O poder e a tecnologia por trás do Domo de Ferro

Em meio a uma crescente tensão no Oriente Médio, Israel mais uma vez depende de seu sofisticado sistema de defesa antimísseis, o Domo de Ferro, para proteger sua população. Este escudo tecnológico tem sido vital para o país, especialmente diante de ataques iminentes de mísseis balísticos, drones e mísseis de cruzeiro que o Irã pode lançar.

Desenvolvido em parceria com os Estados Unidos, Domo de Ferro, protege o país de ataques aéreos, incluindo mísseis balísticos e drones, desde 2011, o sistema combina radares avançados e mísseis interceptores para neutralizar ameaças antes que alcancem áreas urbanas. Com uma taxa de interceptação de 90%, ele é essencial para a segurança israelense, apesar de seu alto custo operacional.


Taxa de interceptação do Domo de Ferro chega a 90%(Foto:Reprodução/Anadolu/Getty Images embed)


A História por trás do Domo de Ferro

O desenvolvimento do Domo de Ferro começa em 1986, o Ministério da Defesa de Israel, em parceria com os Estados Unidos, iniciou as primeiras pesquisas para criar um sistema de defesa que atendesse às necessidades específicas do país. A ideia era ter uma ferramenta capaz de interceptar ameaças aéreas e proteger a população, sobretudo em áreas urbanas.

O Domo de Ferro, como o conhecemos hoje, começou a ser desenvolvido em 2007 pelas empresas Rafael Advanced Defense Systems e Israel Aerospace Industries. Em abril de 2011, ele provou sua eficácia ao derrubar seu primeiro míssil direcionado a uma cidade israelense.

Como funciona o Domo de Ferro

O sistema funciona com base em uma combinação de tecnologia de ponta e estratégia. Utilizando radares avançados, o Domo de Ferro consegue detectar ataques inimigos em tempo real. Ao identificar um míssil, a tecnologia calcula sua trajetória e, se perceber que ele pode atingir uma área populacional, o sistema lança um míssil interceptor.

Esse míssil interceptador, projetado para neutralizar o míssil inimigo em pleno ar, garante que a ameaça não atinja o solo. O sistema é móvel, ou seja, pode ser implantado em qualquer lugar do país, tornando-se uma peça fundamental na defesa israelense.


Desempenho, eficiência e futuro da defesa de Israel

Com uma taxa de sucesso de aproximadamente 90%, o Domo de Ferro é um dos sistemas de defesa mais eficientes do mundo. Apesar do alto custo, o Domo de Ferro tem sido crucial para proteger a população israelense de ataques aéreos. Seu desenvolvimento contínuo, apoiado pelos Estados Unidos, permite que o sistema evolua e se adapte às novas ameaças, como drones e mísseis balísticos.

Diante de uma ameaça crescente, Israel continua investindo em sua defesa aérea. Além do Domo de Ferro, o país possui outros sistemas de defesa, como o “Arrow” e o “David’s Sling”, que atuam em conjunto para garantir uma proteção ainda mais robusta.

Ministério da Fazenda oficializa empresas de apostas autorizadas no país

Na noite desta terça-feira (1º), o Ministério da Fazenda regulamentou o mercado das apostas online no Brasil. A pasta divulgou a aguardada lista de bets autorizadas a operar no país, envolvendo 89 empresas que irão administrar 193 plataformas de apostas. Empresas que não conseguiram a autorização terão seus serviços interrompidos, com um prazo de dez dias para que usuários possam sacar valores restantes.


A nova regulamentação do mercado de apostas traz mais segurança e proteção aos usuários (Foto: Reprodução/Washington Costa/Flickr/Ministério da Fazenda)

O anúncio, feito pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA-MF), marca uma nova etapa para garantir maior segurança jurídica e proteção aos apostadores. Empresas que não conseguiram a autorização terão seus serviços interrompidos, com um prazo de dez dias para que usuários possam sacar valores restantes.

Regulação do mercado de apostas esportivas avança no Brasil  

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a necessidade de enfrentar o que ele chamou de “problema social grave“, referindo-se às consequências do descontrole no mundo das apostas. A regularização do mercado de apostas esportivas tem sido uma das prioridades da equipe econômica do governo, visando não só combater a informalidade, mas também mitigar o impacto social desse setor.

