Medalhista de prata desafiou proibição do Comitê Olímpico Internacional

A atleta americana Raven Saunders protagonizou a primeira manifestação no pódio das Olimpíadas de Tóquio 2020, após conquistar a medalha de prata no arremesso de peso feminino. Enquanto as outras medalhistas posavam para fotos, Raven Saunders ergueu seus braços e os cruzou formando um X. A mesma disse que o ato representa “o cruzamento em todas as pessoas oprimidas se encontram”.

A jovem americana de 25 anos, negras, lésbica e fala abertamente sobre sua luta contra a depressão, disse que queria “ser eu e não se desculpar”.


Raven Saunders comemorando sua medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio 2020. (Foto: Reprodução/Andrej Isaković/AFP/Getty Images)


Após a competição, Raven disse que pretendia chamar a atenção para todas as “pessoas que estão lutando e não têm plataforma para falar por si mesmas”. “Faço parte de muitas comunidades”, acrescenta Saunders, que comemorou bastante seu arremesso final.

 

https://lorena.r7.com/post/Atletismo-Thiago-Braz-conquista-o-bronze-apos-cinco-anos-fora-da-elite-da-modalidade

https://lorena.r7.com/post/Brasil-garante-19-medalhas-e-iguala-feito-historico-em-Olimpiadas

https://lorena.r7.com/post/Brasil-vence-a-Russia-e-avanca-para-semifinal-das-Olimpiadas-de-Toquio

 

Além da prata de Raven Saunders, o pódio se completou com a chinesa Gong Lijao, conquistando a medalha de ouro, e a neozelandesa Valerie Adams, com a medalha de bronze.


Pódio olímpico do arremesso de peso feminino. (Foto: Reprodução/AP Photo/Francisco Seco)


O Comitê Olímpico Internacional (COI) diminuiu a proibição de protestos antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, permitiu que os atletas “expressassem suas opiniões” durante coletivas de imprensa, mas manifestações políticas ainda são proibidas durante as premiações. 

A entidade estava avaliando o gesto da americana, porém o COI decidiu por suspender as investigações sobre o protesto de Saunders.

“Realmente acho que minha geração realmente não se importa”, disse Saunders. “No fim das contas, realmente não nos importamos. Grito para todos os meus negros. Grito para toda a minha comunidade LGBTQ. Grito para todo o meu povo que lida com saúde mental. No fim das contas, entendemos que isso é maior do que nós e maior do que os poderes constituídos. Entendemos que há tantas pessoas que estão olhando para nós, que estão procurando para ver se dizemos algo ou se falamos por eles.”, completa a americana.

A saúde mental dos atletas tem sido o foco da Olimpíada deste ano, depois que a superestrela da ginástica dos Estados Unidos, Simone Biles, desistiu de várias competições para priorizar seu bem-estar. Saunders, que fez sua estreia olímpica no Rio de Janeiro em 2016, descreveu como considerou tirar a própria vida em 2018 enquanto enfrentava problemas de saúde mental.  Sua identidade foi consumida pelo arremesso de peso, disse, e ela se sentiu incapaz de escapar das pressões associadas ao esporte. Saunders buscou, então, ajuda de um ex-terapeuta e afirmou ter sido capaz de estabelecer uma relação mais equilibrada com o esporte, rumo ao sucesso.

“É normal ser forte”, disse ela sobre a situação. “E não há problema em não ser forte 100% do tempo. Não há problema em precisar das pessoas.”

Antes de seu gesto no pódio, Saunders já havia chamado a atenção dos fãs por seu cabelo verde e roxo. Ela também atraiu olhares por suas máscaras inspiradas nos personagens Hulk, da Marvel Comics, e Coringa, da franquia Batman.

Ela vê Hulk como seu alter ego e como o super-herói ela aprendeu a se conter, liberando poder de uma forma controlada. 


  Raven Saunders, medalhista de prata no arremesso de peso nas Olimpíadas de Tóquio 2020. (Foto: Reprodução/Ben Stansall/AFP/Getty Images)


O jornal americano Washington Post observou que, após seu evento, ela “foi em direção à zona mista, perguntando onde poderia encontrar champanhe e cantando ‘Celebration’, música de Beyonce. 

Saunders disse como ela cresceu assistindo às campeãs de tênis negras Venus e Serena Williams, “jovens negras com miçangas no cabelo, sem remorso”, e o que essa visibilidade significava para ela. Ela agora espera inspirar outras pessoas por meio de suas próprias realizações e sua honestidade.

 

 

 

(Foto destaque: Medalhista de prata desafiou proibição do Comitê Olímpico Internacional. Reprodução/AP)

Bomba! Lionel Messi não é mais jogador do Barcelona

Se encerra uma era que parecia que nunca teria fim: O argentino Lionel Messi, após 21 anos, não é mais jogador do Barcelona. Após notícias que o jogador teria aceitado uma redução salarial para renovar por mais cinco temporadas com o clube catalão, uma reviravolta radical mudou os rumos das conversas. A informação foi anunciada pelo clube hoje, nesta quinta-feira (5).

