Descubra quantos passos é necessário para emagrecer

Quem quer emagrecer precisa se movimentar, e a caminhada podem ser uma grande aliada para começar. Que tal descobrir quantos passos são necessários  para emagrecer. Sabe se que a única fórmula de emagrecer é a perda de calorias, ou seja, gastar mais do que se consome.

Se você come pouco e não elimina nada do que come e falta disposição para atividade física, então prolongue seus passos. Uma pesquisa publicada na revista Nature Medicine, na segunda-feira (10), relata que pesquisadores da universidade de Vanderbilt, no Tennessee, nos Estados Unidos, descobriram o número necessário de passos diários que uma pessoa precisa realizar para conseguir manter o peso.

 


 

Grupo de amigos realizando caminhada. (Reprodução: iStock.com/Getty Images)


Foram analisados dados de um pouco mais de 6 mil pessoas no período de 4 anos, com idades entre 41 a 67 anos. Os dados foram coletados através de um relógio inteligente usado pelos participantes que monitorava o número de passos e as atividades físicas realizadas diariamente por estas pessoas.

A pesquisa incluiu pessoas que já usavam o relógio antes do início da coleta de dados, o que sugerem que elas eram naturalmente ativas.  Os pesquisadores constataram que dar 8.200 passos diários, aproximadamente 7 quilômetros ajudaria tanto no controle de peso como esta associado a menor risco de obesidade,  apneia do sono,  refluxo e transtorno depressivo.

Para aqueles que estavam acima do peso, foram sugeridas caminhadas acima de 11 mil passos todos os dias. Dessa forma reduziriam o risco de desenvolver comorbidades como diabetes tipo 2,  hipertensão arterial e cardiopatias. Além de diminuir o risco de obesidade em até 64%.

Segundo os pesquisadores o hábito de caminhar associado a uma boa dieta ajuda não só no controle de peso como na qualidade de vida. Troque o elevador por escada, não vá de carro a padaria que fica alguns quarteirões, circule mais em vez de só usar e-mail e telefone, adote um programa de caminhada. Andar melhora o condicionamento físico, emagrece, dá mais disposição além de reduzir medidas.

Foto: Grupo de amigos realizando caminhada. Reprodução// iStock.com/Getty Images.

Consumo de álcool pode fazer bem para cardíacos, diz pesquisa

Beber álcool de forma “moderada” pode ajudar na recuperação de pacientes que passaram por cirurgia cardíaca. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Heidelberg na Alemanha e publicada na revista Heart, demonstrou que pessoas que bebem pelo menos de seis doses semanais de álcool depois de uma cirurgia para desbloqueio de artérias tiveram menos chances de ter as artérias bloqueadas novamente.


 

Foto: cientista realizando estudo. Reprodução/ GETTY IMAGENS/Istockphoto


 As evidências sugerem que as pessoas que bebem uma dose de bebida alcoólica equivalem a um cálice de vinho, 225 ml de cerveja ou uma medida de bebida destilada por semana têm menor risco de infarto, doenças crônicas do coração ou morte por insuficiência coronariana do que aqueles que bebem muito. 

Os autores do estudo constataram que o álcool, ingerido com moderação, pode ajudar na recuperação de pacientes que passaram por procedimentos como angioplastias, cateterismos e implantação de válvula aórtica. Como foi o caso da senhora de 84 anos, Hildene Ribeiro Milhomen, aposentada, nascida e criada em Imperatriz (MA), conta que recebeu uma nova válvula aórtica.

Após um episódio de mal-estar ela uma recebeu a recomendação para realizar um implante de válvula aórtica transcateter (Tavi, na sigla em inglês). A tecnologia Tavi, também conhecida como a cirurgia do Mick Jagger, foi incorporada aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) na quinta-feira passada (13/10) para o tratamento de pacientes com estenose aórtica.