Regis Dudena, secretário de Prêmios e Apostas, complementou, afirmando que a regulamentação “traz mais segurança tanto para a sociedade quanto para as empresas que desejam operar legalmente no Brasil, protegendo a saúde mental e financeira dos jogadores”.

Empresas liberadas para atuar no Brasil e em estados específicos


Divulgação de uma lista de bets autorizadas no Brasil (Foto/Reprodução/Rb Story/Pinterest)

O Ministério da Fazenda divulgou duas listas de empresas. A primeira, em âmbito nacional, contempla 89 empresas que irão operar 193 plataformas de apostas. Essas empresas já estão autorizadas a atuar em todo o território brasileiro. A medida faz parte de um esforço contínuo de regularização, oferecendo aos apostadores mais confiança nas plataformas em que realizam suas apostas.

Essas plataformas agora atuam sob as regras estabelecidas pelo governo, o que inclui maior controle financeiro, transparência nas operações e prevenção de problemas relacionados ao vício em jogos de azar.

Além da lista nacional, o Ministério divulgou uma segunda lista, voltada para empresas autorizadas a operar em estados específicos. Nessa lista, foram identificadas seis empresas que têm permissão para manter apenas uma operação local, ou seja, uma plataforma de apostas por estado.

Relação de algumas bets autorizadas no país

  • Pixbet Soluções Tecnológicas Ltda – PixBet, Flabet e Bet da Sorte;
  • Kaizen Gaming Brasil Ltda – Betano;
  • Superbet Interactive Brasil Ltda (SPRBT) – Superbet, Magicjackpot e Luckydays;
  • MMD Tecnologia, Entretenimento e Marketing Ltda – ReidoPitaco e Pitaco;
  • Ventmear Brasil S.A. – Sportingbet e Betboo;
  • Big Brazil Tecnologia – Caesar’s e JogaBet;
  • NSX Brasil S.A. – Betnacional, Mr. Jack Bet e Pagbet;
  • Apollo Operations Ltda – KTO;
  • Simulcasting Brasil Som e Imagem S.A. – Betsson;
  • Galera Gaming Jogos Eletrônicos S.A. – Galera Bet;
  • Blac Jogos Ltda – SportyBet;
  • EB Intermediações e Jogos S/A – EstrelaBet;
  • Betfair Brasil Ltda – Betfair e PokerStars;
  • OIG Gaming Brasil Ltda – 7 Games, Betão e R7;
  • NVBT Gaming Ltda – Novibet;
  • Seguro Bet Ltda – SeguroBet;
  • GameWiz Brasil Ltda – ijogo, fogo777, p9, 9f, 6r e bet.app;
  • HS do Brasil Ltda – Bet365;
  • Aposta Ganha Loterias Ltda – Aposta Ganha;
  • Futuras Apostas Ltda – Brazino777;
  • Sorento Bay Ltda – Betway, Jackpot City, Spin Palace;
  • H2 Licensed Ltda – SeuBet e H2 Bet;
  • SC Operating Brasil Ltda – VBet e Vivaro;
  • CDA Gaming Ltda – Casa de Apostas e Bet Sul;
  • Fast Gamings S.A. – BetFast, Faz1bet e Tivobet;
  • Suprema Bet Ltda – SupremaBet, MaximaBet e XPGames;
  • Betesporte Aposta Online Ltda – Betesporte e Lance de Sorte;
  • King Panda Group Ltda – King Panda;
  • Boa Lion S.A. – Leo Vegas e Royal Panda;
  • Betspeed Ltda – Betspeed;
  • Levante Brasil Ltda – Sorte online e Lottoland;

Empresas autorizadas em seus estados

1. BETPR Concessionária de Loterias do Estado do Paraná SPE LTDA
Estado: Paraná
Site: pr.apostou.com
2. WLC Paraná Exploração de Jogos e Apostas SPE LTDA
Estado: Paraná
Site: parana.bplay.com.br
3. GAEV Concessionária de Loterias do Estado do Paraná SPE LTDA
Estado: Paraná
Site: pr.betplay.bet
4. SPE Pix Bet Soludges Concessionária de Loterias do Estado do Paraná SPE LTDA
Estado: Paraná
Site: pr.pixbet.com.br
5. Concessionária de Loterias do Estado do Paraná Laguna Serviços e Tecnologia LTDA
Estado: Paraná
Site: nossabet.com.br
6. Embralote Concessionária de Serviços Lotéricos do Maranhão SPE S/A
Estado: Maranhão

Novas regras aprovadas pela CNJ preveem redução das reclamações trabalhistas

Na última segunda-feira (30), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou novas regras que prometem reduzir as reclamações trabalhistas na Justiça. Sob a presidência do ministro Luís Roberto Barroso, a iniciativa visa estabilizar o cenário de litígios no Brasil, impactando a formalização de empregos e incentivando novos investimentos.


