Governo de São Paulo confirma caso de sarampo autóctone

Um caso de um paciente que contraiu a doença no próprio Estado foi relatado no município de São Paulo; e hoje há mais 25 notificações em investigação. Esse caso confirmado foi relatado às autoridades competentes, considerando um registro dentro dos últimos 15 dias, mas não foram divulgadas mais informações sobre o paciente. O indivíduo contrai a doença no próprio Estado, sem viajar ao exterior e sem ligação com um viajante. 

O estado de São Paulo em 2022 registrou dois casos de sarampo, sendo um deles na capital paulista e outro em São Vicente, no litoral sul. O estado ainda mantém mais 25 casos suspeitos em observação. A única forma de prevenção da doença é a vacinação, que nos últimos anos teve a procura muito abaixo dos níveis ideais, de 90% – ano passado foram vacinados apenas 60,7% do público-alvo, segundo informações do DATASUS do Ministério da Saúde….

Dois dos 25 casos investigados são da cidade de Santos, no litoral de São Paulo. Em nota, a prefeitura informou que não há conclusão e aguarda o resultado de exames laboratoriais. Além disso, nenhum contactante dos pacientes apresentou sintoma e, por precaução, todo o protocolo de bloqueio foi realizado, incluindo a vacinação das pessoas.

A vacina indicada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola ao mesmo tempo, e o esquema é considerado completo após duas doses, sendo a primeira aplicada com um ano de idade e a segunda entre quatro a seis anos. 

A conscientização dos pais e responsáveis sobre a importância da imunização de rotina e não apenas em momento epidêmico ou pandêmico, como o atual, é fundamental para proteger as crianças. A orientação aos menores sobre a higienização correta das mãos e cuidados de prevenção também deve ser replicada em conjunto com exemplo a partir dos adultos de sua convivência.” diz nota da Secretaria Estadual de Saúde. Este ano, a campanha de vacinação contra… -em que o indivíduo contrai a doença no próprio Estado, sem viajar ao exterior e sem ligação com um viajante – e mais 25 casos em investigação somente na semana passada.


Vacina contra o sarampo (Foto: Divulgação / Ministério da Saúde)


Sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, e pode ser fatal. A única maneira de evitar o sarampo é por meio da vacinação.

Transmissão:

O vírus se instala na mucosa do nariz e dos seios da face para se reproduzir e depois vai para a corrente sanguínea. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas. A transmissão pode ocorrer entre 4 dias antes e 4 dias depois do aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo. Depois do contato com alguém doente, a pessoa pode apresentar os sintomas em média após 10 dias, variando de 7 a 18 dias.

Sintomas iniciais:

– febre acompanhada de tosse;

– irritação nos olhos;

– nariz escorrendo ou entupido;

– falta de apetite;

– mal-estar intenso.

Nesse período podem ser observadas, na parte interna das bochechas, manchas brancas que são características da doença. Em 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. Após o aparecimento das manchas vermelhas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade.

Complicações:

O sarampo é uma doença grave que pode deixar sequelas por toda a vida ou causar a morte. As principais complicações variam de acordo com as fases da vida do paciente, como:

Crianças: pneumonia; infecções de ouvido; encefalite aguda (inflamação no encéfalo – parte do sistema nervoso dentro do crânio); morte.

Adultos: pneumonia.

Gestantes: parto prematuro; bebê com baixo peso.

Tratamento:

O sarampo não tem tratamento específico. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto provocado pelos sintomas da doença. Sob orientação médica, podem ser prescritos medicamentos para febre, hidratação oral, terapia nutricional com incentivo ao aleitamento materno e higiene adequada dos olhos, da pele e das vias aéreas superiores. As complicações bacterianas do sarampo devem ser tratadas especificamente.

Prevenção:

A única forma de prevenir o sarampo é por meio da vacinação. As vacinas são oferecidas nas mais de 36 mil salas de vacinação disponíveis nos postos de saúde do SUS em todo o país, sendo gratuitas e seguras.

Foto destaque: reprodução/BigStock

Alergias ou asma podem aumentar o risco de doença cardíaca, diz estudo

Uma pessoa com um histórico de asma ou alergias, pode estar em maior risco de desenvolver pressão alta e doença cardíaca, segundo uma nova pesquisa. E pessoas adultas com idades entre 18 e 57 anos que sofreram de um distúrbio alérgico tiveram um risco maior de hipertensão, de acordo com a pesquisa que será apresentada em conferência do American College of Cardiology e da Korean Society of Cardiology em Gyeongju, na Coreia do Sul.