O procedimento permite que os médicos implantem a nova válvula aórtica no local da que está com o funcionamento comprometido tem duração de aproximadamente duas horas e é acompanhado por imagens em tempo real feitas por máquinas de ultrassom e raio X.

Ela confessou que teve medo do deslocamento até São Paulo e do procedimento cirúrgico. E que ao receber alta ingeriu bebida alcoólica.

“Quando saí do hospital, estava acompanhada do meu filho e da minha neta. Lá perto tinha um boteco, aí nós paramos e fomos beber”, ela se lembra, descontraída.

Os autores disseram que isso não significa que pessoas devem começar a beber depois de cirurgia cardíaca. A mensagem è  clara o álcool não aumenta os riscos depois de um procedimento cirúrgico, se usado com moderação pode até ser benéfico, mas não há necessidade de extrapolar no consumo.

FOTO DESTAQUE: Senhora cardiopata consumindo um taça vinho. REPRODUÇÃO/GETTY IMAGENS/Istockphoto.

Trombose venosa fique atenta aos sinais e fatores de risco

A trombose venosa profunda (TVP) é causada pela formação de coágulos de sangue os chamados trombos no interior das veias profundas. Na grande maioria das vezes o trombo se forma na panturrilha, ou batata da perna, instalando se também nas coxas, e raramente nos membros superiores.

Apesar de ser uma doença grave, muitas pessoas desconhecem as principais causas, sintomas e maneiras de prevenção. Uma em cada quatro pessoas no mundo morre por condições causadas por trombose, segundo a Sociedade Internacional de Trombose e Homostasia.  


 

Foto: Moça  com dor nas suas pernas. Reprodução/ freepik.com


A trombose nas veias ocorre por causa da falta de movimentação dos membros inferiores por períodos prolongados, circunstância que pode ocorrer em pessoas que estão internadas ou se recuperando de cirurgias, durante viagens longas e até mesmo no ambiente de trabalho.

Também pode ser o resultado de doenças ou lesões nas veias das pernas, fratura, ou uso de certos medicamentos, obesidade e doenças hereditárias.

O grupo mais propenso para adquirir esta doença são pessoas sedentárias, obesas, tabagistas e mulheres que tomam anticoncepcionais. 

Os sintomas surgem repentinamente entre eles estão, edema, dor, calor, vermelhidão e rigidez da musculatura na região em que se formou o trombo.

As principais opções de tratamento para trombose venosa profunda incluem:

O uso de anticoagulantes, como a heparina ou a varfarina, geralmente é indicado porque  diminuem a capacidade do sangue coagular, permitindo que o coágulo seja desfeito pelo corpo e evitando que se formem outros. Medicamentos trombolíticos, estes são injetáveis e geralmente indicados em casos mais graves de trombose e em pessoas mais jovens. E em casos mais graves quando não e possível diluir o coagulo e realizada cirurgia.

Especialistas alertam que embora não seja possível evitar alguns fatores de risco, é possível prevenir a trombose adotando algumas medidas como manter o peso dentro dos limites saudáveis, não fumar, restringir o uso de bebidas alcoólicas e praticar exercícios físicos.

 

FOTO DESTAQUE: medicaçao para trombose. REPRODUÇÃO/ freepik.com

Zolgensma: Saiba como a medicação pode ajudar uma criança com AME

A atrofia Muscular Espinhal (AME) é uma doença rara degenerativa que acomete crianças de 0 a 4 anos de vida. Ela e passada de pais para filhos e interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais do corpo como respirar, engolir e se mover. Até o momento, não há cura para a atrofia muscular.


 

Foto: Bebe com Atrofia Muscular Espinhal Reprodução/ istockphoto.com


Na criança que tem AME falta a proteína principal responsável pelos neurônios motores, vai se degenerando e o paciente vai pouco a pouco, sentindo os sinais e sintomas da doença, que podem levar a morte.