CNJ busca simplificar a resolução de disputas trabalhistas com a nova medida (Foto: reprodução/Gil Ferreira/CNJ)

O CNJ aprovou uma resolução que impede futuras reclamações trabalhistas sobre acordos homologados pela Justiça do Trabalho. A norma será válida para negociações acima de 40 salários mínimos e busca trazer mais previsibilidade para as relações de trabalho.

Menos processos, mais segurança para investimentos

A medida aprovada pelo CNJ tem como foco reduzir a excessiva quantidade de processos trabalhistas no Brasil, já que a mesma afeta diretamente a formação de novas vagas de empregos formais e cria um ambiente de incerteza para novos investimentos.

“Um ambiente de trabalho mais previsível e com menos disputas judiciais é fundamental para atrair mais investimentos e gerar empregos de maior qualidade”, afirmou Barroso durante a sessão de aprovação da medida. Ele ressalta que, ao garantir que os acordos entre empregadores e empregados homologados pela Justiça do Trabalho sejam considerados quitação final, evita-se o ingresso de novas reclamações.

Impacto direto na Justiça do Trabalho


Novas regras são apresentadas em sessão da CNJ (Foto: reprodução/Luiz Silveira/CNJ)

A nova regra se aplica, inicialmente, a negociações que envolvem valores superiores a 40 salários mínimos, que representam grande parte dos acordos homologados em 2023. A resolução promete desafogar a Justiça do Trabalho, que voltou a registrar números elevados de processos pendentes. Segundo Barroso, o Brasil chegou a reduzir o número de processos entre 2018 e 2019, mas voltou a observar um aumento nos últimos anos, com 5,4 milhões de casos em 2023.

Essa retomada de processos na Justiça dificulta a resolução rápida de conflitos trabalhistas, ampliando o tempo e o custo de resoluções, o que pode desestimular tanto empregadores quanto empregados a buscarem uma solução fora dos tribunais.

Como funcionará a nova norma

A norma aprovada pelo CNJ estabelece que os acordos entre as partes, sejam eles resultado de uma negociação direta ou de mediação pré-processual, uma vez homologados pela Justiça do Trabalho, são considerados quitação final. Ou seja, após esse ponto, fica vedada qualquer nova reclamação trabalhista relacionada ao conteúdo do acordo.

Barroso acredita que essa medida trará mais segurança jurídica para empregadores e empregados, permitindo que eles resolvam suas disputas de maneira definitiva e sem receios de novas ações no futuro. Além disso, essa abordagem deve simplificar a relação trabalhista e, consequentemente, reduzir o número de litígios.

China revela traje espacial avançado para missão lunar até 2030

No último sábado (28), a China revelou seu novo traje espacial, projetado para suportar as duras condições da superfície lunar. A novidade faz parte dos preparativos para a missão tripulada à Lua, prevista para ocorrer até 2030, consolidando a posição do país como um dos grandes players da exploração espacial.


Traje espacial chinês para uma missão histórica na Lua. Foto: Reprodução/Zhou Yi/China News Service

A China deu um passo importante em sua corrida espacial ao apresentar o traje que seus astronautas usarão para explorar a Lua. Equipado com tecnologias de última geração, como câmeras de curto e longo alcance e visor à prova de brilho, o traje foi projetado para lidar com as temperaturas extremas, poeira e radiação lunar. A revelação do traje marca um avanço no programa espacial chinês, que visa estabelecer uma estação de pesquisa lunar até 2040.

Traje chinês para 2030

O anúncio feito pela Agência Espacial Tripulada da China (CMSA) no último fim de semana, atraindo atenção global: um traje vermelho e branco foi projetado para enfrentar temperaturas extremas, radiação e a poeira da Lua, sendo apenas algumas das adversidades que os astronautas enfrentarão durante a missão. As temperaturas lunares variam drasticamente, de 121°C durante o dia a -133°C à noite, conforme dados da Nasa.