De acordo com o próprio clube, obstáculos econômicos e estruturais travaram a assinatura de um novo contrato com o craque, que teve seu contrato encerrado no dia 30 de junho. O Barcelona precisaria reduzir sua folha salarial para não ultrapassar o limite imposto pela La Liga (liga organizadora do Campeonato Espanhol).

Com a saída de Messi, os planos do clube mudam na montagem de seu elenco para a temporada 2021/22, que começará esse mês, já que não será mais necessário a redução. Recentemente, o clube se reforçou com Agüero, Depay, Eric Garcia e Emerson, e acertou saídas de Junior Firpo, Todibo, Aleñá, Matheus Fernandes e Trincão.

 

https://lorena.r7.com/post/Brasil-vence-a-Russia-e-avanca-para-semifinal-das-Olimpiadas-de-Toquio

https://lorena.r7.com/post/Brasil-garante-19-medalhas-e-iguala-feito-historico-em-Olimpiadas

 https://lorena.r7.com/post/Atletismo-Thiago-Braz-conquista-o-bronze-apos-cinco-anos-fora-da-elite-da-modalidade

 

Lionel Messi deixa o clube com 34 anos, como maior jogador da história, tendo atuado por 17 temporadas, com 672 gols em 778 jogos. O craque conquistou quatro títulos da Champions, três Mundiais e 10 Espanhóis, entre outros. Como possíveis destinos do craque, foram citados anteriormente Manchester City, de Pep Guardiola, e Paris Saint-Germain, de Neymar, como interessados.


Lionel Messi levantando o troféu da Copa do Rei 2021. (Foto: Reprodução/Twitter: @FCBarcelona_br)


Veja a nota do Barcelona na íntegra:

“Apesar de ter chegado a um acordo entre Barcelona e Leo Messi e com a clara intenção de ambas as partes de assinar um novo contrato no dia de hoje, ele não poderá ser formalizado devido a obstáculos econômicos estruturais (norma de LaLiga).

Diante dessa situação, Lionel Messi não continuará ligado ao Barcelona. As duas partes lamentam profundamente que finalmente não possam cumprir os desejos tanto do jogador como do clube.

O Barça agradece de todo o coração todo o aporte do jogador ao engrandecimento da instituição e lhe deseja tudo de melhor em sua vida pessoal e profissional.”


Messi deixa o jogo Barcelona x Celta de Vigo, seu último com a camisa do clube catalão. (Foto: Reprodução/Pedro Salado/Quality Sport Images/Getty Images)


Lionel Messi marcou seu último gol pela equipe em seu último jogo com a camisa do Barcelona na derrota por 2 a 1, contra o Celta de Vigo, no dia 16 de maio de 2021. Após a derrota que tirou chances de título espanhol do clube catalão, Messi pediu adiantamento de suas férias.

 

(Foto destaque: Bomba! Lionel Messi não é mais jogador do Barcelona/Reuters)

Brasil garante 19 medalhas e iguala feito histórico em Olimpíadas

Com a medalha de ouro de Ana Marcela Cunha, na maratona aquática, a prata de Pedro Barros, no skate park e Beatriz Ferreira e Hebert Conceição garantindo no mínimo a medalha de prata, o Brasil conquistou uma marca histórica. Com 19 pódios assegurados, a delegação brasileira chega ao seu melhor desempenho em uma Olimpíada longe de casa, superando o desempenho nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e Pequim, em 2008, quando teve o total de 17 medalhas.


Ana Marcela Cunha é ouro na maratona aquática – Jonne Roriz


Atualmente o Brasil tem 15 medalhas nas Olimpíadas de Tóquio 2020, segue elas:

 

4 medalhas de ouro;

6 medalhas de prata;

9 medalhas de bronze;

https://lorena.r7.com/post/Volei-masculino-Brasil-vence-Japao-por-3-a-0-e-avanca-para-semifinal

https://lorena.r7.com/post/Atletismo-Thiago-Braz-conquista-o-bronze-apos-cinco-anos-fora-da-elite-da-modalidade

https://lorena.r7.com/post/Brasil-ganha-do-Mexico-nos-penaltis-e-vai-para-final-das-Olimpiadas-de-Toquio-2020

 

O dia de glória do Brasil iniciou na madrugada de terça-feira (3), com a medalha de bronze de Alison dos Santos, o ‘Piu’ na pista de atletismo nos 400m com barreiras. Depois foi para os ringues, com o bronze de Abner Teixeira no boxe, e pelas águas, Martine Grael e Kahena Kunze trouxeram o ouro na vela. Mais cedo, pela manhã, Thiago Braz, ouro nos Jogos do Rio-2016, conquistou o bronze no salto com vara.

 

Na quarta-feira (4), o Brasil seguiu conquistando medalhas e finais. No skate park, Pedro Barros brilhou e conquistou a medalha de prata. No boxe feminino, Beatriz Ferreira ganhou de boxeadora finlandesa, garantindo sua vaga na final do torneio. No boxe masculino, Hebert Conceição ganhou do russo Bakshi e garantiu também sua vaga na grande final da competição.