Atualmente o tratamento e feito com três tipos de remédios para a doença um deles, já é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e se chama Spinraza. Outro é o Risdiplam, ainda não é fornecido pelo SUS. Estes são apenas de tratamentos paliativos o medicamento que trataria a degeneração e ajudaria no controle da perda de neurônio e o Zolgensma, conhecido como o remédio mais caro do mundo custa inacreditáveis 11 milhões de reais por paciente e não é disponibilizado pelo SUS. É uma medicação de alto custo, que muitas vezes para se conseguir é necessário acionar a justiça.

É um tipo de medicamento denominado “terapia gênica”. O mesmo contém um ingrediente ativo, chamado onasemnogeno abeparvoveque, que contém material genético humano. Ele atua fornecendo uma cópia totalmente funcional do gene SMN, que ajuda o corpo a produzir a proteína essencial para a sobrevivência do neurônio motor em quantidade suficiente. O gene é entregue nas células alvo, usando um vírus modificado (vetor viral) que não causa doenças em seres humanos.

A neuropediatra Karen Baldin explica que “A possibilidade de alterar o código genético abriu portas para o desenvolvimento de medicamentos que modificam ou modulam a decodificação e transcrição do DNA, alterando completamente o prognóstico e a qualidade de vida dessas crianças, quando iniciados de forma precoce: o Nusinersena que requer aplicações intratecal [pelo canal espinhal], e o Zolgensma em dose única intravenosa”.

O Zolgensma promete neutralizar em crianças de até dois anos os efeitos da atrofia muscular espinhal, doença rara que pode causar a morte antes dessa idade. Até 2017, a AME não tinha tratamento no Brasil.

Produzido pela farmacêutica Novartis, foi recentemente aprovado pela Anvisa e já conta com a isenção  de tributos para importação no Brasil.

A permissão da Anvisa contemplou o tratamento da forma mais grave da AME, o tipo 1, mas a autorização foi dada em caráter excepcional, o que implica a realização de estudos adicionais acerca de sua eficácia. Uma vez que a medicação apenas atende crianças com menos de dois anos de idade. Sem eficácia comprovada para pacientes acima de 2 anos.

 

FOTO DESTAQUE: Medicaçao zolgensma. REPRODUÇÃO/Iname

Câmara Federal aprova MP que destina recursos para hospitais filantrópicos

A Câmara dos Deputados aprovou por 383 votos favoráveis e 3 contrários, na última terça (11), o projeto complementar (PLP) 7/22, que destina até 2 milhões dos fundos de saúde e dá assistência social de estados, Distrito Federal e municípios para entidades privadas sem fins lucrativos conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o texto, os recursos originados de saldos de repasses da união constantes dos fundos de saúde e assistência social, poderão ser utilizados até final de 2023. Caso os saldos sejam insuficientes para o pagamento das Santas Casas, a União poderá transferir a diferença. Se houver sobra de recursos, eles poderão ser aplicados em outras ações de saúde.


Santa Casa de Porto Alegre (Foto: Reprodução/Setor Saúde)


Segundo o relator, o deputado Antonio Brito (PSD-BA), os saldos remanescentes das contas dos fundos de saúde que foram criadas antes de 2018 devem ser devolvidos à União, para que sejam usados como fonte de custeio do repasse às entidades privadas sem fins lucrativos. O montante que ultrapassar o limite de R$ 2 bilhões deverá ser transferido novamente aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, afirmou, no plenário da Câmara.

Conforme o texto aprovado, a medida tem o objetivo de “contribuir para a sustentabilidade econômica – financeira dessas instituições na manutenção dos atendimentos, sem solução de continuidade”.

O auxílio financeiro para as Santas Casas serão baseadas em parâmetros a serem definido pelo Poder Executivo Federal. O texto ainda determina que haja transparência nos repasses e obriga a transferência de créditos em 30 dias. Somente depois de atendidas a finalidade preferencial, é que as entidades privadas sem fins lucrativos poderão aplicar os recursos transferidos em outras finalidades em ações e serviços públicos de saúde. Existe uma grande expectativa que esse valor restante possa ser usado para pagamento do piso salarial da enfermagem, mesmo o valor restante não sendo informado.