O traje vem equipado com câmeras de curto e longo alcance, um console de operações e um visor de capacete à prova de brilho, proporcionando aos astronautas maior segurança e flexibilidade.

Tecnologia e estética


China revela traje espacial lunar projetado para missão até 2030 (Foto: Reprodução/Zhou Yi/China News Service)

Além de sua funcionalidade, o traje chinês também impressiona pelo design. Segundo a mídia estatal chinesa, as listras vermelhas nos braços foram inspiradas nas divindades voadoras da arte antiga de Dunhuang, enquanto as listras nas pernas lembram as chamas dos foguetes. De acordo com Wang Chunhui, um dos designers, as proporções foram ajustadas para os astronautas parecerem “fortes e majestosos” ao pisarem na Lua.

O traje foi testado por renomados astronautas chineses, como Zhai Zhigang e Wang Yaping, que demonstraram sua capacidade de subir escadas e realizar movimentos complexos enquanto usavam o traje.

Futuro da exploração e competição com os Estados Unidos

A missão lunar faz parte de um plano mais amplo, que inclui a construção de uma estação de pesquisa internacional no polo sul lunar até 2040. A nave espacial que levará os astronautas foi batizada de Mengzhou, ou “Navio dos Sonhos”, enquanto o módulo de pouso recebeu o nome de Lanyue, ou “Abraçando a Lua”.

Nos últimos anos, a China já realizou missões lunares robóticas de sucesso e se consolidou como uma potência no setor espacial. Além dos avanços científicos, o espaço se tornou uma área de competição estratégica para nações como os EUA, que também planejam enviar astronautas à Lua em breve, embora seu cronograma tenha sido adiado para 2026 com a missão Artemis III.

O programa espacial chinês foi destacada por figuras internacionais, como Elon Musk, que comparou o progresso chinês com os desafios enfrentados nos EUA devido a questões burocráticas. Enquanto isso, a China segue avançando com ambições claras para os próximos anos.

Cientistas pedem supervisão global para evitar riscos da inteligência artificial

Em uma declaração conjunta feita em 16 de setembro de 2024, cientistas pioneiros da inteligência artificial alertaram sobre os riscos catastróficos que a tecnologia pode trazer no futuro. Eles defendem criar um sistema global de supervisão para garantir que a IA não ultrapasse o controle humano e que seus possíveis impactos negativos sejam contidos.


A evolução acelerada da IA levanta questões sobre o controle humano (Foto: reprodução/cottonbro studio/Pexels)

Segundo os especialistas, que lideram o campo, pedem por uma regulamentação global, para assegurar que a IA permaneça sob controle humano, sendo usada de maneira segura e a favor do bem-estar coletivo.

Urgência de uma regulamentação global

Em uma reunião em Veneza, cientistas responsáveis por avanços no campo da inteligência artificial lançaram um alerta sério. Com a velocidade com que a tecnologia está progredindo, há uma preocupação crescente de que os sistemas de IA possam, em breve, ultrapassar o controle humano. Segundo esses especialistas, sem uma supervisão global e mecanismos claros para lidar com riscos iminentes, os perigos podem ser catastróficos.

A inteligência artificial já está profundamente enraizada em nossas vidas — de assistentes virtuais a automóveis autônomos, a IA está em praticamente tudo. No entanto, sua evolução rápida trouxe a tona questões éticas e de segurança. “Quem vai intervir se, em alguns meses, sistemas começarem a se autoaperfeiçoarem autonomamente?”, questiona a cientista Gillian Hadfield, uma das líderes do diálogo sobre segurança em IA.

Perda de controle e os perigos futuros


 IAs avançam rapidamente, levantando preocupações sobre segurança (Foto: reprodução/pratique.fr/Pinterest)


Entre as principais preocupações levantadas está a possibilidade de que a IA se desenvolva a ponto de perdermos o controle sobre ela. A criação de sistemas que poderiam se copiar ou enganar seus criadores foi citada como um dos maiores riscos. Nesse cenário, uma “perda de controle humano” sobre a tecnologia poderia gerar um impacto devastador. 

