Entenda como a alimentação pode influenciar na qualidade do seu sono

Nosso organismo é uma máquina extraordinária e prefeita cheia de mistérios, sempre bem regulada e trabalhando em ciclos. Temos períodos de trabalho, descanso e de alimentação. Toda vez que extrapolamos o limite entre esses ciclos, nosso corpo sente as mudanças e reage de formas distintas. Dessa forma quando nos alimentamos mal, há grandes chances do nosso organismo responder com um alerta. Uma dessa respostas é a falta de sono.


Foto: Homem sofrendo com insonia. Reprodução/ GETTY IMAGENS/Istockphoto


Para algumas pessoas o simples ato de dormir é uma árdua tarefa. Muitas vezes, a dificuldade para dormir ou acordar cedo, por exemplo, está relacionada aos hábitos cotidianos que devem ser corrigidos ou ate mesmo um bom planejamento em sua alimentação pode contribuir para boas noites de sono revigorantes.  Um estudo realizado recentemente entre cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constatou que dois em cada três brasileiros sentem problemas ao dormir, 65% dos entrevistados relataram problemas como insônia, mau humor, irritabilidade, dificuldade de concentração e outros tormentos.  Segundo o nutricionista funcional Diogo Cirico, um descanso adequado ajuda na prevenção de doenças como: diabetes, hipertensão e doenças coronarianas. E que uma boa alimentação contribui para uma boa qualidade do sono.

De acordo com ele uma escolha estratégica e um bom planejamento na alimentação ajudam na qualidade do seu sono, ele menciona algumas dicas, confira:

  • Grãos integrais contêm vitaminas que auxiliam na absorção de triptofano.
  • Castanhas e sementes são fontes de magnésio auxilia no combate ao estresse.
  • Aveia é uma grande fonte de melatonina (hormônio do sono), ajuda a adormecer mais facilmente.
  • Grão de bico, feijão e ervilha são ricos em triptofano e vitaminas do complexo B, ajudam no funcionamento do sistema nervoso.
  • Frutas vermelhas são ricas em antioxidantes, favorecendo o controle e o tratamento dos distúrbios do sono.
  • Maracujá age no sistema nervoso central, produzindo efeito calmante, relaxante e analgésico.
  • Banana riquíssima em magnésio e triptofano auxiliam na produção de serotonina e melatonina.

Ele menciona que o triptofano é um aminoácido essencial que estimula a serotonina e a melatonina e estes hormônios juntos são responsável pela regulação do sono, bom humor e bem estar.

Outra dica é evitar a ingestão freqüentes de alimentos pesados e gordurosos bem como estimulantes, como chá preto e verde, café, cacau em pó próximo na hora de dormir, pois estes alimentos levam o organismo a iniciar um metabolismo, atrapalhando o descanso.

Para ele e preciso cuidar mais do sono e não se preocupar tanto com o tempo que vai se dedicar a ele.

Foto Destaque: Mullher em busca de alimentos gordurosos a noite. Foto: Reprodução/getty imagens/istockphoto.

Mito ou Verdade: Saiba se beber água ajuda a emagrecer

Sabe se que o consumo de água é muito importante para o bom funcionamento do corpo humano. A água corresponde mais da metade do peso de um adulto, sendo um componente fundamental para todas as células do organismo. Ela e essencial em diversas funções do nosso corpo, como o transporte de nutrientes, a regulação da temperatura corporal, eliminação de toxinas, ajuda na lubrificação de mucosas, evita prisão de ventre, previne cálculos renais, mantém a hidratação da pele, e ajuda na regulação sanguínea. Como perdemos água na transpiração e urina, precisamos ingerir diariamente uma quantidade necessária para sua reposição. O consumo pode ser feito bebendo água e outros líquidos ou comendo, uma vez que o corpo também absorve a água contida nos alimentos.


 

Foto:Mulher bebendo um copo de água./ REPRODUÇÃO/GETTY IMAGENS/Istockphoto.


Mas será que a água ajuda no emagrecimento como muitos acreditam?  O próprio ministério da saúde esclarece que beber água, em si não emagrece. O que acontece é que a hidratação correta ajuda o corpo a executar reações metabólicas que promovem a perda de peso. O que ocorre com nosso organismo é que o consumo regular de água acelera o metabolismo, facilitando a queima de gorduras e levando a sensação de perda de peso. Isso, claro, desde que o hábito venha acompanhado de alimentação variada e equilibrada, prática regular de atividade física e outras medidas de estilo saudável.