O projeto aprovado nesta terça pelos deputados não cita o piso da enfermagem, mas, há deputados que esperam que os recursos possam trazer certo alívio fiscal para que Santas Casas e hospitais filantrópicos arquem com o piso, ainda que provisoriamente.

Foto destaque: Entrada da Santa Casa. Reprodução/Brasil de Fato

Como a ciência explica os superidosos com memória de 30 em corpos de 80 anos

Pessoa que ultrapassam os 80 anos com uma memória equiparável a indivíduos 20 a 30 anos mais jovens vêm sendo estudadas há décadas e ganharam um nome. Isto é, são os superidosos. Uma pesquisa recentemente publicada no The Journal of Neuroscience, demonstra alterações cerebrais em uma área do cérebro dos superidosos. Foi descoberto que os superidosos têm uma estrutura cerebral diferente e uma rede neural que se assemelha muito às dos mais jovens.


 

 

 Idosa de 70 anos com poderes cognitivos. (REPRODUÇÃO/ gettyimages).


Os pesquisadores estudam os cérebros de seis octogenários com “cognição mediana”, cinco pessoas com Alzheimer em estágio inicial e seis doadores mais jovens que morreram de doenças não relacionadas ao cérebro. Foi concluído que os superidosos tinham neurônios maiores e mais saudáveis naquela região do cérebro do que os demais.

De acordo com os pesquisadores os superidosos têm menos propensão a acumular depósitos anormais de proteínas, conhecidos como placas, tipicamente observados nos cérebros de pacientes com Alzheimer.

Segundo Rosa Sancho, da organização britânica Alzheimer’s Research UK, esta descoberta pode ajudar em novos tratamentos para demência. “Precisamos estudar sua genética, fatores de estilo de vida e seu nível educacional”, afirma ela. “Precisamos também observar seu histórico e suas narrativas pessoais”

A pesquisa levou em consideração exames realizados após a morte de alguns desses idosos, concentrando se em uma região do cérebro conhecida como córtex entorrinal, que esta relacionada à memória. Com esse resultado os pesquisadores planejam elaborar um quadro detalhado dos superidosos para compreender e aprofundar mais os estudos para garantir novos tratamentos para a doença neurológica mais temida pelas pessoas da terceira idade, o Alzheimer.

Os idosos de alta performance apresentam maior nível de “relações positivas com outros” em uma escala de bem-estar psicológico, o que significa manter relacionamentos acolhedores, seguros, íntimos e satisfatórios com outras pessoas. E apresentaram menor frequência de sintomas depressivos do que o restante da amostra de idosos saudáveis.

Enquanto as pesquisas seguem tentando desvendar os segredos dos superidosos, alguns hábitos cotidianos podem ajudar bastante em um processo de envelhecimento mais saudável:

Movimente-se, a prática de atividade física, independentemente da intensidade, aumenta o volume da substância cinzenta do cérebro e o fluxo sanguíneo em regiões cerebrais;

Alimente-se bem, o bom controle dos níveis de pressão arterial e de glicose também colaboram para um envelhecimento cerebral saudável;

Ponha a cabeça para funcionar, seja por meio de voluntariado, cruzadinhas, ou outras atividades, isso pode contribuir para o aumento da reserva cognitiva;

Relaxe, exercícios de meditação e ioga estão associados à diminuição de substâncias inflamatórias no cérebro.

Seja saudável, não fumar e parar com bebidas alcoólicas protege os neurônios contra as toxinas desses hábitos.

FOTO DESTAQUE: Pesquisador analisando exame de tomografia. REPRODUÇÃO/ gettyimages.