O maior risco de pressão alta foi identificado entre pessoas com asma, disseram os pesquisadores. A hipertensão e o colesterol, juntamente com a falta de exercícios, obesidade, diabetes, tabagismo e histórico familiar de problemas cardiovasculares, são os principais motivos que contribuem para doenças cardíacas, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.


Asma pode provocar problemas no coração. (Foto: Reprodução/Freepik/wayhomestudio)


Sem falar do risco de pressão alta, que também surge com esses fatores em alta. A pesquisa também identificou um risco maior de doença cardíaca coronária para pessoas com idades entre 39 e 57 anos com alergias. A doença coronária ocorre quando a placa se acumula nas paredes das artérias que fornecem sangue ao coração.

Para os pesquisadores existe uma relação entre asma e alergias com o desenvolvimento de pressão alta. A associação foi observada entre voluntários de 18 até 57 anos. Por conta disso, cientistas orientam que asmáticos e alérgicos façam sempre exames frequentes para o monitoramento do risco de problemas do coração.  Tendo conhecimento dessas descobertas, os pesquisadores incentivaram os médicos a adicionar uma avaliação de risco cardiovascular aos exames clínicos de pessoas com asma e alergias.

Para pacientes com distúrbios alérgicos, a avaliação de rotina da pressão arterial e o exame de rotina para doença cardíaca coronária devem ser feitos pelos médicos para garantir que os tratamentos precoces sejam administrados para aqueles com hipertensão ou doença cardíaca coronária”, disse o principal autor do estudo, Yang Guo, pesquisador de pós-doutorado no Hospital de Shenzhen da Universidade de Pequim, na China, em um comunicado.

Doença crônica, a asma afeta 20 milhões de brasileiros conforme a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), e é um dos problemas mais comuns ao redor do mundo. 

Para os pesquisadores existe uma relação entre asma e alergias com o desenvolvimento de pressão alta. A associação foi observada entre voluntários de 18 até 57 anos. Por conta disso, cientistas orientam que asmáticos e alérgicos façam sempre exames frequentes para o monitoramento do risco de problemas do coração. 

Foto Destaque: Reprodução/Pixabay

 

Intensificado pela Rússia os ataques na região separatista da Ucrânia

Na noite desta última segunda-feira (11), a Rússia intensificou os ataques na região separatista da Ucrânia cinco cidades do leste do país, onde é o foco atual dos russos. Enquanto a população civil ainda tenta fugir para zonas mais seguras, militares ucranianos instalam obstáculos nas cidades para impedir o avanço da rival.

Autoridades ucranianas informaram que um drone russo lançou uma substância tóxica na cidade de Mariupol, na noite de ontem. Parlamentares da Ucrânia afirmaram que as vítimas sofreram de insuficiência respiratória. Foi informado hoje, pelo Ministério da Defesa da Rússia, que ao menos 50 militares ucranianos foram mortos em “uma tentativa frustrada de escapar” de Mariupol. O porta-voz do Pentágono, John Kirby, divulgou uma declaração dizendo que vai monitorar de perto a situação.

Os ataques contra a Ucrânia tem se concentrado nas cidades-chave desde o sétimo dia de invasão ao país, em 03 de março de 2022. Além disso a Rússia disse ter assumido o controle da cidade portuária de Kherson, no sul, embora seu prefeito diga que as forças ucranianas ainda estão resistindo.


Tanque de forças da Rússia patrulha rua de Mariupol, na Ucrânia. Foto destaque/Alexander Ermochenko


A vice primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, disse que as autoridades tentariam retirar mais civis da zona de conflito, por meio de onze corredores humanitários nesta quarta-feira. Embora as pessoas que tentarem deixar  Mariupol tenham que usar os próprios veículos. Horas depois da Cruz vermelha informou que liderou um comboio formado por ônibus e carros particulares que levou mais de 500 pessoas de Mairiupol a Zaporíjia.

Desde a semana passada, autoridades ucranianas e analistas tem dito que a Rússia mudou seus objetivos militares na Ucrânia, em vez de tentar tomar Kiev e as cidade ao redor da capital as forças de Moscou recuaram e estariam se concentrando no leste do país e em cidades russas próximas a fronteira como belgorod. Analistas internacionais avaliam que a conquista dessa área pode significar o fim da guerra.