Martine Grael e Kahena Kunze medalha de ouro na vela – Reuters


Além das medalhas já citadas, o Brasil já garantiu mais 3 medalhas, só não sabemos ainda em qual lugar do pódio ficaremos. Os já citados boxeadores brasileiros que garantiram sua vaga na final das Olimpíadas, temos também no futebol masculino, a seleção brasileira se classificou para a final contra a Espanha, que será sábado (7), às 8h30 (horário de Brasília).


Hebert durante luta em Tóquio – Reuters


Com as 16 medalhas conquistadas e as outras três citadas acima já garantidas, faltam duas medalhas para ultrapassar a marca da Rio-206, quando o Brasil conquistou 18 medalhas. A torcida brasileira têm motivos de sobra para acreditar no recorde, com chances no vôlei feminino e masculino, com Isaquias Queiroz, na canoagem individual.

 

Hoje, na quinta-feira (5), o Brasil se encontra na 16ª colocação. A liderança segue com os chineses, seguidos pelos americanos e os japoneses, anfitriões dos Jogos.

 

(Foto destaque: Brasil tem seu melhor início de Olimpíadas e chance de feito histórico – Reprodução/br.bolavip.com)

Brasil vence a Rússia e avança para semifinal das Olimpíadas de Tóquio

Pelas quartas de final do vôlei feminino das Olimpíadas de Tóquio 2020, O Brasil enfrentou a Rússia e venceu por 3 sets a 1, digno de uma das maiores rivalidades do vôlei, com parciais de 23/25, 25/21, 25/19 e 25/22. As lembranças traumáticas em confronto com as russas, como a eliminação na semifinal nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004, eliminações em Mundiais, mas além do troco nas mesmas quartas de final das Olimpíadas de Londres-2012, voltaram a eliminar as russas. A seleção brasileira se mantém invicta na competição e avança para semifinal. A adversária da próxima fase será a Coreia do Sul, que eliminou a seleção turca.


Brasil encara russas nas Olimpíadas – Julio César Guimarães/COB


O início do Brasil no jogo na Arena Ariake foi preocupante, dando parecer que teríamos um final não muito feliz. A seleção começou com Roberta como titular, porém logo sentiu o volume ofensivo da Rússia, que vale lembrar que nesses Jogos Olímpicos estão atuando como Comitê Olímpico Russo (ROC). Nome diferente, mas adversária era nossa antiga conhecida. Já no início as russas abriram 4 pontos de vantagem e após tempo técnico de José Roberto Guimarães, o Brasil foi de pouco a pouco entrando no ritmo da partida. Mas não foi suficiente para passar à frente do placar em nenhum momento do set, que terminou 25 a 23 para as adversárias.

https://lorena.r7.com/post/Brasil-ganha-do-Mexico-nos-penaltis-e-vai-para-final-das-Olimpiadas-de-Toquio-2020

https://lorena.r7.com/post/Volei-masculino-Brasil-vence-Japao-por-3-a-0-e-avanca-para-semifinal

https://lorena.r7.com/post/Atletismo-Thiago-Braz-conquista-o-bronze-apos-cinco-anos-fora-da-elite-da-modalidade

A seleção brasileira iniciou uma reação no início do segundo set, tendo ficado na frente do placar pela primeira vez no jogo (3×2). As russas voltaram para o jogo e retomaram a liderança, abrindo ainda grande vantagem de cinco pontos. O placar chegou a ficar 15 a 10 e o técnico Zé Roberto já havia pedido seu tempo, mas precisava mexer no time. Primeira mexida, ele colocou a levantadora Macris no jogo. Após, na segunda mexida, o comandante botou Rosamaria no jogo, que entrou como oposta no lugar de Tandara. E como funcionou. O Brasil tirou a diferença empatando o jogo em 16 a 16 e a virada veio depois com 18 a 17 e daí em diante, o set foi disputado ponto a ponto.


Rosamaria comemorando vitória do Brasil contra o Comitê Olímpico Russo nas quartas de final dos Jogos de Tóquio – Valentyn Ogirenko

 


O técnico da seleção russa, o italiano Sergio Busato, quis relembrar os tempos controversos da rivalidade entre as seleções. Tentando reverter o momento ruim de suas jogadoras e para tirar o foco das brasileiras, o treinador foi intenso em uma reclamação com o treinador Zé Roberto e, em tempo técnico, incentivou as russas a provocarem as atletas brasileiras. Não adiantou, pois o Brasil manteve a calma e ainda deu um respiro no final do set, fechando o mesmo por 25 a 21. Ficando assim, 1 a 1 em set.

 

O Brasil voltou com a mesma equipe e embalada com a vitória do set passada, abriu 7 a 4 com o ace no saque da central Carol Gattaz e manteve a vantagem em três pontos até a metade do terceiro set. A Rússia se recuperou, voltou para o jogo e até encostou no placar, deixando 15 a 14. Mas o bloqueio brasileiro cresceu, com destaque para Carol. Veio dela o ponto que sacramentou a virada do Brasil em cima da Rússia. No seu nono ponto na partida, fez o ponto que fechou o set em 25 a 19. O Brasil abriu 2 a 1 em set.