Entenda o impacto da colonoscopia no rastreamento de câncer coloretal

Um estudo publicado no ultimo domingo (10) de outubro, no The New England Journal Medicine, aponta que os benefícios do exame de colonoscopias para o rastreamento de câncer coloretal podem ser subestimados.

O grupo de estudo da Universidade de Oslo, na Noruega, liderado pelo pesquisador e gastroenterologista Michael Bretthauer, disse ter achado os resultados decepcionantes.  


 

Foto: Câncer coloretal. Reprodução/ gettyimages


O estudo informa que as colonoscopias foram comparadas diretamente com a ausência de rastreamento de câncer em um estudo randomizado. Foi encontrando apenas benefícios escassos para o grupo de pessoas convidadas a fazer o procedimento: um risco 18% menor de contrair câncer colorretal e nenhuma redução significativa no risco de morte por câncer.

Com base em seus resultados, ele espera que a colonoscopia de triagem provavelmente reduza as chances de câncer colorretal de uma pessoa em 18% a 31%, e seu risco de morte de 0% a 50%. Mas, ele disse, até 50% está “no limite inferior do que eu acho que todo mundo pensava que seria”

É podemos ter vendido demais a mensagem nos últimos 10 anos ou mais, e temos que recuar um pouco”. Questiona o pesquisador.

Outro especialista como diretor científico da American Cancer Society, William Dahut, diz que, por melhor que este estudo tenha sido ele tem limitações importantes, e esses resultados não devem impedir as pessoas de fazer colonoscopias.

Para ele menos da metade das pessoas convidadas a realizar o exame de colonosccopia no estudo não o fizeram. E que quando os autores do estudo restringiram os resultados apenas para as pessoas que realmente fizeram a colonoscopia, cerca de 12 mil das 28 mil que foram convidadas para o procedimento foi que estes estudo tornou se eficaz. Reduzindo se o risco de câncer coloretal em 31% e o risco de morte dessa doença em 50%.

Segundo ele este estudo foi realizado em homens e mulheres com idades entre 55 e 64 anos da Polônia, Noruega e Suécia. As colonoscopias não são tão comuns nos países envolvidos no estudo quanto nos Estados Unidos. Na Noruega, disse ele, as recomendações oficiais de rastreamento do câncer colorretal não chegaram até o ano passado. Nos EUA, de acordo com dados dos  Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, cerca de 1 em cada 5 adultos entre 50 e 75 anos nunca foi rastreado para câncer colorretal.

Quando se trata de câncer colorretal os testes só podem ser eficazes se as pessoas estiverem dispostas a realizá-los. Se a pessoa se sente envergonhada em fazer uma colonoscopia, existe uma série de métodos que podem detectar o câncer coloretal entre elas estão: Triagem com testes que verificam sangue e/ou células cancerígenas nas fezes, uma tomografia computadorizada do cólon a cada cinco anos, uma sigmoidoscopia flexível a cada cinco anos, uma sigmoidoscopia flexível a cada 10 anos combinada com exames de fezes para verificar se há sangue anualmente ou uma colonoscopia a cada 10 anos.

Foto Destaque: Medico gastroenterologista realizando colonoscopia  Reprodução/GETTY IMAGENS.

Ministério da Agricultura descarta óbitos na Bahia serem por doença da vaca louca

No ultimo dia (6) de outubro, o centro de informações estratégicas em vigilância em saúde da Bahia (Cievs- BA), comunicou dois casos da doença de Creutzfeld-jakob, também conhecida como doença da vaca louca. Trata se de uma doença degenerativa, que tem variantes causadas pelo consumo de carne contaminada pela encefalite espongiforme bovina.


Foto:  Cérebro acometido com  doença da vaca louca. Reprodução/gstatic.com


 A doença que ficou mundialmente conhecida após surto entre as décadas de 80 e 90, no Reino Unido, teve seu auge entre 1992 e 1993, quando foram confirmados quase 100 mil casos.