A água ajuda a emagrecer, mas para isso acontecer é preciso associar a ingestão indicada com boa alimentação e a prática de exercícios físicos. Se você beber a quantidade necessária e tiver hábitos saudáveis, estará no caminho certo.

É importante ter em mente que você não deve esperar sentir sede para beber água. Quando chegamos a este ponto, é sinal de que os níveis do líquido no corpo já não são suficientes para repor os líquidos utilizados ou eliminados. A sede é um sinal de que os órgãos estão precisando de água para manter o seu funcionamento. 

Na correria do dia a dia, é comum bebermos menos água do que o necessário. É sempre bom criarmos o hábito de ingerir o líquido mais frequentemente, ter sempre uma garrafinha de água perto durante o expediente e enchê-la constantemente contribui para uma boa hidratação e manutenção do nosso corpo.

Foto Destaque:Mulher bebendo água após corrida. Reprodução/getty imagens/Istockphoto

Confirmada nos Estados Unidos a primeira morte pelo vírus monkeypox

Conhecida desde os anos de 1950, a varíola dos macacos ou monkeypox, é uma doença zoonótica viral, transmitida entre animais e homens. Recentemente um surto da doença tem preocupado as agências de saúde de todo o mundo. Casos graves podem ocorrer, mas a varíola dos macacos e bem menos letal que a varíola humana, erradicada em 1980.


 

Foto: Pessoa contaminada com varíola dos macacos. Reprodução/Marina Demidiuk/ stockphoto.com


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de letalidade da varíola dos macacos foi de cerca de 3% a 6%; para a varíola humana maior, esse percentual chegava a 30%.

 

A varíola dos macacos é transmitida de pessoa para pessoa ou contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias, e materiais contaminados, como roupas de cama.  Globalmente, são registrados aproximadamente 58.000 casos e 18 mortes já confirmadas.

 

As mortes por varíola são extremamente raras e geralmente afetam bebês, mulheres grávidas e pessoas com sistema imunológico enfraquecido, como o HIV.

 

No ultimo dia (12) segunda feira, foi divulgado Pelo Departamento de Saúde Pública de Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos. Foi identificado mais um caso de varíola dos macacos levando a pessoa a óbito, o primeiro decorrente do vírus no país.

 

 De acordo com o médico William Schaffner, professor da Divisão de Doenças Infecciosas do Centro Médico da Universidade de Vanderbilt, a pessoa estava hospitalizada e tinha um sistema imunológico gravemente enfraquecido e não conseguiu controlar o vírus. Uma vez que entrou em seu corpo, houve uma multiplicação de forma incontida, espalhando se por vários órgãos, ocasionando um mau funcionamento, levando a pessoa a óbito.

 

O departamento e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA esta incentivando que a pessoa imunocomprometidas que  apresentarem os seguintes sintomas: Febre acima de 38,5°C, Fraqueza e mal-estar,Dor de cabeça ou Inchaço e dor nos gânglios (principalmente atrás da orelha e atrás da cabeça). Estes sintomas aparecem entre o 7° e o 17° dia após o contágio.  Ou estiver suspeitando que tenha varíola dos macacos  procurem cuidados médicos e tratamento precoce, permanecendo sob cuidados de um profissional toda a doença

Atualmente  a Califórnia tem o maior numero de casos: 4300. Nos EUA são quase 22.000 casos de varíola dos macacos prováveis ​​ou confirmados relatados neste ano, até esta segunda-feira, conforme mostram dados do CDC. 

FOTO DESTAQUE: vírus monkeypox. REPRODUÇÃO/Credito: gilnature/Istockphoto.

Como ajudar pacientes com câncer a enfrentarem dores crônicas

A dor e um sentimento angustiante, muitas vezes causada por estímulos intensos ou prejudiciais. Por ser um fenômeno complexo, definir a dor muitas vezes tem sido um desafio. Ela e uma experiência desagradável associada a um dano tecidual real ou potencial.


 

Foto: paciente com câncer em acolhimento. Reprodução/ Credito: Tridman/Istockphoto


A dor é a razão mais comum para consultas medicas na maioria das vezes. Um sintoma importante em muitas condições médicas pode interferir na qualidade de vida de uma pessoa e em seu funcionamento geral. A intensidade com que pessoas diferentes sentem e reagem a situações semelhantes, causadoras de dor é bastante variada.