 

Foto destaque: reprodução/BBC NEWS

Após relato de abuso sexual de meninas ianomâmi, MPF diz que pediu à União novas ações policiais

Garimpeiros que exploram as terras Ianomâmis, em Roraima, estariam aliciando mulheres e adolescentes com comida em troca de sexo, segundo um relatório obtido e divulgado pelo jornal O Globo. Pelo que parece, para o MPF (Ministério Público Federal) as operações executadas em 2021 pelo Governo Federal não foram capazes de conter o avanço da atividade ilegal no território.

Relatório da Hutukara Associação Yanomami, divulgado nesta segunda-feira (11), relata avanço de 46% do garimpo na reserva indígena. A maior terra indígena do Brasil é alvo de cerca de 20 mil garimpeiros. Esse avanço do garimpo ilegal levou a área, além dos problemas já conhecidos como contaminação dos rios, devastação da floresta, malária e violência na disputa pelas áreas, a violência sexual de mulheres indígenas.


Mãe yanomami com seus filhos na comunidade Palimiú (Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica)


Foi apresentado pelo MPF à Justiça Federal novo pedido para obrigar a União a retomar ações de proteção e operações policiais contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. A informação foi revelada nesta segunda-feira, após a divulgação da denúncia da Hutukara Associação Yanomami de que garimpeiros exigem sexo com meninas e mulheres indígenas como moeda de troca por comida na reserva.

O relatório elaborado pela Hutukara Associação Yanomami revelou a morte de ao menos três menores abusadas por garimpeiros. De acordo com O Globo, o esquema envolve aliciamento, violência e abuso sexual contra mulheres e crianças. Os garimpeiros, em alguns casos, embriagam as jovens e as estupram até a morte.

Com isso a situação do povo Ianomâmi se torna mais difícil com o avanço do garimpo. Com a oferta de caça cada vez menor e saúde dos indígenas também debilitada pelas doenças trazidas pelos invasores, as jovens indígenas se veem obrigadas a trabalhar para os garimpeiros.

Os invasores se aproveitam da fome das mulheres Ianomâmis, escolhendo mulheres e jovens para passarem as noites com eles. Ainda de acordo com reportagem do jornal O Globo, o Ministério Público Federal de Roraima e a Polícia Federal já receberam denúncia de casos parecidos em outras regiões, no entanto, os casos não foram investigados.

Foto Destaque: Reprodução/Reuters 

 

Compra de 35 mil unidades de Viagra é aprovada pelas Forças Armadas

As Forças Armadas aprovaram a compra de  35 mil comprimidos de Sildenafila. Do volume total, 28.320 tem como destino a Marinha, outros cinco 5 mil comprimidos foram aprovados para o Exército e outros 2 mil para Aeronáutica. O medicamento, que costuma ser usado para tratar disfunção erétil, é popularmente conhecido como Viagra. As informações são da colunista Bela Megale, do jornal O Globo.

As informações do Portal da Transparência e do Painel de Preços do governo federal mostram que oito pregões foram realizados por unidades ligadas aos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. As informações obtidas pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) mostram que os processos de compra foram homologados em 2020 e 2021 e seguem válidos neste ano.


Viagra, medicamento contra disfunção erétil masculina (Foto: Reprodução/Dedoc) 


O deputado ainda detalhou que os dados da transparência do governo federal mostraram processo de compra, mediante dispensa de licitação, de 373,2 mil quilos de picanha e 254 mil quilos de salmão. No ano passado, ele e outros parlamentares do PSB denunciaram compras de alimentação dentro do governo federal, dessa vez atingindo o Ministério da Economia, com aquisição de picanha, cerveja e uísque.

Precisamos entender por que o governo Bolsonaro está gastando dinheiro público para comprar Viagra e nessa quantidade tão alta. As unidades de saúde de todo o país enfrentam, com frequência, falta de medicamentos para atender pacientes com doenças crônicas, como insulina, e as Forças Armadas recebem milhares de comprimidos de Viagra. A sociedade merece uma explicação”, disse o deputado.