O tema voltou novamente a ser notícia esta semana no Brasil após Sesab (secretaria da saúde do Estado da Bahia), confirmar dois óbitos e três casos em investigação. Conforme divulgações de boletim epidemiológico são cinco os casos registrados da doença na capital este ano, e todos moram na capital. A secretaria não informou se eles consumiram carne contaminada.

“O Cievs Bahia segue acompanhando sistematicamente a situação epidemiológica da doença no Estado, diz a Sesab. 

Até o momento, as autoridades de saúde não detalham a idade dos pacientes que foram diagnosticados e nem a dos que morrem em decorrência do quadro.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), responsável pela inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal na Bahia, afirma que está acompanhando o caso e verificou que não há relação com consumo de carne bovina ou subprodutos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da ‘Vaca Louca’.

“A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DJC) ocorre, na maioria dos casos, de forma esporádica e tem causa e fonte infecciosas desconhecidas”, ressalta. 

“O ministério reforça ainda que o consumo de carne e produtos derivados de bovinos no Brasil é considerado seguro, não representando risco para a saúde pública”, completou.

Mas afinal, o que é a doença “vaca louca”?

Doença conhecida como Creutzfeld-Jakob, de quadro degenerativo provocando alterações neurológicas e tremores, sendo potencialmente fatal onde 90% dos infectados vem a óbito em menos de um ano. Apesar do termo popular “vaca louca ” ou encefalopatia espongiforme bovina (EEB), ser uma doença crônica que afeta apenas os bovinos.

Ela pode ser causada pela presença de partículas protéicas infecciosas, conhecidas como príos. Essas partículas podem se manifestar geneticamente, através do consumo de carne contaminada de um animal já doente ou de forma espontânea desconhecida.  O príon já é presente no cérebro de vários mamíferos, inclusive no ser humano, podendo se tornar patogênico ao adotar uma forma anormal multiplicando se demasiadamente. Quando isso acontece mata os neurônios do cérebro levando o indivíduo à morte.

A doença de Creutzfeldt-Jakob é diagnosticada a partir de exames de sangue e também por meio de exame neuropatológico de fragmentos do cérebro. A principal forma de tratamento são drogas antivirais e corticóides. Não havendo maneira efetiva de alterar a evolução da doença.

Foto Destaque: Ministerio da agricultura e pecuaria. Reprodução/Ministerio-da-Agricultura

Brasil detecta primeiro caso de poliomielite após 33 anos

Segue sob investigação o caso suspeito de poliomielite em uma criança de três anos. Registrado nesta quarta feira (6), pela Secretaria de Saúde do Estado do Pará, seria o primeiro caso da doença no país desde 1989, quando as campanhas de vacinação diminuíram a paralisia infantil no Brasil. Doença erradicada desde 1994, a poliomielite, habitualmente chamada de pólio, é uma doença altamente contagiosa causada pelo poliovírus selvagem.


Criança sendo vacinada contra a poliomielite. (Foto: Reprodução/Fotógrafos PMJ)


No último dia 30 de setembro, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação chegou a ser prorrogada pelo Ministério da Saúde. Segundo dados da plataforma LocalizaSUS, a cobertura vacinal de crianças está em 61,9%. Ou seja, os resultados apresentados desde 2016, estão abaixo da meta que seria a de imunizar 95% do público-alvo (14,3 milhões de crianças menores de cinco anos.

Um menino de três anos, que reside no município de Santo Antônio do Tauá, em Belém, testou positivo para a doença. A Secretaria da Saúde do Pará notificou o Ministério da Saúde. No relatório clínico enviado à pasta federal, a criança tem registro apenas de duas doses da vacina da pólio oral (VOP), não constando registro de vacina da pólio inativada. Ou seja, o esquema vacinal dela encontrava+se incompleto. Ainda segundo o relatório, o vírus foi identificado através de exames de fezes da criança. A mesma foi atendida no ambulatório e não chegou a ser internada, mas segue em observação.