 

Em pacientes oncologicos a dor é um sintoma comum. A partir do diagnóstico de 30% a 40% das pessoas sentem dor. Se o câncer se disseminou, 65% a 85% das pessoas sentem dor, e até 95% da dor causada pelo câncer pode ser tratada com sucesso.

 

Os tipos de dores mais freqüentes em pacientes que fazem tratamento de  câncer:

Dor somática: se apresenta nos ossos, músculos e articulações em 40% dos pacientes;

Dor visceral: relacionada a cólicas intestinais e incômodos nas regiões do pâncreas e fígado;

Dor neuropática: ligada a queimações e formigamentos.

 Quando o tumor e identificado inicia se um processo de tratamento muito difícil. Já que a doença e conhecida como irreversível  pouco se fala dos sinais de dores crônicas, presentes quando o quadro já estiver grave.

 

Segundo a coordenadora da Comissão de Cuidados Paliativos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Cláudia Naylor. A maioria das vezes as dores são associadas ao próprio tumor, quimioterapia, radioterapia, cirurgia ou á combinação de outros fatores. E que todas as dores são tratáveis e que ao sinal de desconforto o paciente deve informar a seu médico e não sofre calado.

“Eles não devem ter medo de falar, de incomodar o médico ou achar que algum medicamento vai prejudicar no tratamento. A dor pode fazer parte do processo e deve ser tratada o quanto antes”, completa Cláudia.

 

“É um sintoma extremamente complexo. Por isso, reforçamos a importância de a equipe médica (oncologistas, farmacêuticos, assistentes sociais e enfermeiros) sempre perguntar, investigar e, principalmente, entender o paciente”, ressalta Cláudia.

 

 

Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1986 desenvolveu um guia onde se estabelece o degrau para o tratamento de  dor e sua intensidade.

Para dor leve, indicando drogas analgésicas comuns, não opioides (sem antiinflamatórios).

Na dor moderada, já são adicionados os opioides fracos, mas também medicamentos da mesma classe considerados fortes, mas com dosagem menor.

Em casos de dor intensa, a indicação são opioides fortes em altas doses. Os remédios para tratar a dor associada ao câncer estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio das políticas de medicamentos de alto custo.

 

De acordo com um estudo, publicado este ano no Journal of Clinical Medicine, a necessidade de uma boa equipe multidisciplinar, o controle de fatores como estresse, ansiedade e depressão. Entre as medidas não farmacológicas indicadas para o tratamento de dores associadas ao câncer como terapia comportamental, acumputura  e atividades físicas associadas ao tratamento.

 “ser fisicamente ativo após um diagnóstico de câncer melhora a taxa de sobrevivência dos pacientes em 30%”. 

Sobre o estresse, pesquisadores mostraram que indivíduos com quadros de angústia, por exemplo, apresentam efeitos adversos, como aumento da produção de citocinas (proteínas inflamatórias), piora na fadiga e nos sintomas do câncer.

FOTO DESTAQUE: Paciente no auto cuidado ao câncer. REPRODUÇÃO/Credito: Tridman/Istockphoto.

Especialista aponta dicas para prevenir o Alzheimer

Caracterizada por deterioração neuronal, com início gradual e progressão lenta, o Alzheimer reduz a capacidade intelectual, comprometendo as funções da memória, linguagem, emoção, personalidade e cognição, interferindo nas atividades profissionais, diárias e sociais do indivíduo. É o tipo mais comum de demência, atingindo mais da metade dos idosos. Sendo mais freqüente em mulheres do que em homens.


 

Foto:medico analisando exame da doença de Alzheimer Reprodução/ /freepik.com


A memória é a função congênita mais afetada, a pessoa pode apresentar incapacidade para aprender e evocar novas informações.

Os sintomas são causados pela morte de células cerebrais, onde a qualidade, em vez da quantidade de tecido cerebral presente, pode ser o fator mais importante na determinação da falha intelectual. Com a evolução da doença, o indivíduo perde a capacidade de autocuidar-se, de reconhecer pessoas e até sua própria imagem no espelho; a marcha vai ficando lenta e arrastada, o que aumenta o risco de quedas, chegando a incapacidade de andar e de comunicar-se.