Os cientistas não estão pedindo uma parada no desenvolvimento da IA, mas sim a criação de um sistema de supervisão internacional. A ideia é que cada país tenha uma autoridade responsável por monitorar os sistemas de IA, e essas autoridades trabalharão juntas para identificar sinais de alerta que indiquem potenciais riscos, como a autonomia excessiva das máquinas.

Apelo global e o futuro da IA

Os líderes dessa iniciativa incluem nomes de peso como Yoshua Bengio, Andrew Yao e Geoffrey Hinton, todos vencedores do Prêmio Turing, equivalente ao Nobel da computação. Eles defendem que as conversas sobre os riscos da IA sejam feitas de maneira aberta e colaborativa, reunindo cientistas de diferentes partes do mundo. Durante a reunião em Veneza, foram discutidas propostas para alinhar governos e empresas a respeito da segurança no desenvolvimento da tecnologia.

A carta também contou com a assinatura de cientistas chineses, britânicos, canadenses e de outros países, destacando a importância de um esforço conjunto em um momento de tensões geopolíticas, especialmente entre os Estados Unidos e a China.

Fu Hongyu, diretor de governança de IA no instituto de pesquisa da Alibaba, destacou que, diferentemente de outras tecnologias, a inteligência artificial continua em rápida transformação. “Ninguém sabe como será o futuro da IA”, afirmou. Esse grau de incerteza torna a regulação ainda mais complexa e urgente, já que, sem uma coordenação internacional, os riscos podem ser difíceis de conter.

Apostas online terão regras rígidas para proteger usuários, diz Haddad

Nesta quarta-feira (25), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a regulamentação das apostas online será feita de forma similar à regulação do cigarro, com foco na proteção de indivíduos vulneráveis e no controle de práticas que possam levar à dependência. A medida prevê a proibição do uso de cartão de crédito nas apostas e a implementação de sistemas que alertem para comportamentos de risco.


Fernando Haddad compara apostas online ao cigarro (Foto: reprodução/Palácio do Planalto/Flickr)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o objetivo não é incentivar as apostas, mas estabelecer normas que protejam os usuários e assegurem a tributação das empresas do setor.

Controle sobre as apostas online

A regulamentação das apostas online, que foi “legalizada” em 2018, finalmente está ganhando forma após anos de inércia legislativa. O ministro Fernando Haddad afirmou que o governo está tratando o tema com a seriedade necessária para evitar uma epidemia de dependência do jogo. Ele foi enfático ao comparar o processo regulatório das apostas com o controle do cigarro, alertando sobre os riscos à saúde mental que a prática pode representar.

“A linha entre entretenimento e dependência é muito tênue”, destacou Haddad durante a 3ª edição da J. Safra Brazil Conference 2024, em São Paulo. Nesse sentido, ele revelou que a Fazenda e o Ministério da Saúde estão trabalhando em conjunto para desenvolver políticas eficazes de prevenção à dependência em jogos. O uso de cartão de crédito para apostas será proibido, e o CPF de cada apostador será monitorado de forma sigilosa para identificar possíveis sinais de vício.

Demora na regulamentação


Nova tributação sobre apostas online começará em 2024 (Foto: reprodução/Dribble/Pinterest)

Haddad também criticou o atraso na regulamentação das bets, uma lei aprovada em 2018 que deveria ter sido implementada em dois anos. “Ninguém fez nada, nem em dois, nem em quatro anos”, lamentou o ministro. Ele destacou que o governo atual enviou uma medida provisória em 2023, que acabou caducando, mas o Congresso finalmente aprovou um projeto de lei no final do mesmo ano, com um prazo de seis meses para regulamentação.

Esse tempo perdido, segundo Haddad, poderia ter sido melhor utilizado para organizar o setor e arrecadar tributos. “Perdemos cinco anos”, enfatizou. O Banco Central revelou que, de janeiro a agosto deste ano, as empresas de apostas online movimentaram cerca de R$ 20 bilhões, dos quais apenas 15% foram efetivamente tributados. Isso indica uma grande evasão fiscal que o novo modelo de regulamentação pretende corrigir. A partir de 2024, as empresas deverão pagar 12% de imposto sobre sua arrecadação.

Combate à dependência será prioridade

A regulamentação não se trata apenas de organizar o mercado e recolher impostos, mas também de enfrentar os impactos sociais e psicológicos das apostas, que podem gerar dependência. O sistema de controle proposto por Haddad visa alertar para comportamentos de risco e agir preventivamente em casos de apostadores compulsivos.

