sarampo.

Riscos e complicações

A pneumonia acomete cerca de 5% das crianças que se infectam com sarampo. Essa é a causa mais comum de morte pela doença entre crianças pequenas.


Vacinação (foto: reprodução/X/@98FMNatal)


A otite média aguda é outra complicação e ocorre em cerca de 10% das crianças; o quadro pode levar à perda auditiva permanente.

Outra consequência que preocupa é a encefalite aguda que, embora mais rara, acomete entre uma e quatro a cada mil crianças. Casos de encefalite aguda têm uma taxa de mortalidade de 10%.

É um vírus que causa um alto nível de hospitalizações, sobretudo entre crianças. A melhor forma de prevenção, segundo os órgãos de saúde nacionais e internacionais, permanece sendo a vacinação.

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