O diagnostico e feito através de exames clínicos como: tomografia computadorizada e ressonância magnética, além de exames laboratoriais.

A progressão da doença é dividida em três estágios:

Leve apresenta mais alterações da memória recente e impossibilidade de nomear ou recordar nomes ou objetos, embora a pessoa perceba e os compreenda.

No estágio moderado surgem às dificuldades para o autocuidado e para as atividades básicas de via diária, desorientações e insegurança.

Nos casos graves, o indivíduo não tem mais memória e apresenta alterações causadas pela imobilidade.

 O tratamento é paliativo e as medicações podem ser úteis no controle de agitações e perturbações comportamentais. Apesar de não ter cura, quando o Alzheimer é diagnosticado e tratado precocemente, pode ser freado com medicamentos.

A geriatra Celene Queiroz Pinheiro, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) da regional São Paulo, relata que apesar da doença esta diretamente ligada à velhice, é possível tomar algumas atitudes ainda na juventude para evitar a doença e prolongar a qualidade de vida, de acordo com ela com medidas precoces pode se prevenir ate metade dos casos.

Segundo a especialista a prática regular de exercícios físico de baixa intensidade como caminhadas e yoga. Ajuda na interação social revertendo os primeiros sinais de perda congênita.

 O controle de doenças crônicas como: diabetes e o colesterol, uma boa alimentação baseada em alimentos naturais e com nutrientes variados, como proteínas, verduras, carboidratos e fibras, são essenciais para combater demências.

 Manter a caderneta de vacinação em dia combate doenças alva também ajuda a evitar demências.

Evitar o consumo de álcool e tabagismo, os usos dessas substâncias podem provocar a perda mais agressiva e rápida das funções cognitivas.

Estimular a mente com estudos, leituras e cursos diversos, estas praticas aumentam a reserva cognitiva e previnem a morte das células cerebrais.

Outras formas eficientes de prevenção do Alzheimer indicadas pela especialista são ter uma boa noite de sono e estar atento a perdas auditivas, pois quando não são tratadas, elas podem resultar na queda da cognição.

De acordo com a Associação Internacional de Alzheimer (ADI), o número de pessoas com a condição deve atingir 75 milhões em todo mundo em 2030. A presidente da ABRAz em São Paulo ressaltar a importância da prevenção e da divulgação de informações, tratamentos, diagnósticos e provocar a reflexão da sociedade sobre a doença degenerativa.

FOTO DESTAQUE: Médica analisando a doença alzhaimer  REPRODUÇÃO/  Credito :Sirlcharlec/freepik.com.

Caminhada pode reduzir dores nas costas, diz especialista

Você já se levantou e sentiu aquela fisgada nas costas? Ou sentiu aquela dor ao subir escadas ou sentar? Uma das maiores queixas da população mundial hoje é a dor nas costas. O que necessariamente não se reduz ao público mais adulto. Cada vez mais jovens e adolescentes também são afetados por estas dores. Mas afinal a dor nas costas e uma doença?  Nem sempre. Em alguns elas ocorrem por práticas de exercícios ou levantamento de peso em excesso, permanência na posição sentada ou deitada por períodos longos, dormir em uma posição desconfortável ou ate mesmo uma mochila mal ajustada ocasiona a famosa dor nas costas.   


 

FOTO : Mulher com dor nas costas11 minutos de exercício moderado diariamente podem reduzir os sintomas REPRODUÇÃO/credito:clarinus/ freepik.


A estrutura da coluna vertebral é muito complexa e organizada. Qualquer desordem que possa incidir sobre esta estrutura acaba gerando dores em suas diferentes áreas. Uma das regiões mais afetas e a região lombar sendo fundamental uma atenção cuidadosa, pois estas simples dores podem gerar complicações graves.

 

 A especialista em fitness  Dana Santas conhecida como o “Mobility Maker”, é uma especialista em força e condicionamento e treinadora mente-corpo em esportes profissionais, autora do artigo ” Soluções práticas para alívio da dor nas costas. 