Haddad explicou que a ideia é criar um “sistema de alerta” para identificar pessoas em situação de vulnerabilidade psicológica. “Tudo será feito de maneira sigilosa, e ninguém terá acesso aos dados dos apostadores. O objetivo é cuidar da saúde dessas pessoas e evitar que a dependência cresça sem controle”, afirmou o ministro.

Tributação das apostas começa em 2024

A lei aprovada pelo Congresso prevê a tributação de 12% sobre a arrecadação das empresas de apostas a partir do próximo ano. Com isso, o governo pretende garantir que parte desse fluxo de dinheiro seja revertido em impostos para o país. Hoje, segundo Haddad, o setor está “zerado” em termos de tributação, e ele mencionou que se trata de uma espécie de “Perse” — programa que isentava impostos de empresas afetadas pela pandemia.

A regulamentação das bets busca, portanto, um equilíbrio entre o entretenimento e a responsabilidade social, combatendo a dependência e garantindo que o Estado arrecade o valor devido para reinvestir em saúde pública e educação.

Brasileiros gastam R$ 20 bilhões por mês em apostas online

Nos primeiros oito meses de 2024, os brasileiros movimentaram cerca de R$ 20 bilhões por mês em apostas online, segundo dados levantados pelo Banco Central nesta terça-feira (24). A prática, que já envolve cerca de 24 milhões de pessoas físicas, passará por regulamentação a partir de janeiro de 2025, o que promete trazer mais controle e fiscalização ao setor.


Apostas online movimentam bilhões de reais no Brasil em 2024 (Foto: reprodução/Rawel/Freepik)

As apostas online têm crescido de forma acelerada no Brasil, com valores surpreendentes sendo movimentados todos os meses. De acordo com um levantamento recente do Banco Central, os brasileiros gastaram cerca de R$ 20 bilhões por mês em jogos de azar e apostas online entre janeiro e agosto de 2024. Esse valor é impulsionado por 24 milhões de pessoas físicas que realizaram, pelo menos uma vez no período, uma transferência via Pix para participar das apostas.

Perfil do apostador

O estudo mostrou que o perfil do apostador é diversificado, com destaque para os jovens entre 20 e 30 anos, embora a prática se espalhe por várias faixas etárias. Curiosamente, o valor médio das transferências aumenta com a idade. Enquanto os mais jovens gastam cerca de R$ 100 mensais em apostas, apostadores mais velhos chegam a ultrapassar R$ 3.000 por mês.

Essa participação massiva se dá, em grande parte, pela facilidade de pagamento via Pix, que eliminou barreiras para a entrada dos apostadores nos sites de jogos. No entanto, a ausência de uma regulamentação mais rígida até o momento tem gerado preocupações, principalmente em relação à lavagem de dinheiro e ao controle dos gastos dos usuários.

Regulamentação prevista para 2025


Governo promete fiscalização com a regulamentação das apostas online (Foto: reprodução/Master1305/Freepik)

Com a aprovação de uma lei no final de 2023, o governo estabeleceu novas regras para as apostas online, que entram em vigor em janeiro de 2025, as casas de apostas terão que estar hospedadas no Brasil, facilitando o monitoramento e a fiscalização, segundo o governo.

Régis Dudena, secretário de prêmios e apostas do Ministério da Fazenda, destacou em entrevista ao programa Fantástico que a regulamentação permitirá ao governo um controle mais eficaz sobre os meios de pagamento utilizados pelos apostadores e sobre os valores movimentados pelas casas de apostas. Ele ainda ressaltou que “haverá regras de proteção ao apostador, além de medidas para combater a lavagem de dinheiro no setor”.

Impactos e expectativas da regulamentação

Com as novas diretrizes, o governo espera não apenas melhorar a fiscalização das apostas online, mas também ampliar a arrecadação de impostos, uma vez que as casas de apostas estarão sujeitas a tributos. Hoje, a maioria dos sites opera de fora do país, dificultando a cobrança de taxas e impostos sobre os lucros gerados no Brasil.

O relatório do Banco Central ainda será aprofundado para trazer mais detalhes sobre o impacto econômico e social das apostas online no Brasil. O estudo foi solicitado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), que tem buscado trazer mais transparência para o setor.

