Reunião trilateral na China entre Putin, Xi e Trump estaria sendo preparada

Segundo o governo russo, o objetivo seria agendar o encontro na cúpula do fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Shenzhen, na China, em novembro

21 out, 2026
Xi Jinping, Vladimir Putin e Donald Trump planejam encontro na China | Reprodução/X/@nicksortor
Xi Jinping, Vladimir Putin e Donald Trump planejam encontro na China | Reprodução/X/@nicksortor

Nesta quarta-feira (21), o governo russo informou de que estaria organizando uma reunião trilateral na China entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o presidente da China, Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Shenzhen.

O evento irá acontecer em novembro deste ano e o presidente Donald Trump se mostrou disposto a se encontrar com os líderes da Rússia e da China.

O que pode ser discutido na reunião entre os três países

Donald Trump destacou sobre o desarmamento nuclear e a redução de arsenais, segundo o presidente norte-americano, a ideia da desnuclearização seria uma das suas prioridades na sua sugestão de pauta e um possível entendimento trilateral seria um “favor ao mundo”. Contudo, a China rejeita participar de negociações de desarmamento no mesmo formato de Moscou e Washington, alegando que o tamanho e o patamar do estoque atômico são diferentes em relação aos dos Estados Unidos e Rússia.

Além da proposta de desarmamento nuclear, estaria em discussão as negociações de paz na Guerra Russo-Ucraniana, que ocorre desde fevereiro de 2022, com a proposta de Putin sendo um acordo de paz favorável à Rússia. Donald Trump sugeriu que “estaria na hora de outra pessoa negociar pela Ucrânia”, além de que as conversas iniciais irão iniciar sem a presença do país ou do seu presidente.


Decoração temática da APEC China 2026 no Porto de Huanggang, localizado em Shenzhen, na China

Decoração temática da APEC China 2026 no Porto de Huanggang, localizado em Shenzhen, na China (Foto: Reprodução/X/@impulsobaires)


Os Estados Unidos poderão discutir um possível alívio para as sanções econômicas contra a Rússia, após Trump acenar diplomaticamente para o governo de Moscou como um acordo para importar diesel russo. Além disso, os três países irão avaliar o impacto das sanções secundárias e de leis norte-americanas que taxam importadores de combustíveis vindos da Rússia e Irã, que afeta diretamente a China, maior compradora do petróleo iraniano.

A trégua tarifária entre China e Estados Unidos pode ser renovada, incluindo debates sobre os prazos de vigência e as taxas base de importação.

Reação da China e Ucrânia

As autoridades diplomáticas da China tem demonstrado cautela, já que uma agenda totalmente focada na Guerra Russo-Ucraniana poderia tirar o foco dos temas econômicos centrais planejados pela cúpula da APEC, junto com os interesses chineses na negociação.

Na última terça-feira (20), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deixou claro que as autoridades legais de Kiev devem estar representadas em qualquer reunião entre os líderes de Estados Unidos, Rússia e China.

Além disso, o Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia afirmou que uma reunião nos moldes propostos pela Rússia encorajaria as ofensivas inimigas.

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