Veja na íntegra a nota emitida pela Marinha

“Os processos licitatórios realizados pela Marinha do Brasil para aquisição de sildenafila de 25 e 50mg visam o tratamento de pacientes com hipertensão arterial pulmonar (HAP), uma síndrome clínica e hemodinâmica que resulta no aumento da resistência vascular na pequena circulação, elevando os níveis de pressão na circulação pulmonar”. Segundo a nota, “o uso da sildenafila, bem como da tadalafila, com resultados de melhora clínica e funcional do paciente”.

Porém, do ponto de vista médico, a pneurologista Veônica Amado ressaltou ao UOL que a argumentação apresentada pelas corporações não obedece orientações da comunidade científica.

Foto Destaque: Reprodução/Felicia Montenegro 

Como evitar a queda de cabelo com 5 vitaminas essenciais

 Evitar a queda de cabelo é algo que muitas pessoas gostariam de saber. Seja por problemas de saúde, acúmulo de estresse ou até mesmo por causa da genética. Alguns indivíduos – homens e mulheres – sofrem muito com a perda dos fios do couro cabeludo. Pois, isso interfere diretamente na estética facial e ainda mais na autoestima de grande parte da população. Talvez, algumas pessoas não saibam é que com a alimentação e a suplementação, é possível abastecer o organismo com nutrientes que fortalecem o couro cabeludo e evitam a queda de cabelo.

Uma má alimentação e carências nutricionais podem afetar a saúde capilar, causando até mesmo queda. Como o cabelo não é um órgão ou tecido vital, seu corpo nunca priorizará suas necessidades nutricionais. Portanto, devido à natureza descartável do cabelo, um desequilíbrio nutricional geralmente afeta primeiro o cabelo, causando fraqueza e queda. Nesses casos, é recomendado o uso de suplementos e vitaminas sempre com orientação médica”, explica a dermatologista Dra. Patrícia Mafra, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).


Como evitar a queda de cabelo Foto destaque: Reprodução


Veja 5 principais vitaminas que possuem essa funcionalidade:

Biotina
Níveis baixos podem causar perda de cabelo, erupções cutâneas e unhas quebradiças. Seus níveis podem estar mais baixos se você estiver grávida, amamentando ou tomando certos antibióticos ou medicamentos para epilepsia. A maioria das pessoas obtém biotina suficiente em sua dieta. Na maioria das vezes, não há necessidade de suplementação. A biotina pode ser encontrada nas gemas de ovo e nos grãos inteiros”, explica a dermatologista.

Ferro
Os sintomas incluem fadiga, pele pálida e perda de cabelo. Pacientes que correm mais risco de ter baixo teor de ferro são mulheres que têm menstruações abundantes, pessoas com doenças crônicas, além de pacientes veganos ou vegetarianos, com dieta desequilibrada”, explica a Dra. Patrícia. Alguns alimentos que são naturalmente ricos em ferro incluem: carne vermelha, folhas verdes (espinafre) e leguminosas (feijão).

Vitamina C
Comer alimentos que contêm ferro, ao mesmo tempo que um alimento que contém vitamina C, o ajudará a absorver melhor o ferro desse alimento”, diz a Dra. Patrícia. Algumas boas fontes são: frutas cítricas (laranja, limão, kiwi), folhas verdes e pimentões.

Vitamina D
Sua pele produz vitamina D quando você recebe luz solar, mas muitas pessoas não conseguem obter o suficiente apenas com o sol. O melhor é suplementar com orientação médica. Estudos apontam que a carência de vitamina D pode interferir no ciclo de crescimento do folículo capilar, justamente porque ela age na fase de crescimento. Manter um ciclo de cabelo saudável é vital para cabelos mais grossos, saudáveis e cheios”, explica a Dra. Patrícia.

Zinco
Você precisa obter zinco por meio de alimentos ou suplementos. Os sinais de baixos níveis de zinco incluem perda de cabelo, má cicatrização de feridas e paladar ou olfato fraco. Mulheres grávidas ou amamentando, por influências hormonais, podem correr o risco de estar com o teor baixo de zinco, além de pacientes com doenças intestinal e renal”, explica a Dra. Patrícia. Alimentos que são fontes de zinco incluem: ostras, feijões, nozes e sementes.

