Papa Francisco expressa preocupação com a Venezuela e clama por diálogo

O bispo de Roma destaca a importância de resolver a crise venezuelana através da moderação e do diálogo entre governo e oposição.

Neste domingo (4), o Papa Francisco fez um apelo contundente pela paz e pela resolução de crises em várias partes do mundo durante a tradicional oração na Praça de São Pedro. Após refletir sobre o evangelho do dia, o pontífice abordou questões atuais, destacando sua preocupação com a Venezuela, além de pedir paz para o Oriente Médio e Myanmar Papa.


Papa Francisco (Foto: reprodução/Vatican Pool/Getty Images Embed)


Francisco descreveu a situação na Venezuela como “crítica” e solicitou que todas as partes envolvidas no conflito, tanto o governo quanto a oposição, busquem a verdade e ajam com moderação. Em seu apelo, o Papa enfatizou a importância de evitar a violência e resolver as disputas através do diálogo. “Faço um apelo sincero a todas as partes para procurarem a verdade, ajam com moderação, evitem qualquer tipo de violência e resolvam as controvérsias através do diálogo, sempre com o verdadeiro bem do povo em mente, em vez de priorizar interesses partidários”, afirmou Francisco.

Crise nas eleições

A crise na Venezuela tem se agravado com as recentes eleições, marcadas por alegações de fraude e irregularidades. A polarização entre o governo e a oposição intensificou a instabilidade política e econômica do país, impactando negativamente a vida dos venezuelanos e contribuindo para uma emergência humanitária.

Guerra no Oriente Médio

No Oriente Médio, Francisco também expressou sua preocupação com a persistente instabilidade e os conflitos na região. O Papa destacou a necessidade urgente de uma resolução pacífica para os desafios que afetam países do Oriente Médio e reiterou a importância do diálogo e da reconciliação como caminhos para alcançar uma paz duradoura.

O Papa Francisco encerrou sua oração solicitando a intercessão de santos e beatos para poderem intervir e ajudar a trazer soluções para essas crises complexas. O pontífice fez um chamado universal à paz e à unidade, pedindo a todos que trabalhem juntos para superar as divisões e promover o bem comum. 

Primeiro-ministro do Reino Unido anuncia criação de força especializada contra protestos violentos

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (5) a formação de um “exército permanente” de policiais especializados para lidar com os protestos violentos fomentados por grupos de direita radical no Reino Unido.

A decisão segue uma reunião de emergência do Comitê Cobra, que reuniu ministros, funcionários públicos, policiais e agentes de inteligência para abordar a crise crescente. 


Policiais contendo manifestantes no Reino Unido (Foto: Reprodução/Justin Tallis/Getty Images/Embed)


Reforço na justiça criminal 

Starmer destacou que a resposta da justiça criminal será “intensificada”, enquanto a polícia trabalha para identificar e prender os responsáveis pelos tumultos. Centenas de detidos foram registrados em diversas cidades, após um ataque a facadas em Southport, que resultou na morte de três meninas durante uma aula de dança. O assassinato chocou o país e desencadeou uma onda de violência que se espalhou por Londres, Hull, Liverpool, Bristol, Manchester, Stoke-on-Trent, Blackpool e Belfast, com relatos de ataques a lojas e policiais.

Em Rotherham, um hotel que abrigava requerentes de asilo foi alvo de um ataque no domingo (4/8). Apesar de alguns protestos menores em outras áreas não terem resultado em violência, a situação em Liverpool foi especialmente tensa. Cerca de mil manifestantes anti-imigração, alguns deles proferindo insultos islamofóbicos, confrontaram contra-manifestantes, exigindo um esforço considerável da polícia para manter a ordem.

Resposta do governo e condenação da violência 

A secretária do Interior, Yvette Cooper, condenou as “cenas vergonhosas de violência e vandalismo” e prometeu “justiça rápida” para os envolvidos. A desinformação nas redes sociais, que erroneamente vinculou o ataque a um imigrante radical, exacerbou a situação. O suspeito, Axel Rudakubana, de 17 anos, foi identificado como britânico e enfrenta acusações de homicídio e posse de arma branca. Ele permanecerá em custódia até a audiência marcada para outubro.

A imigração, já um tema sensível no Reino Unido, tornou-se ainda mais controversa após o Brexit, que prometeu reduzir o fluxo de imigrantes. Embora o número de imigrantes que entraram irregularmente tenha aumentado, o debate sobre imigração continua polarizando a opinião pública. A desinformação sobre o ataque e a crescente influência de grupos de extrema-direita nas redes sociais intensificaram os protestos, revelando uma complexa rede de influenciadores e organizações que exploram a crise para promover suas agendas.