 

Em sua pesquisa ela dar dicas de exercícios e fala como a atividade física e o meio mais eficaz para combater dores nas costas. A pesquisa mostra que o exercício estabelecer uma conexão mente-corpo, trabalha a respiração buscando viver um estilo de vida ativo e sem dor. Segundo ela o seu corpo foi projetado para o movimento e que o exercício diário serve como uma medicina preventiva e eficaz.  De acordo com ela apenas 11 minutos de exercício moderado diário pode ajudar a pessoas com dores nas costas a viver melhor.

De acordo com o estudo a caminhada realizada em um padrão alternado e recíproco, com sicronicidade dos movimentos envolvidos ajuda na capacidade de respirar bem enquanto caminha. A posição adequada do pé e o apoio do calcanhar permitem que você absorva o choque e mova o peso do corpo com equilíbrio e controle. O balanço do braço é essencial para um padrão de caminhada funcional porque cria um movimento saudável da caixa torácica em coordenação com cada passo, facilitando a força necessária do núcleo, quadril e tronco que ajuda a prevenir o estresse na coluna. Sua marcha para ser uma sinfonia em movimento, para evitar dores futuras. É importante manter-se em movimento proativamente para neutralizar o impacto de sentar nos músculos e na postura das costas. Estas dicas ajudam no padrão respiratório na manutenção da postura e do alinhamento.

 

Conforme a especialista depois de experimentar essas técnicas você descobrirá que está cada vez mais motivado para se exercitar. O exercício afeta nossa fisiologia, aumentando a produção de hormônios do bem-estar diminuindo nossa resposta ao estresse.

 

São dicas que ajudam a prevenir a dor no futuro. Capacitá-lo com educação e recursos para cuidar proativamente de suas costas e viver melhor.

 

Você deve se sentir capacitado para ser proativo e confiante em seu próprio autocuidado!

 

FOTO DESTAQUE:Foto: Mulhercaminhando ao ar livre. Reprodução/freepik.

 

 

 

 

Especialistas apontam a importância da vacina HPV na prevenção de seis tipos de câncer

Recentemente, foi realizado o 19º Seminário Latino-Americano de Jornalismo em Ciência e Saúde, que aconteceu em Buenos Aires, na Argentina.  Especialistas em ginecologia infantil e adolescente de todo o mundo reuniram se para debater a importância da prevenção do HPV, através do uso da vacina. De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o HPV é o maior responsável por alguns tipos de câncer dentre eles estão: colo de útero, vulva, vagina, peniano, anal e orofaringe. Segundo a entidade, cerca de quatro mulheres morrem por ano vítimas de câncer de útero e de colo do útero relacionados ao HPV. Mesmo a ciência tendo avançado na vacina, tratamento e prevenção, a quantidade de vítimas cresce vertiginosamente.


A importância da vacinação da HPV (Foto: Reprodução/Agência Brasil)


“É uma enfermidade oculta, que se esconde. As pessoas acham que tem a ver com promiscuidade, que o vírus passa de acordo com a quantidade de parceiros sexuais do paciente. Mas não é necessariamente assim, basta um parceiro infectado. Por essa vergonha, muitas mulheres deixam de fazer os exames preventivos e procurar atendimento quando percebem os primeiros sintomas”, afirma a médica Andrea Schilling, especialista em ginecologia infantil.

Um dos pontos debatidos no encontro foi a importância da imunização em adolescentes antes que tenham contato com o vírus, ou seja, antes de iniciar uma vida sexual ativa. Evitando que o vírus se multiplique quando os pacientes forem contaminados. De acordo com os dados expostos no congresso, estima-se que uma em cada duas pessoa já teve, tem ou terá contato com o vírus até o fim da vida. Apesar de a recomendação atual ser de imunizar apenas o grupo considerado de risco (meninas entre 9 e 14 anos e meninos entre 11 e 14 anos), os especialistas presentes neste encontro defendem que todas as mulheres recebem a vacina em qualquer momento de sua vida, mesmo não sendo um plano viável economicamente. Em junho, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) lançou um posicionamento onde defende que os ginecologistas brasileiros passem a recomendar a vacina a todas as mulheres com menos de 45 anos. Em pacientes que já tiveram lesões provocadas pelo HPV, o imunizante diminui em até 80% as chances do reaparecimento.

“Esse posicionamento da Febrasgo com uma recomendação ativa aos ginecologistas é um marco, já que a vacinação contra o HPV é importante, independentemente de a paciente já ter tido ou não algum contato ou infecção pelo vírus, para prevenir cânceres como o de colo de útero, vulva, vagina e ânus, além de verrugas genitais, a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo”, afirmou a médica Márcia Datz Abadi.