 

No set seguinte, a história se repetia. Os ataques potentes dos dois lados, mas as defesas e os bloqueios se destacaram, deixando um jogo pra lá de eletrizante. O Brasil começou melhor e as russas tiveram que correr atrás, deixando tudo igual em 15 a 15 até que virassem o set em ponto de Fedorovtseva. Zé Roberto pediu tempo técnico quando a Rússia colocou dois pontos à frente (17 a 15). Na volta do tempo, a ponta Gabi veio para o jogo mostrando o por que a colocam como uma das jogadoras mais completas da modalidade. 

 

Com a confiança de volta, as brasileiras voltaram a tomar a frente do placar (20 a 19) e ampliaram após bloqueio de Rosamaria, que comemorou muito o ponto. Com a atmosfera de tensão, o Brasil fechou o quarto set por 25 a 22, cravando sua vaga para as semifinais após uma virada incrível.

 

O Brasil volta a quadra para disputar a semifinal das Olimpíadas de Tóquio 2020 na sexta-feira (6), às 9h (horário de Brasília), contra a seleção da Coreia do Sul.

 

(Foto destaque: Brasil vence a Rússia e avança para semifinal das Olimpíadas de Tóquio – Fernando Bizerra/EFE)

Atletismo: Thiago Braz conquista o bronze após cinco anos fora da elite da modalidade

Thiago Braz revelou que dois dias atrás havia sonhado com a prova de hoje. “Dois dias atrás eu tinha sonhado que tinha pego a medalha de bronze. Eu olhei no peito e não gostei muito, porque eu queria a de ouro”. Na manhã de terça-feira (3), o sonho se realizou, infelizmente não foi o ouro como o mesmo queria, mas o atleta voltou ao top 3 da modalidade mesmo após 5 anos fora da elite. O brasileiro que havia conquistado o ouro nas Olimpíadas de 2016, no Rio, conseguiu a medalha de bronze no salto com vara. 


Thiago Braz é bronze no salto com vara . (Reprodução: AFP)


Thiago obteve como sua melhor marca 5,87m. A prata ficou entre o norte-americano Christopher Nilsen, que saltou para 5,97m  e o ouro com o sueco Armand Duplantis, recordista mundial da prova, com 6,02m. Sendo assim, o recorde olímpico de 6,03m, feito no Rio de Janeiro, em 2016, ainda pertence ao brasileiro.

 

Brasil ganha do México nos pênaltis e vai para final das Olimpíadas de Tóquio 2020

Michael, jogador do Flamengo, revela ter tido depressão: ‘Quis me suicidar’

Rebeca Andrade é medalha de ouro e conquista feito histórico nos Jogos Olímpicos

 

O brasileiro é o nono na história do salto com vara em Olimpíadas a somar duas medalhas nos Jogos Olímpicos. Os outros foram o francês Renaud Lavillenie, aquele mesmo que perdeu para Thiago Braz em 2016, os norte-americanos Bob Richards e Bob Seagren, o polonês Tadeusz Ślusarski, o japonês Shuhei Nishida e os soviéticos Igor Trandenkov e Maksim Tarasov.

 

Além disso, em nível nacional, Thiago Braz tornou-se o primeiro brasileiro a chegar ao pódio no atletismo em duas Olimpíadas consecutivas desde Sydney em 2000, quando o velocista André Domingos repetiu a conquista nos 4x100m rasos em Atlanta 1996. O atleta foi prata na prova por equipes na Austrália e bronze nos Estados Unidos.

 

O que muitos não sabem é que desde a conquista do ouro olímpico no Rio, Thiago passou por 5 anos complicados. Lesões, resultados abaixo do esperado, perda de patrocínio, troca de treinadores e local de treino. Foram cinco anos complicados para o atleta, que deixou o brasileiro bem longe da elite do salto com vara. Porém para Thiago Braz nada disso iria fazer diferença em uma final olímpica. Era a chance da volta por cima, e o brasileiro veio com tudo para agarrá-la.

 


Thiago Braz garante medalha de bronze no salto com vara. (Reprodução: Aleksandra Szmigiel/Reuters)


Bastante paciente, sem pular etapas: de 5,55m para 5,70m e 5,80m. Então chegou a horaeio momento principal: o salto de 5,87m. Thiago até encostou no sarrafo, mas ele não caiu. Ele tinha conseguido a melhor marca desde julho de 2019.

 

“Uma resiliência. Em cinco anos, nada foi fácil para mim. Mas eu me superei, ganhei essa medalha, estou trazendo para o Brasil. Com toda felicidade e orgulho no peito”, disse Thiago Braz.