Estudo revela a quantidade de recursos naturais usados pelo ChatGPT

Um levantamento divulgado na última quarta-feira (18), pelo Washington Post, mostrou o quanto de água e energia elétrica um chatbot como o ChatGPT, baseado no modelo GPT-4, gasta para gerar um simples e-mail com 100 palavras. O impacto ambiental dos chatbots vai além do uso de eletricidade, com quantidades consideráveis de água sendo utilizadas para manter os servidores resfriados.


ChatGPT consome cerca de 519 ml de água para gerar um simples e-mail (Foto: reprodução/Haans/Pixabay)

Chatbots de inteligência artificial, como o ChatGPT, consomem grandes quantidades de água e eletricidade para processar comandos simples, como a geração de um e-mail de 100 palavras. Um estudo revelou que o consumo de água para cada resposta pode chegar a 519 ml, enquanto a eletricidade utilizada equivale a manter 14 lâmpadas de LED acesas por uma hora. O impacto ambiental é ainda mais significativo quando esse uso se acumula ao longo do tempo.

Quantidade de água utilizada por um Chatbot

Segundo a pesquisa feita pelo Washington Post, em parceria com pesquisadores da Universidade da Califórnia, para gerar um e-mail simples de até 100 palavras, um chatbot como o ChatGPT consome um volume expressivo de água, essencial para o resfriamento dos servidores que processam as informações nos data centers. Esses centros de processamento utilizam sistemas de resfriamento com água para impedir o superaquecimento dos servidores que executam milhões de cálculos por segundo. A cada comando dado ao ChatGPT, como responder a uma pergunta ou gerar texto, os servidores aumentam sua temperatura, e o uso de água torna-se indispensável.

Ao longo de um ano, se o ChatGPT for usado para gerar um e-mail desse tipo uma vez por semana, o consumo de água chega a impressionantes 27 litros. Essa quantidade pode parecer pequena individualmente, mas se multiplicada pelos milhões de comandos que os chatbots processam diariamente, o impacto se torna enorme.

O consumo de eletricidade e sua comparação


A eletricidade usada para criar um e-mail no ChatGPT é suficiente para acender 14 lâmpadas de LED (Foto: reprodução/RonLach/Pexels

Além do uso de água, o ChatGPT também consome uma quantidade significativa de energia elétrica. Para gerar o mesmo e-mail de 100 palavras, o chatbot gasta 0,14 kWh, o que seria suficiente para manter 14 lâmpadas de LED acesas por uma hora. Em um ano, esse uso semanal representaria 7,5 kWh, o equivalente ao consumo de nove casas em uma hora.

Embora esses números possam parecer abstratos, eles evidenciam a carga que esses sistemas colocam sobre a infraestrutura elétrica global, especialmente com o aumento no uso de IA em vários setores.

A importância do resfriamento nos data centers

O grande consumo de água e eletricidade nos chatbots não vem da própria geração de respostas, mas do ambiente onde eles operam: os data centers. Essas salas de computadores precisam de condições controladas para que o calor gerado pelas máquinas não comprometa seu funcionamento. Muitos desses centros recorrem a sistemas de resfriamento por água, explicando a quantidade significativa de recursos hídricos utilizada.

A pesquisa feita pela Universidade da Califórnia indica que, embora os números variem conforme a localização do data center e o modelo utilizado, os impactos ambientais são sempre elevados.

Defesa de Gusttavo Lima classifica ordem de prisão preventiva como injusta

Nesta segunda-feira (23), a juíza Andrea Calado da Cruz, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, determinou a prisão preventiva de Gusttavo Lima. A decisão é parte da Operação Integration, que investiga lavagem de dinheiro por meio de plataformas de jogos on-line. A defesa do cantor alega que a ordem de prisão é injusta e infundada, destacando que medidas cabíveis já estão sendo tomadas.


Gusttavo Lima e família em frente ao avião comprado de invetigados (reprodução/Instagram/@andressasuita)

A justiça de Pernambuco decretou sua prisão preventiva, além de determinar a suspensão de seu passaporte e certificado de porte de arma. Decisão que apura um esquema de lavagem de dinheiro em plataformas de apostas on-line, com o envolvimento de diversos empresários e influenciadores, como Deolane Bezerra.