Foto destaque: Reprodução/Shutterstock 

Segundo Ministério da Saúde mais de 18 milhões de brasileiros estão com a 2ª dose de vacinas contra a covid atrasada

As informações é que Brasil teria concluído o esquema vacinal de 88% da população caso os prazos tivessem sido cumpridos.
A informação é que já são mais de 18 milhões de brasileiros que deveriam ter tomado a segunda dose da vacina contra a covid-19 para completar o ciclo de imunização estabelecido pelas autoridades sanitárias do país, ainda não tomaram.
Já pro Ministério da Saúde, o resultado é muito preocupante – mesmo considerando que, na última semana, este número caiu 10%, baixando de 20 milhões de pessoas cuja segunda dose da vacina foi tomada.
Além disso o Ministério da Saúde distribuiu mais de 320 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 para estados e municípios. Destas, 270 milhões foram aplicadas. A primeira dose foi aplicada em 153,8 milhões de brasileiros. Pouco mais de 116,1 milhões de pessoas receberam a segunda dose ou dose única e 6 milhões a dose adicional ou de reforço que estava atrasada, para os atuais 18 milhões.


3 milhões de pessoas completarão o esquema vacinal com essa remessa – Fotografia: Reprodução/Ministério da Saúde


A recomendação da pasta é para que os brasileiros completem o ciclo vacinal mesmo se o prazo para a segunda dose estiver atrasado. No caso das vacinas da Pfizer e da Astrazeneca, o intervalo é de oito semanas. Já para a CoronaVac, a segunda dose deve ser aplicada 4 semanas após a primeira”, acrescentou o ministério, na nota.

Também alertou a pasta sobre a importância de completar o esquema vacinal, com a possibilidade ainda de tomar doses de reforço, pois é fundamental para garantir proteção máxima contra a doença causada pelo coronavírus.
Ainda por meio da nota ministerial, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, enfatizou que a ocorrência de novos casos e de mortes em consequência da doença vêm caindo graças “à ampla campanha de vacinação”

Esse dados do Ministério da Saúde foram divulgados na mesma semana em que o Brasil registrou o primeiro caso da variante ômicron XE no país. A infectologista Luana Araújo ressalta que, apesar de estudos preliminares indicarem que a nova variante é mais transmissível, por enquanto, não há motivo de preocupação com a ômicron XE e reforça que as vacinas são eficazes contra ela.

Foto destaque: Reprodução/Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Força internacional garante tratamento do HIV na Ucrânia por pelo menos um ano

Ação conjunta reúne a OMS, os Estados Unidos, além de autoridades e parceiros ucranianos; interrupção do tratamento coloca em risco saúde de pessoas que vivem com HIV Medicamentos antirretrovirais utilizados no Brasil. Apos relatos espantosos de interrupção do tratamento para o HIV, que ameaça a vida de milhares de pessoas na Ucrânia, uma força internacional irá garantir o fornecimento dos medicamentos antirretrovirais no país afetado pela guerra por pelo menos pelos próximos 12 meses.

Na ação conjunta que reúne a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para Alívio da Aids (PEPFAR), além de autoridades e parceiros ucranianos.

“Esta guerra tem o potencial de minar o progresso conquistado com muito esforço nos últimos anos em várias questões de saúde, incluindo o HIV. Não podíamos deixar que isso acontecesse quando a Ucrânia começou a melhorar a situação em relação ao HIV, com acesso em rápido crescimento a medicamentos antirretrovirais, bem como diagnóstico e tratamento aprimorados”, disse Hans Henri P. Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, em comunicado.

A ação espera suprir a necessidade imediata de todas as pessoas que vivem com HIV na Ucrânia, por pelo menos pelo próximo ano. De acordo com a OMS, o primeiro lote dos medicamentos cruzou a fronteira polonesa para a Ucrânia e está prestes a ser transportado para instalações de serviços de cuidados de HIV em todo o país devastado pela guerra.

A OMS, juntamente com o PEPFAR, o Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária, o Centro de Saúde Pública (UPHC) do Ministério da Saúde da Ucrânia e as organizações não governamentais Alliance for Public Health e 100% Life garantiram a aquisição de 209 mil embalagens do medicamentos antirretrovirais tenofovir + lamivudina e dolutegravir.

O acesso diário ao tratamento antirretroviral é essencial para o controle do vírus no organismo, o que afasta as chances de infecções, como a da tuberculose. Para as pessoas vivendo com HIV, a coinfecção por tuberculose é a principal causa de óbitos. O que representa uma grave ameaça à saúde do paciente e torna a doença mais complicada e cara de tratar. Por isso não pode haver a interrupção ou mudanças no tratamento do HIV.