 

(Foto destaque: Atletismo: Thiago Braz conquista o bronze após 5 anos fora da elite da modalidade – Li Ming/Xinhua)

 

Vôlei masculino: Brasil vence Japão por 3 a 0 e avança para semifinal

No vôlei masculino, o Brasil confirmou o favoritismo eliminando os donos da casa, na madrugada desta terça-feira (3) e está classificado para a semifinal das Olimpíadas de Tóquio 2020. A vitória foi por 3 a 0 (25-20, 25-22, 25-20), se colocando mais uma vez entre as quatro maiores potências do vôlei masculino.

 

“A gente tinha na cabeça que o Japão ia se defender e nós tivemos a paciência no momento de dificuldade. Conseguimos fazer o que havíamos pensado e planejado. Agredimos muito no saque e isso complicou a vida deles”, disse Wallace.

 

A semifinal será um reencontro com a seleção da Rússia, na disputa por uma vaga na grande final. Na fase classificatória, o duelo representou a única derrota da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio, um 3 a 0. Nesta madrugada, antes do jogo entre Brasil e Japão, abrindo as quartas de final, os russos passaram com facilidade do Canadá, vencendo por 3 a 0, e o Brasil tem um desafio enorme no caminho para o título olímpico.


Brasil perde para Rússia, em única derrota nas Olimpíadas de Tóquio. (Reprodução: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)


O confronto tem fama de ser quente e muito acirrado, como vimos já em Tóquio. A Rússia ganhou do Brasil na final das Olimpíadas de 2012, em Londres, e os brasileiros se vingaram em casa na semifinal das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

 

Brasil ganha do México nos pênaltis e vai para final das Olimpíadas de Tóquio 2020

Michael, jogador do Flamengo, revela ter tido depressão: ‘Quis me suicidar’

Rebeca Andrade é medalha de ouro e conquista feito histórico nos Jogos Olímpicos

 

“Contra a Rússia, o que faltou foi a cobertura. Óbvio que a gente não estava conseguindo rodar, o bloqueio dos cara é grande e a cobertura às vezes falhava. A gente vai ter que bombardear no saque”, diz Wallace. “É uma semifinal que poderia ser uma final”, completa o mesmo.

 

Em quadra, o Brasil abriu vantagem no início do set e se manteve na frente durante todo tempo, mantendo uma vantagem de três, quatro pontos até fechar em 25-20, com seis pontos de Wallace e dois bloqueios importantes de Lucão.


Bloqueios de Lucão foram importantes para a vitória do Brasil (Reprodução: Jonne Roriz/COB)


No segundo set, o Brasil teve um momento atrás do placar, o técnico Renan Del Zotto rodou o time, colocando Fernando Cachopa no lugar de Bruninho. Lucarelli cresceu no jogo, Thales defendeu bem, e a seleção fechou em 25-23 num desafio pedido pelos brasileiros para ver se a bola tinha entrado ou não. 

 

A equipe brasileira seguiu na frente também no terceiro set, desta vez com maior facilidade de manter o placar e o controle do jogo. Ishikawa pontuava do lado japonês, mas Lucarelli e Leal também apareceram e a vantagem se manteve sempre confortável. O Japão ainda apertou na reta final, mas o Brasil retomou a tranquilidade e fechou o jogo em 25-20. Ishikawa terminou o jogo como o maior pontuador, com 17. Pelo lado brasileiro, 16 pontos para Leal, 13 para Wallace e 12 para Lucarelli.

 

O jogo que decidirá quem vai à final das Olimpíadas de Tóquio, entre Brasil e Rússia, será na quinta-feira (5), às 1h (horário de Brasília).

 

(Foto destaque: Vôlei masculino: Brasil vence Japão por 3 a 0 e avança para semifinal – Divulgação/FIVB)

Brasil ganha do México nos pênaltis e vai para final das Olimpíadas de Tóquio 2020

A seleção brasileira de futebol masculino se classificou hoje (3) para a final das Olimpíadas de Tóquio 2020 após empatar no tempo normal em 0 a 0 e vencer por 4 a 1 nas disputas de pênaltis. O pênalti decisivo foi marcado pelo ex-Flamengo, Reinier.


Reinier faz o pênalti decisivo e bota Brasil na final olímpica – Lucas Figueiredo/CBF


Apesar do Brasil ter tido mais a posse de bola no decorrer dos 120 minutos, o duelo foi muito disputado e nervoso, principalmente na etapa inicial, onde o Brasil criou algumas boas chances, mas todas pararam nas mãos do goleiro Ochoa, a mais perigosas foi no início do jogo quando Claudinho fez um corta-luz para Guilherme Arana parar na intervenção do goleiro do México. A seleção mexicana, sem muita saída, encontrava espaços nos erros do Brasil e se não fosse a linda defesa do goleiro Santos, o México teria aberto o placar nos minutos finais. A equipe comandada por André Jardine ainda teve um pênalti marcado, mas o árbitro desmarcou a decisão após consulta ao VAR.

https://lorena.r7.com/post/Michael-jogador-do-Flamengo-revela-ter-tido-depressao-Quis-me-suicidar

https://lorena.r7.com/post/Rebeca-Andrade-e-medalha-de-ouro-e-conquista-feito-historico-nos-Jogos-Olimpicos

https://lorena.r7.com/post/Brasil-perde-nos-penaltis-para-o-Canada-e-esta-eliminada-das-Olimpiadas-de-Toquio-2020

No segundo tempo, o Brasil continuou com dificuldade para passar por Guillermo Ochoa. Na primeira oportunidade, Antony fez jogada individual pela direita, cortou para dentro, finalizou e parou no goleiro mexicano.

