Reunião trilateral na China entre Putin, Xi e Trump estaria sendo preparada
Segundo o governo russo, o objetivo seria agendar o encontro na cúpula do fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Shenzhen, na China, em novembro
Nesta quarta-feira (21), o governo russo informou de que estaria organizando uma reunião trilateral na China entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o presidente da China, Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Shenzhen.
O evento irá acontecer em novembro deste ano e o presidente Donald Trump se mostrou disposto a se encontrar com os líderes da Rússia e da China.
O que pode ser discutido na reunião entre os três países
Donald Trump destacou sobre o desarmamento nuclear e a redução de arsenais, segundo o presidente norte-americano, a ideia da desnuclearização seria uma das suas prioridades na sua sugestão de pauta e um possível entendimento trilateral seria um “favor ao mundo”. Contudo, a China rejeita participar de negociações de desarmamento no mesmo formato de Moscou e Washington, alegando que o tamanho e o patamar do estoque atômico são diferentes em relação aos dos Estados Unidos e Rússia.
Além da proposta de desarmamento nuclear, estaria em discussão as negociações de paz na Guerra Russo-Ucraniana, que ocorre desde fevereiro de 2022, com a proposta de Putin sendo um acordo de paz favorável à Rússia. Donald Trump sugeriu que “estaria na hora de outra pessoa negociar pela Ucrânia”, além de que as conversas iniciais irão iniciar sem a presença do país ou do seu presidente.

Decoração temática da APEC China 2026 no Porto de Huanggang, localizado em Shenzhen, na China (Foto: Reprodução/X/@impulsobaires)
Os Estados Unidos poderão discutir um possível alívio para as sanções econômicas contra a Rússia, após Trump acenar diplomaticamente para o governo de Moscou como um acordo para importar diesel russo. Além disso, os três países irão avaliar o impacto das sanções secundárias e de leis norte-americanas que taxam importadores de combustíveis vindos da Rússia e Irã, que afeta diretamente a China, maior compradora do petróleo iraniano.
A trégua tarifária entre China e Estados Unidos pode ser renovada, incluindo debates sobre os prazos de vigência e as taxas base de importação.
Reação da China e Ucrânia
As autoridades diplomáticas da China tem demonstrado cautela, já que uma agenda totalmente focada na Guerra Russo-Ucraniana poderia tirar o foco dos temas econômicos centrais planejados pela cúpula da APEC, junto com os interesses chineses na negociação.
Na última terça-feira (20), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deixou claro que as autoridades legais de Kiev devem estar representadas em qualquer reunião entre os líderes de Estados Unidos, Rússia e China.
Além disso, o Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia afirmou que uma reunião nos moldes propostos pela Rússia encorajaria as ofensivas inimigas.