Decisão que abalou o sertanejo

Segundo a decisão judicial, o cantor teria relação próxima com um dos investigados, sendo apontado como sócio de uma empresa envolvida no esquema. A carona que Gusttavo deu a outro investigado e sua esposa para a Grécia, além da venda de uma aeronave, foram citados como provas de envolvimento.

A decisão foi um desdobramento da Operação Integration, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro em plataformas de jogos on-line. O cantor é acusado de ligação com foragidos e de negociar a venda de um avião com uma das empresas investigadas. Em nota, sua defesa rebateu as acusações, alegando que a decisão é injusta e acredita que a inocência do artista será comprovada.

Defesa e próximos passos no caso


Futuro de cantor é incerto após decisão judicial (reprodução/Instagram/@gusttavolima

Pouco depois da divulgação da ordem de prisão, a assessoria de imprensa de Gusttavo Lima se manifestou. Em nota, a defesa do cantor classificou a decisão como “injusta” e “sem fundamentos legais”. A equipe jurídica garantiu que o cantor não tem nenhuma relação com a operação e a venda do avião seguiu todos os trâmites legais.

A defesa ressaltou ainda que “a inocência do artista será devidamente demonstrada”, confiando na Justiça brasileira para reverter a decisão. Contudo, o comunicado não esclareceu o paradeiro atual de Gusttavo Lima nem mencionou se a defesa já está em negociações com as autoridades para sua entrega. Disse estar focada em reverter a prisão preventiva e garantir que o cantor não seja considerado culpado por um crime que, segundo eles, não cometeu.

Impacto da Operação Integration

A Operação Integration tem ganhado cada vez mais destaque à medida que novas figuras públicas se envolvem no esquema de lavagem de dinheiro. A influenciadora Deolane Bezerra também foi presa e teve R$ 20 milhões bloqueados de suas contas. “Balada Eventos”, empresa de Gusttavo Lima, está entre as investigadas, e a Justiça determinou o bloqueio de R$ 20 milhões de seus bens, incluindo imóveis e embarcações.

As apostas on-line, legalizadas no Brasil desde 2018, mas ainda amplamente desregulamentadas, são um terreno fértil para operações financeiras suspeitas. A partir de 2025, o país deve estabelecer normas mais rígidas para essas plataformas, o que pode revelar mais esquemas de lavagem de dinheiro.

Justiça decreta prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima por envolvimento com foragidos

Nesta segunda-feira(23), a Justiça de Pernambuco decretou a prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima. Segundo a juíza Andréa Calado da Cruz, o artista teria dado abrigo a foragidos e se envolvido em operações financeiras suspeitas, incluindo lavagem de dinheiro. A investigação também aponta a participação de sua empresa, Na Balada Eventos, em atividades ilegais, como a ocultação de valores provenientes de jogos ilegais.


Operação Integration também investiga Gusttavo Lima (reprodução/Instagram/@gusttavolima)

O cantor e a ligação com foragidos

A decisão da prisão Gusttavo Lima foi tomada após a juíza Andréa Calado da Cruz constatar que o cantor teria dado “guarida a foragidos”. Esse termo, usado no processo, refere-se ao fato de que Gusttavo teria acolhido pessoas que estavam fugindo da Justiça, sugerindo uma conexão perigosa entre o artista e criminosos. Para a Justiça, a relação financeira de Gusttavo com esses foragidos é um ponto de destaque. Ele não só teria facilitado a fuga deles, como também teria feito movimentações financeiras suspeitas.

Essas movimentações levantaram questões sobre o possível envolvimento do cantor com a lavagem de dinheiro, já que sua empresa, Na Balada Eventos, está no centro das investigações. A Polícia Civil apontou que a empresa teria ocultado quantias substanciais em reais, dólares e euros, tudo proveniente de atividades ilegais relacionadas a jogos de azar.

A fuga e as suspeitas internacionais


Cantor teve sua prisão decretada por supostamente dar abrigo a foragidos (reprodução/Instagram/@gusttavolima)

Outro fato relevante no caso aconteceu no início de setembro. Segundo as investigações, a aeronave de matrícula PS-GSG, que pertence à empresa de Gusttavo Lima, retornou ao Brasil após fazer escalas na Grécia e nas Ilhas Canárias. O que chamou a atenção da Justiça foi que dois foragidos, José André e Aislla, não estavam a bordo, sugerindo que permaneceram na Europa para evitar serem presos no Brasil.