Em nota, o Ministério da Saúde informa que não há registro de circulação viral da poliomielite no Brasil e que uma equipe foi enviada ao Pará nesta quinta para investigar o caso. De acordo com informações enviadas pela Secretaria Estadual de Saúde, o caso pode estar relacionado a um evento adverso ocasionado por vacinação inadequada.

O Ministério da Saúde reforça que pais e responsáveis vacinem suas crianças com todas as doses indicadas para manter o país protegido da poliomielite. 

Foto destaque: Criança tomando a vacina da poliomielite. Reprodução/Sajjad/Xinhua

Estudos apontam que fatores genéticos podem proteger contra covid-19

Desde 2020, pesquisadores de vários países, incluindo o Brasil, buscam identificar genes que conferem proteção contra o novo coronavírus, tanto impedindo a infecção quanto favorecendo uma doença leve, na expectativa de que esse conhecimento permita o desenvolvimento de novas vacinas e tratamentos contra essa doença e outras provocadas por vírus.


Paciente fazendo o teste de Covid-19. (Foto: Reprodução/ICTQ)


Recentemente, foram publicados dois estudos realizados por pesquisadores brasileiros que ajudam a entender que fatores genéticos protegem algumas pessoas da infecção ou até mesmo de desenvolver a forma mais grave da doença. Os estudos buscam genes que permitam o desenvolvimento de novas vacinas e novos tratamentos.

Um dos estudos foi realizado com um grupo de idosos acima de 90 anos resistentes ao SARS-CoV-2 e o outro descreve o caso de gêmeos idênticos com desfecho diferente para a chamada covid longa.

Os cientistas trabalharam com um grupo de 87 indivíduos chamados de “superidosos”, ou seja, com mais de 90 anos que se recuperaram da Covid-19 com sintomas leves ou que permaneceram assintomáticos após teste positivo para o coronavírus. Os dados foram comparados com os de 55 pessoas com menos de 60 anos e que contraíram a forma grave ou morreram, além de uma base da população idosa geral da cidade de São Paulo, obtida por meio de banco genético.

Os testes realizados buscavam possíveis genes de resistência ao SARS-CoV-2 e queriam entender os mecanismos envolvidos em idosos resilientes à doença, mesmo podendo ter comorbidades, em contraponto a pessoas mais jovens sem comorbidades que tiveram formas muito graves, algumas letais.

Os pesquisadores analisaram a região do cromossomo 6, conhecida como Complexo principal de Histocompatibilidade (MHC, na sigla em inglês). Essa área tem dezenas de genes que controlam o sistema imunológico, de diferentes formas. Um ponto encontrado a ser investigado é a ligação das variantes de MUC22 com o aumento de expressão do microRNA miR-6891. Este último se associa ao genoma do vírus e consegue quebrá-lo. Por isso, a maior produção dessas moléculas de alguma forma poderia diminuir a reprodução do vírus dentro da célula, o que estaria relacionado à Covid leve. Outros dois achados da pesquisa estão ligados a variantes de genes mais frequentes em indivíduos africanos e sul-americanos, sendo o gene HLA-DOB. Eles perceberam que o HLA-DOB pode interferir no trânsito de alguns antígenos (pedaços do vírus) para a superfície celular.

Os pesquisadores detectaram que o trânsito pode estar modificado nessas proteínas de dentro da célula para a superfície, agravando a infecção. Ao comparar casos leves e graves de Covid-19, a frequência desse gene foi três vezes maior no segundo grupo.

Depois de avaliar o perfil de células imunes e das respostas específicas ao SARS-COV-2, os cientistas apontaram que a evolução clínica diferente entre ambos reforça o papel da resposta imune e da genética no desenvolvimento da doença.

Foto destaque: Cientistas do Albert Einstein. Reprodução/Nelson Almeida/AFP