Causas e sintomas

O HPV é transmitido principalmente por contato sexual. A maioria das pessoas é infectada logo após o início da atividade sexual. Trata-se de uma infecção que causa verrugas em diversas partes do corpo, dependendo do tipo do vírus. Muitas vezes o uso camisinha não é o suficiente para prevenir a contaminação. Os sintomas podem incluir verrugas nos órgãos genitais ou na pele circundante. Os mais comuns são coceira, câncer cervical, verruga ou verruga genital. O vírus do HPV é o principal responsável pelo câncer de colo de útero em mulheres e de orofaringe em homens.

 

Foto destaque: Vacinação da HPV. Reprodução/Agência Brasil

Produtos capilares podem aumentar o risco de câncer uterino, diz pesquisadores

Pesquisadores apontam que substancias químicas usadas em alisamentos de cabelos podem aumentar o risco de câncer uterino. Um estudo publicado esta semana, revelou que mulheres que usam essa substância com freqüência, maior que quatro vezes por ano, têm o dobro da probabilidade de desenvolver câncer de útero, principalmente câncer de endométrio. O estudo foi publicado no site científico Journal of The National Cancer Institute, que se baseou em dados de 33.500 mulheres americanas, com idades entre 35 e 74 anos, que foram acompanhadas por 11 anos. Elas preencheram um questionário sobre o uso de certos produtos capilares, incluindo permanentes, tinturas, relaxantes e alisadores.


Mulher com produto de relaxamento no cabelo. (Foto: Reprodução/iStock)


Os pesquisadores não coletaram informações sobre produtos e marcas específicas, mas apontam que várias substâncias químicas presentes nesses tipos de produtos podem contribuir para o aumento do risco de câncer: parabenos, bisfenol A, metais ou até mesmo formaldeído. Este último, conhecido popularmente como formol, é usado para o chamado alisamento brasileiro.  De acordo com a pesquisa, entre as mulheres que não usaram produtos químicos para alisar o cabelo nos últimos 12 meses, 1,6% desenvolveram câncer uterino aos 70 anos, mas cerca de 4% das mulheres que frequentemente usaram esses produtos para alisamento do cabelo desenvolveram câncer uterino aos 70 anos.

Os dados do estudo também mostraram que a associação entre produtos de alisamento e casos de câncer uterino ocorreu mais em mulheres negras, que representavam apenas 7,4% das participantes do estudo, mas 59,9% das que relataram usar alisadores de cabelo.

“Com base no corpo da literatura nesta área, sabemos que os produtos capilares comercializados diretamente para crianças e mulheres negras contêm vários produtos químicos associados à desreguladores de hormônios, e esses produtos comercializados para mulheres negras também demonstraram ter formulações químicas mais fortes”, disse Chandra Jackson, autora do estudo e pesquisadora do Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental.

Alguns especialistas afirmam que embora este estudo seja bem feito e mostre uma associação entre os produtos químicos para alisamento de cabelo e o aumento do risco de câncer uterino, não é possível determinar se os produtos causam diretamente o câncer. E que o uso de vários produtos químicos simultaneamente, pode contribuir para que elas tenham concentrações mais altas desses produtos químicos desreguladores de hormônios em seu sistema.

Foto destaque: Mulher usando a chapinha no salão. Reprodução/taQI

FOTO DESTAQUE: Mulher em salão de beleza fazendo chapinha . REPRODUÇÃO/GETTY IMAGENS/Istockphoto.

Osteoporose: entenda por que mulheres são mais suscetíveis a doença

Doença crônica caracterizada pela redução na densidade e na qualidade óssea, tem como consequência mais grave, a ocorrência de fraturas por fragilidade, particularmente no antebraço, coluna e no quadril. A osteoporose é lembrada todo dia 20 de outubro, como o Dia Mundial da Osteoporose, a data tem o objetivo de conscientizar, prevenir e diagnosticar precocemente sobre a doença, além de alertar a população sobre o seu tratamento que pode ser entendida como uma patologia osteometabólica.