Comprimidos coloridos contendo, em repetição, as palavras “HIV” e “Aids” Foto destaque: Reprodução/Agência Brasil/Alma Preta


Estima-se que 260 mil pessoas vivam com HIV na Ucrânia. Antes da guerra, mais da metade, ou quase 150 mil pessoas, estavam em tratamento antirretroviral, incluindo mais de 2.700 crianças. A falta de acesso aos medicamentos coloca em grave risco a saúde dessas populações.

O que tornou isso possível em questão de semanas – mais rápido do que nunca – é o fato de que todos estavam cientes do que estava em jogo: a ameaça iminente de tratamentos interrompidos. Todos os atores envolvidos fizeram o possível para evitar tratamentos interrompidos ou pessoas forçadas a mudar de medicação, algo que pode levar à perda de vidas”, disse Jarno Habicht, representante da OMS na Ucrânia.

Ainda segundo a OMS, além dos tratamentos com tenofovir, lamivudina e dolutegravir, que são altamente eficazes e econômicos, a organização também atua na busca pela aquisição de outros antirretrovirais.

O impacto da guerra foi devastador para o sistema de saúde de todo o país. Apesar disso, os serviços de atendimento das pessoas com HIV, que também foram afetados pela Covid-19, têm se mostrado resilientes desde o início da guerra.
No dia 21 de março, quase um mês após o início da guerra, apenas 36 dos 403 centros de tratamento antirretroviral no país haviam fechado as portas, enquanto a maioria estava funcionando total ou parcialmente.

A OMS ainda destaca que várias lições aprendidas com a pandemia beneficiaram os serviços nas últimas nos últimos dias, como a prescrição para vários meses, entrega de medicamentos pelo correio e consultas por telefone. Apesar da devastação na cidade de Mariupol, um centro de tratamento ainda permanece aberto. Mesmo em regiões fortemente impactadas pelos ataques, como Chernihiv e Zaporizhzhia, os serviços continuaram disponível.

A OMS pede que os países que recebem os refugiados apoiem o fornecimento dos remédios para a manutenção do tratamento. No entanto, devido ao fato de que os homens são a maioria das pessoas que precisam da medicação, e que os cidadãos ucranianos do sexo masculino com idades entre 18 e 60 anos são impedidos de deixar o país, a principal necessidade permanece dentro das fronteiras do país. Atualmente, cerca de 6,5 milhões de pessoas estão deslocadas internamente na Ucrânia.

“Garantir o tratamento contínuo do HIV e estoques suficientes onde as pessoas encontrem refúgio temporário – não apenas em termos de HIV, mas também no contexto de outras doenças transmissíveis e não transmissíveis – será um desafio contínuo para as equipes humanitárias e o sistema de saúde da Ucrânia”, observou Habicht.

Foto destaque: Reprodução/Rodrigo Nunes/MS

Prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda em 2022 é prorrogado

Pelo terceiro ano sequencial, a Receita Federal adiou a data limite para a entrega da declaração de Imposto de Renda. A  opção do pagamento foi agendado e ficará disponível a partir da segunda parcela para quem apresentar a prestação de contas ao Fisco, a partir de 11 de maio até 31 de maio.

Com isso, o limite de entrega para quem pretende quitar imposto a pagar por meio de débito automático a partir da primeira parcela também foi adiado, passará para 10 de maio. Anteriormente, o estabelecido era 10 de abril.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (5). Antes, a data final para transmissão do documento era 29 de abril.  As restituições começam a ser pagas no fim de maio e vão até setembro. Ao todo, são cinco lotes de pagamento, um por mês.


Receita Federal prorroga prazo para entrega da declaração Foto destaque: Reprodução/Imagem FDR


Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda?

– O primeiro item a ser observado é: indivíduos que tenham obtido rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 28.559,70. Neste caso, podem ser utilizados como exemplo salário, pró-labore, rendimento de MEI – desde que não seja lucro -, pensão, entre outros.

– Pessoas que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, com soma foi superior a R$ 40 mil. Como exemplo, podem entrar aqui lucros e dividendos, lucro imobiliário, FGTS, poupança, doações e heranças.

