Filme “O agente secreto” dispara em bilheterias por todo o país

O filme “O agente secreto” vem chamando a atenção nas bilheterias de cinema por todo o Brasil após conquistar dois prêmios no Globo de Ouro neste domingo (11): melhor filme em língua não-inglesa e melhor ator em filme de drama, com o ator brasileiro Wagner Moura no papel. O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, registrou um crescimento exponencial de cerca de 214% em bilheterias após a vitória do último, segundo dados da Ingresso.com.

Este aumento da procura, inclusive, impactou a programação de cinemas por todo o país, onde de segunda para terça-feira, o número de sessões chegou a triplicar, chamando a atenção de curiosos e amantes do audiovisual por todo o Brasil.

Sobre o filme

Ambientado em 1977, o filme acompanha os passos de Marcelo, um professor que foge de São Paulo para Recife a fim de enterrar seu passado misterioso e violento e recomeçar sua vida. Ao chegar na capital, ele se dá conta de que está em semana de carnaval, o que o deixa preocupado com a possibilidade de estar no meio do caos carnavalesco.

Além disso, ele desconfia de estar sendo espionado por seus vizinhos, e de repente, o que deveria ser uma jornada em busca de paz, se torna para Marcelo uma dor de cabeça e a desconfiança de que talvez não encontre o refúgio necessário que ele tanto procurava.


Trailer de “O agente secreto” (Vídeo: reprodução/YouTube/@ingresso-com)


Indicações a prêmios internacionais e críticas

O reconhecimento internacional de “O agente secreto” não se limita ao Globo de Ouro. O filme vem acumulando indicações e prêmios em importantes circuitos do cinema mundial, como Cannes e Critics Choice Awards, além de ter sido celebrado por associações de críticos dos Estados Unidos. Esse percurso fortalece sua campanha em premiações futuras e coloca o Brasil em posição de destaque no cenário cinematográfico global.

Já na crítica especializada, o filme tem sido amplamente elogiado por sua narrativa política tensa, direção cuidadosa e atuação intensa de Wagner Moura, descrita por veículos internacionais como “hipnotizante”. Publicações como The New York Times, destacaram o filme em listas de melhores produções do ano, reforçando a sua relevância artística.

Apesar do prestígio, o longa também gerou debates entre o público: parte dos espectadores considera a trama densa e complexa, distante do thriller convencional, o que provoca opiniões divididas. Ainda assim, a obra tem se firmado como um marco do cinema brasileiro contemporâneo, sendo capaz de dialogar tanto com festivais quanto com o grande público.