Homem sendo atendido pela médica (Foto: Reprodução/Clínica de Imagem)


A doença é silenciosa, acontece em uma a cada três mulheres e de um a cada cinco homens, ou seja, para cada homem que sofre com a osteoporose, três mulheres apresentam a doença. Isso ocorre devido a vários fatores, destacando-se mudanças hormonais ocorridas na menopausa, pela parada de produção do hormônio esteróide sexuais pelos ovários. Este hormônio por sua vez é um dos responsáveis pela reabsorção óssea, o que acarreta a maior perda óssea, predispondo a osteoporose e fratura por fragilidade na maior parte do público feminino.

As complicações clínicas da osteoporose incluem não só fraturas, mas também dor crônica, depressão, deformidade, perda da independência e aumento da mortalidade. A perda da massa óssea ocorre devido à redução da absorção de minerais e cálcio, o que gera uma deterioração da microestrutura do tecido ósseo. Um terço de todas as fraturas no mundo ocorre no quadril e a doença divide em dois tipos marcada por alterações do nosso corpo que acontecem com o envelhecimento natural. Também conhecida como tipo I, a osteoporose pós-menopausa, que atinge principalmente as mulheres, devido à rápida perda óssea que ocorre após a menopausa.

O tipo II, descrita como osteoporose senil, onde a perda óssea ocorre lenta e gradativamente com o passar dos anos, torna-se grave após os 70 anos. Esta por sua vez acontece tanto em homens e mulheres, onde o principal fator esta relacionado à diminuição da produção de vitamina D pelo rim e pelo aumento na produção de paratormônio, na tireóide, sendo um dos principais hormônios que controlam os níveis sanguíneos do cálcio e fósforo no organismo. O diagnostico é feito através de investigação clínica e de exame como densitometria óssea. Segundo ortopedistas, o tratamento é feito com a ingestão de cálcio regularmente e vitamina D, ajuste na dieta, atividade física e uso de medicamentos apropriados. Para as mulheres, é importante ter um bom acompanhamento ginecológico que a ajude a promover uma boa saúde óssea em todas as fases da vida dela. Ainda de acordo com os especialistas, a prevenção precoce ainda é o melhor caminho e deve começar na infância com uma boa ingestão de cálcio, vitamina D, vitamina K e o magnésio completam as fontes necessárias para a saúde dos ossos.

 

Foto destaque: Mulher sendo atendida pelo médico. Reprodução/Ossos Fortes

Número de mamografias está abaixo da média dos últimos anos

A mamografia é o exame mais importante para diagnóstico de câncer de mama em nosso país. Atualmente è a principal forma de rastrear a doença, ele é indicado para mulheres com idades entre 40 e 69 anos, no SUS (sistema único de saúde). Um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) constatou que as mulheres com idades de 40 e 49 anos são responsáveis por cerca de 15 a 20% dos casos de câncer de mama no Brasil. Quanto  as mulheres com idades entre 50 e 69 anos representam 16% dos casos. E que menos de 10% delas se tratam no SUS pelas mamografias.


Foto: Médico Mastologista avaliandoresultado de uma mamografia. Reprodução GETTY IMAGENS/Istockphoto


De acordo com Instituto Nacional do Câncer (Inca), foram realizados em todo Brasil 3.145.390 exames de rastreamento em 2021. Considerando que a população feminina geral seja de aproximadamente 212,7 milhões de brasileiras, calcula se que apenas 9% tenham feito a mamografia preventiva para câncer de mama no ano passado.  Ainda de acordo com o inca, há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresenta um bom prognóstico. E que o rastreamento para essa população deve ser feito a cada dois anos de acordo com as diretrizes do nosso país. Ainda segundo o levantamento as quantidades de mamografias realizadas estão  abaixo da média apenas 24,1% do total esperado.  Esse e menor índice dos últimos anos e esta abaixo dos 70% recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esperava se que 76,9 mil mulheres se submetessem a esse exame.  De acordo com a SBM reforça que valorizar o diagnóstico precoce torna o tratamento mais eficaz e barato. Segundo o inca o medo do tratamento e a dor causada pela compressão das mamas durante o exame são motivos que afastam as mulheres da mamografia. O incômodo do exame, não dá pra negar que eles existem. Acontece que a compressão garante muito mais nitidez ao resultado. É uma dor que passa e que pode evitar um problemão mais pra frente.

FOTO DESTAQUE: Mulher de 42 anos realizando exame de mamografia. REPRODUÇÃO/GETTY IMAGENS/Istockphoto.