– Se obteve, em qualquer mês do ano-calendário, ganho de capital na venda de bens ou direitos. Neste caso, haverá incidência de imposto. Se obteve ganho de capital em venda de imóvel residencial, mas comprou outro de mesmo valor ou superior, em um prazo de 180 dias após a venda, haverá isenção do pagamento do Imposto, mas não da declaração.

– Pessoas que tiveram, em 31 de dezembro do ano-base, patrimônio com valor acima de R$ 300 mil.

– Se passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano-calendário e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro; Aqui, podem entrar um estrangeiro que veio morar no País ou um brasileiro que havia feito saída definitiva, mas que voltou em 2021.

– Relativos à atividade rural: Se obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 ou caso pretenda compensar, no ano-calendário de 2021 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2021

De acordo com a Receita Federal, a estimativa é que sejam entregues este ano cerca de 34,1 milhões de declarações.

Foto destaque: Reprodução/Imagem: InfoMoney

Exército da Rússia dá ultimato às forças da Ucrânia para que deixem Mariupol

Exército da Rússia deu um ultimato às forças da Ucrânia que ainda lutam pela defesa da cidade portuária de Mariupol, com um cenário de combates intensos desde o início da invasão russa ao país, há mais de um mês. A região está quase totalmente ocupada pelas tropas de Moscou, mas ainda há bolsões de resistência, mesmo diante da artilharia constante no país.

Segundo o coronel-general Mikhail Mizintsev, chefe do Centro de Controle de Defesa Nacional da Federação Russa, a primeira fase da “proposta russa é o estabelecimento de um cessar-fogo completo na área, a partir das seis da manhã desta terça-feira, pelo horário local. Já em Bucha, Zelensky aponta ‘genocídio’ e diz que ‘crimes de guerra’ dificultam negociações entre Ucrânia e Rússia

Em seguida, todos os integrantes de forças de defesa, incluindo do Exército e paramilitares, devem “entregar as armas e sair pela rota acertada com o lado ucraniano na direção de Zaporíjia até áreas controladas por Kiev”, o que ocorreria a partir das dez da manhã, no horário local. Todos aqueles que entregarem suas armas terão garantida a preservação de suas vidas, disse Mizintsev, citado pela Interfax.


Destrução em cidade da Ucrânia (Foto:Sergey Bobok/Getty Images)


Existe também a versão da imprensa russa que chegaram a elevar o tom sobre a guerra na Ucrânia e afirmar que massacre em Bucha foi obra dos próprios ucranianos. De acordo com o site Liveuamap, que monitora avanços no campo de combate, apenas áreas na região central de Mariupol ainda não estão sob controle russo, uma resistência que, para Mizintsev, é “sem sentido”.

Apenas nesta segunda-feira (4), foram registrados oito ataques com mísseis na região. A Câmara Municipal da cidade afirmou, em publicação em redes sociais, que as forças russas apoiam agora um prefeito autoproclamado e que está colaborando com os representantes de Moscou.

Em uma entrevista coletiva, o representante do Exército russo afirmou esperar que a Turquia, país que possui bom trânsito com os dois lados no conflito, convença as forças ucranianas em Mariupol a aceitarem as condições para a retirada e a deposição das armas. Ancara ainda não respondeu, assim como o próprio governo ucraniano e comandantes das milícias e batalhões presentes em Mariupol.

No último domingo, o governo turco se colocou à disposição para ajudar na retirada de civis, ucranianos e estrangeiros de Mariupol através do Mar de Azov, e afirmou estar em contato com representantes da Rússia e da Ucrânia para viabilizar tal operação. Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ainda há cerca de 150 mil civis na cidade, que antes do conflito era lar de mais de 400 mil pessoas.

Nesta segunda-feira, a Cruz Vermelha confirmou que uma de suas equipes foi detida na cidade de Manhush, a cerca de 20 km de Mariupol. De acordo com um porta-voz da organização, ouvido pela Reuters, o grupo tentava chegar a Mariupol, pela quarta vez em questão de dias, para ajudar na retirada dos civis da área. Não foram dados detalhes sobre quem mantém os funcionários sob custódia, mas a vice-premier ucraniana, Iryna Vereshchuk, disse que eles estão sob poder das “autoridades da ocupação”, uma referência aos russos.

Foto Destaque: Prédios residenciais destruídos em Mariupol. Reprodução/Pavel Klimov/Reuters