No final do jogo, Daniel Alves cruzou pela direita, e Richarlison cabeceou na trave e quase evitou a prorrogação, na melhor chance do jogo. No rebote, o atacante bateu cruzado, mas ninguém alcançou e não conseguiu completar para o gol.

Na prorrogação, as duas seleções não conseguiram criar quase nada. O Brasil apenas conseguiu chegar em um chute de fora da área de Arana, repetindo o rendimento abaixo da média do tempo regulamentar.

Daniel Alves, Martinelli, Gabriel Guimarães e Reinier converteram as suas cobranças para o Brasil, que teve 100% de aproveitamento. Santos defendeu a cobrança de Aguirre, enquanto Vásquez chutou na trave. Rodríguez acertou o seu pênalti para os mexicanos.


Santos defende pênalti cobrado por Eduardo Aguirre em México x Brasil pelas Olimpíadas – Lucas Figueiredo/CBF


A final das Olimpíadas será no sábado (7), às 8h30, no Estádio Internacional de Yokohama, contra a Espanha. Já a disputa pela medalha de bronze é na sexta-feira (6), às 8h, entre Japão e México, em Saitama.

 

(Foto destaque: Brasil ganha do México nos pênaltis e vai para final das Olimpíadas de Tóquio 2020 – Lucas Figueiredo/CBF)

 

Michael, jogador do Flamengo, revela ter tido depressão: ‘Quis me suicidar’

Contratado sob alta expectativa após ser a Revelação do Brasileirão 2019, Michael rendeu abaixo do esperado em seu início no Flamengo e viveu momentos de agonia no clube. Atualmente, sob o comando de Renato Gaúcho, o atacante passa por uma ótima fase e caiu nas graças da torcida Rubro-Negra. Porém, em 2020, com técnico Jorge Jesus comandando a equipe, o jogador de 25 anos revelou em entrevista ao Canal Barbaridade, nesta sexta-feira (30), ter dito pensamentos suicidas.


Michael ganhou prêmio como a revelação do Brasileiro de 2019 – Reprodução/ESPN


“Eu tive depressão no ano passado, sofri muito com isso. Na época, eu estava no hotel e quis me suicidar. Me veio pensamentos ruins e eu queria saber como era me jogar do prédio. Então, eu gritei por socorro, pela minha mulher, pelo doutor Tanurre, Diego Ribas, Diego Alves, Filipe Luís, o Rafinha, o Marcos Braz também. Eles me fizeram ser querido, ser abraçado. Eles tiveram um cuidado comigo, que ninguém antes tinha feito.”, contou Michael.

 

https://lorena.r7.com/post/Rebeca-Andrade-e-medalha-de-ouro-e-conquista-feito-historico-nos-Jogos-Olimpicos

https://lorena.r7.com/post/Brasil-perde-nos-penaltis-para-o-Canada-e-esta-eliminada-das-Olimpiadas-de-Toquio-2020

 

https://lorena.r7.com/post/Baile-de-Favela-e-podio-das-Olimpiadas-de-Toquio-2020-Rebeca-Andrade-e-medalha-de-prata

 

Na entrevista, Michael disse também que, por algumas vezes, foi encontrado por sua esposa encolhido no chão de madrugada. Na época, não conseguia dormir sozinho. Ele tomou coragem para conversar com Jorge Jesus e expor o problema.

 

“No momento em que eu mais precisei de um amigo, os funcionários do Flamengo estenderam a mão para mim. Deus usa pessoas para te ajudar. Hoje, posso falar que depressão tem cura, pelo menos para mim teve. Eu consigo exercer minha profissão melhor. Teve um dia que não estava conseguindo concentrar e aí cheguei no quarto do Jesus e disse: ‘me manda embora, rescinde meu contrato, sei lá faz o que bem entender’. Eu chorava, não conseguia me expressar direito. Não conseguia dormir sozinho. Ele disse que não me mandaria embora. Me perguntou se eu dormiria bem em casa e disse para eu ir”, relatou o jogador do Flamengo.

 

Michael diz que contou com ajuda médica de psicólogo e psiquiatra e que não tem nenhuma vergonha em expor essa situação. “Por isso, eu comecei a fazer psicólogo, psiquiatra. Hoje, eu continuo fazendo, mas apenas uma vez na semana. Sou muito grato pelo que fizeram por mim. Não tenho vergonha de falar isso porque depressão quase todo mundo tem, mas ninguém quer assumir. Orgulho não serve para nada, só serve para nos matar. A gratidão que eu tenho pelo Flamengo, pelos profissionais principalmente, será para o resto da vida. Quando eu mais precisei de um amigo, o Flamengo estendeu a mão para mim.”

 

O jogador revelou que temeu pelo pior no começo da pandemia, quando precisou ficar isolado. Foi então que percebeu estar melhor e mais confiante para superar a depressão e seguir em frente. “Fiquei sozinho 12, 15 dias e nunca mais tive Síndrome do Pânico”, comentou Michael. O jogador não deixou também de agradecer ao amigo Thiagão, compositor, autor do rap “Setembro Amarelo”, que o ajudou em seus momentos mais complicados.


Sob comando de Renato Gaúcho, Michael da a volta por cima – Alexandre Vidal/Flamengo


Depois de toda turbulência passada, a temporada 2021 de Michael certamente premia sua perseverança, que não desrespeitou o clube em nenhum momento e não desistiu de conquistar a torcida Rubro-Negra. O camisa 19 da Gávea está entre os sete principais goleadores da equipe e é o segundo com mais assistências. Ao todo, o atacante já balançou as redes dos adversários cinco vezes e deu sete assistências para seus colegas de time.

 

 

(Foto destaque: Michael, jogador do Flamengo revela ter tido depressão: ‘Quis me suicidar’ – Alexandre Vidal/Flamengo)

Rebeca Andrade é medalha de ouro e conquista feito histórico nos Jogos Olímpicos

Rebeca Andrade cravou seu nome de vez na ginástica do Brasil, nesse domingo (1), quando se tornou apenas a quarta mulher a conquistar uma medalha de ouro olímpica em competições individuais. As outras a conquistarem esse feito foram: Maurren Maggi, Rafaela Silva e Sarah Menezes. Rebeca, que já havia conquistado a medalha de prata no individual geral, desta vez ganhou o ouro no salto nas Olimpíadas de Tóquio 2020. Entrando na história do esporte brasileiro, ela se tornou a primeira brasileira a conquistar duas medalhas na mesma edição dos Jogos Olímpicos.

 

“Eu não sabia disso, não. Mas eu me sinto muito orgulhosa de mim porque acho que consigo representar toda a força da mulher e é muito gratificante. As pessoas sabem como é difícil estar aqui. Como é difícil trazer duas medalhas. É muito esforço, muito trabalho. Fico muito feliz por representá-las.”, disse Rebeca.


 

Rebeca Andrade se emociona após ouro Olímpico – Foto: Loic Venance/AFP


https://lorena.r7.com/post/Brasil-perde-nos-penaltis-para-o-Canada-e-esta-eliminada-das-Olimpiadas-de-Toquio-2020

https://lorena.r7.com/post/Baile-de-Favela-e-podio-das-Olimpiadas-de-Toquio-2020-Rebeca-Andrade-e-medalha-de-prata

https://lorena.r7.com/post/Goleira-Barbara-discute-com-atleta-paraolimpica-em-rede-social-Acha-que-so-porque-e-deficiente-pode-falar-o-que-quer

 

A ginasta precisou esperar, já que diferentemente dos outros aparelhos, na final do salto cada atleta se apresenta duas vezes. Terceira a se apresentar, pulou direto para a liderança. Rebeca viu suas rivais ficarem com notas abaixo que as suas. Aos poucos, o sorriso abriu no rosto da brasileira até finalmente ter certeza de que ela entrou para história. Com média 15,083 pontos, garantiu o ouro no salto das Olimpíadas de Tóquio.

 

No segundo salto, a brasileira trocou um movimento de 5,4 de nota de partida por um de 5,8, o Amanar. Com execução 9,2, ela recebeu nota 15,000 e ficou com a ótima média de 15,083. Porém, ainda tinha chance de não ser suficiente para a medalha de ouro, porque a próxima a se apresentar, a americana Jade Carey tinha nível para superar isso. Mas para sorte de Rebeca, a americana errou no primeiro salto, recebendo apenas 11,933, e assim dando adeus à disputa pelo pódio.

 

“Usei todas as cartas que eu tinha. Eu saltei dupla [pirueta] e meia, que é uma coisa que as pessoas falavam que eu não ia fazer, porque é ruim para o joelho, mas eu treinei muito, estava preparada. Se eu ficasse pensando nisso [lesões], eu não faria mais ginástica. Eu estou bem, forte, com a mente boa, pronta para fazer. Fui lá e fiz”, explicou Rebeca sobre o seu segundo salto, chamado de Amanar.


 

Rebeca Andrade no seu segundo salto dando o salto Amanar Foto: Jeff Pachoud/AFP


Na sequência, veio o grande susto. A sul-coreana Yeo fez um ótimo salto de nota de dificuldade 6,2 e conseguiu a nota 15,333. Se ela tivesse outro bom salto, sem a necessidade de ser ótimo, ficava na frente de Rebeca. Mas na segunda apresentação o movimento foi bem mais simples e, mesmo se o acertasse, Yeo não passaria a brasileira. A sul-coreana errou e não passou. Aí era apenas esperar as apresentações das demais atletas, para a confirmação do ouro Olímpico.


Rebeca Andrade ganhou a medalha de ouro na prova do salto; a norte-americana Mykayla Skinner foi prata e a sul-coreana Seojong Yeo foi bronze LOIC VENANCE / AFP


Vale lembrar que a prova não contou com Simone Biles, que havia passado para a final com a primeira colocação nas eliminatórias e era a favorita para o ouro. A americana, considerada a melhor ginasta do mundo, sentiu-se mal durante a apresentação no salto na final por equipes e pensando na sua saúde mental, optou por desistir da competição.

 

Rebeca ainda pode entrar mais ainda na história do esporte brasileiro, já que amanhã (2), às 6h (horário de Brasília), a ginasta tem a final do solo, onde também briga por pódio Olímpico, mas em uma disputa bem mais aberta.

 

(Foto destaque: Rebeca Andrade é medalha de ouro e conquista feito histórico nos Jogos Olímpicos – Laurence Griffiths/Getty Images)

Brasil perde nos pênaltis para o Canadá e está eliminada das Olimpíadas de Tóquio 2020

É o fim do ciclo da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Na manhã desta sexta-feira (30), o Brasil perdeu na disputa de pênaltis para o Canadá. Após uma partida onde as seleções alteraram bastante o domínio, o placar final foi de 0 a 0, com destaque para o sistema defensivo brasileiro, principalmente para a zagueira Rafaelle. 

 

A partida foi para as penalidades máximas e terminou com o triunfo das canadense por 4 a 3. Bárbara, que vinha sendo criticada por suas atuações, pegou o pênalti da canadense Sinclair, mas Rafaelle, uma das melhores em campo, errou o pênalti decisivo que eliminou a seleção brasileira.Pelo Brasil, Marta, Debinha e Érika acertaram os pênaltis, mas Andressa Alves e Rafaelle pararam na heroína da disputa de pênaltis, a goleira Stephanie Labbe. Já para o Canadá, todas as jogadoras exceto Sinclair marcaram: Jessie Fleming, Ashley Lawrence, Adriana Leon e Vanessa Gilles.

https://lorena.r7.com/post/Baile-de-Favela-e-podio-das-Olimpiadas-de-Toquio-2020-Rebeca-Andrade-e-medalha-de-prata

https://lorena.r7.com/post/Ex-BBB-Arthur-Picoli-sera-jogador-do-Flamengo

https://lorena.r7.com/post/Tecnico-alemao-de-ciclismo-deixa-as-Olimpiadas-depois-de-fala-racista


Stephanie Labbé defendeu duas cobranças do Brasil na disputa de pênaltis (Foto: Koki Nagahama/Getty Images)


Marta, camisa 10 e craque da seleção brasileira não fez um bom jogo contra o Canadá e muito por opção da técnica Pia. Na primeira etapa, Marta ficou muito presa a sua função de meia pelo lado esquerdo, tendo a responsabilidade de ajudar na recomposição defensiva da seleção, já que as adversárias conseguiram criar muito por aquele setor. Sem a aproximação de Tamires nas investidas ofensivas, a camisa 10 não conseguiu criar jogadas. Na segunda etapa, Marta jogou mais solta, caindo até para o lado direito, mas o desgaste era nítido e atrapalha nas decisões das jogadas. Na prorrogação, já bastante cansada não conseguiu contribuir para a seleção.


Marta lamenta eliminação do Brasil (Foto: REUTERS/Amr Abdallah Dalsh)


Aos 35 anos, Marta já disputou cinco vezes as Olimpíadas e se tornou em Tóquio a primeira jogadora a marcar um gol em cinco edições dos Jogos Olímpicos. Após o jogo, Marta deu entrevista e disse não saber se vai ou não continuar atuando pela seleção brasileira.

 

“Não sei, não posso te dar essa resposta agora, estou com a cabeça a mil, vou deixar essa resposta para depois. Não dá para dizer no momento, estou muito emocionada. Peço para as pessoas não apontarem o dedo para ninguém, se tiver que apontar para alguém apontem para mim, já estou acostumada.”, disse Marta na saída de campo.

 

Marta se emocionou ao prestar homenagem a sua colega de longa data, Formiga. Que está se despedindo das Olimpíadas com 43 anos e após disputar sete edições do torneio.“Inspiração para todas as meninas, poderia ter tido um final mais feliz”


Formiga durante partida contra o Canadá pelas Olimpíadas de Tóquio; ela atuou até os 27 minutos do segundo tempo – Foto: Sam Robles/CBF


A rainha Marta, que luta muito pela igualdade do futebol feminino, pediu a todos que não desistam da modalidade: “O futebol feminino não acaba aqui”.

 

A semifinal será na segunda-feira (2), às 8h, no Estádio Internacional de Yokohama. entre Estados Unidos e Canadá. Vale lembrar que para o Brasil, é apenas a segunda vez na história em que a seleção não entra na disputa por uma medalha desde a chegada do futebol feminino aos Jogos Olímpicos há seis edições.

 

(Foto destaque: Brasil perde nos pênaltis para o Canadá e está eliminada das Olimpíadas de Tóquio 2020 – Sam Robles/CBF)