Baleias procuram humanos para remoção de parasitas

Na famosa Lagoa San Ignacio, localizada na Baja California Sur, México, pode-se observar a interação entre baleias cinzentas e seres humanos em barcos. Essa interação tem chamado a atenção dos turistas, que têm a oportunidade única de presenciar de perto esses majestosos animais em seu ambiente natural.

Algumas pessoas acreditam que a interação entre as baleias cinzentas e os humanos na Lagoa é motivada pela busca de assistência para a remoção de parasitas presos em seus corpos. Essa teoria sugere que as baleias se aproximam dos barcos em busca de alívio dos incômodos causados pelos parasitas. No entanto, é importante ressaltar que essa é apenas uma suposição e mais estudos são necessários para confirmar essa hipótese.

De acordo com o biólogo marinho e fotógrafo holandês Jeroen Hoekendijk, em entrevista à Reuters, as baleias cinzentas têm se aproximado regularmente dos humanos na Lagoa San Ignacio. Ele sugere que essa interação pode auxiliar na eliminação de parasitas desconfortáveis que afetam as baleias. Hoekendijk destaca a possibilidade de uma relação simbiótica, na qual as baleias encontram alívio ao se aproximarem dos humanos e estes podem ajudar na remoção dos parasitas. No entanto, mais pesquisas são necessárias para corroborar essa teoria.


Baleias procurarm humanos para remoção de parasitas. (Foto: reprodução/O Globo)


Hoekendijk declara que essa interação entre as baleias cinzentas e os humanos na Lagoa San Ignacio desempenha um papel importante na conservação desses animais. O turismo relacionado a essa observação possibilita a valorização e proteção do ambiente natural, pois cria uma alternativa econômica sustentável para a região. Caso não houvesse esse turismo, a área poderia estar sujeita à industrialização e a atividades que poderiam prejudicar o habitat dessas baleias durante a época de reprodução. Portanto, essa interação benéfica promove a conscientização e a preservação dessas espécies ameaçadas.

Segundo o biólogo Hoekendijk, os parasitas estão amplamente presentes e é necessário remover uma grande quantidade deles para que tenham um efeito significativo no bem-estar das baleias. Observa-se frequentemente que esses animais arranham os barcos, o que sugere que estão tentando se livrar desses parasitas incômodos. Essa interação demonstra a busca ativa das baleias por alívio e indica que a presença humana pode desempenhar um papel benéfico na remoção desses parasitas.

Foto Destaque: Baleia saltando da água. Reprodução/BBC

Banhistas flagram Urso-Negro na praia da Flórida

Os banhistas que estavam na praia de Destin Beach, na Flórida flagraram neste domingo (11) um filhote de urso preto se refrescando na água e depois correndo pela faixa de areia.

Alguns vídeos gravados pelos frequentadores da praia mostram o urso-negro nadando no mar. Algumas pessoas tentaram se aproximar do animal, que permanecia alheio à praia lotada.

Depois de deixar a água, ele corre pelos guarda-sóis e vai em direção para uma área de vegetação rasteira.

Em uma entrevista a Fox News o banhista Chris Barron, disse que viu o animal nadando perto de seu irmão e de seu filho de 12 anos.

Disse que viu o animal de longe e pensou ser um tubarão, e ao tentar se aproximar achou que se tratava de um cachorro.


<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”en” dir=”ltr”>FLORIDA BEACH BEAR! <br>Check out this guy go for a swim right next to beachgoers today in Destin! Remember to keep your distance from wild animals (this cub safely got away from the crowd thankfully). Credit: <a href=”https://twitter.com/cbcpa79?ref_src=twsrc%5Etfw”>@cbcpa79</a> <a href=”https://t.co/rdxn1LLjFD”>pic.twitter.com/rdxn1LLjFD</a></p>&mdash; Matt Devitt (@MattDevittWINK) <a href=”https://twitter.com/MattDevittWINK/status/1668001023561027584?ref_src=twsrc%5Etfw”>June 11, 2023</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>


Disse que começou a filmar quando percebeu que se tratava de um urso, contou que o animal chegou a a costa, se sacudiu e correu para o mato que fica atrás das dunas de areia

Ursos-Negros são os únicos mamíferos que podem ser encontrados na Flórida, e como o habitat deles foi transformado pela expansão urbana, estes animais podem ser vistos nas regiões de cidades e em praias.

Segundo a Florida Fish and Wildlife Conservation Commission, existem uma cerca de quatro mil ursos-negros no estado. E eles podem pesar até 158kg.


Urso Flagrado Tocando campainha em casa na Florida Reprodução/Gazeta News


Esse não é o primeiro caso de um urso flagrado no estado, vale relembrar um caso em dezembro de 2018, em que um urso-negro foi visto “tocando a campainha” de uma casa da Flórida.

O caso aconteceu em uma casa de Naples, no condado de Collier, onde o proprietário se surpreendeu quando viu um urso na tocando a campainha na porta da frente de sua casa. No vídeo se via o urso caminhando até a porta da frente, derrubando algumas decorações de Natal e tocando o nariz na campainha. O dono da casa atendeu pelo interfone e tentou “pedir” para o urso ir embora a fim de afugenta-lo, o urso havia “entendido” e foi embora do local.

Foto Destaque: Filhote de Urso Flagrado na Florida Reprodução/ O Globo

Jiboia de dois metros é resgatada em quintal após comer gato de rua

Um morador do bairro Nair Araújo, da cidade de Fejó, no interior do Acre, ficou surpreso ao ver uma jiboia de dois metros em seu quintal na última quinta-feira (8). Após realizar a captura, percebeu que o animal tinha comido um gato de rua.

Os bombeiros foram chamados e concluíram o resgate da cobra. O sargento do Corpo de Bombeiros Adriano Souza explicou que por esse local estar localizado próximo a uma região de mata, é comum aparecer ocorrências de resgate e invasão de animais selvagens.

“Fica perto do Campo do Buriti, que é um famoso campo de futebol que tem na cidade. O morador fez o resgate e a colocou próximo à rua até a gente chegar. Segundo ele, ela tinha se alimentado de um gato, a boca dela ainda estava suja de sangue e vomitou o gato”, explicou.


Cobra de dois metros sendo resgatada (Foto: Reprodução/G1)


O profissional ainda disse que o morador percebeu que a barriga da cobra estava inchada e quando fez a captura acabou cuspiu o gato. Por não ter transmitido nenhum sentimento de tristeza ou apego pelo felino, os bombeiros acreditam que o gato não pertencia ao morador.

A cobra estava saudável e a equipe de resgate já fez a sua soltura em uma área longe da cidade. “Aqui tem muita essa questão de jiboia, preguiça. De vez em quando a população liga para a gente fazer o resgate desses animais”, acrescentou Souza. Segundo o corpo de bombeiros, o morador manuseou a jiboia com cuidado e aguardou a chegada dos profissionais, sem machucar a cobra.

A recomendação passada pelo sargento é de não realizar a captura desses animais, como o morador fez, apesar de não ser venenosa, a jiboia possui uma mordia muito forte e sem os equipamentos apropriados e o conhecimento do réptil, pode causar danos. Ele aconselha para apenas localizar o animal e contactar o Corpo de Bombeiros para realizar a captura.

 

Foto destaque: Cobra resgatada. Reprodução/Corpo de Bombeiros do Acre

População de onças pintadas dobra no Parque Nacional do Iguaçu em quase 20 anos

Projeto que cuida da preservação da Mata Atlântica mostra que há um crescimento em relação às onças-pintadas no Parque Nacional de Foz do Iguaçu. Em quase 20 anos esse número mais que dobrou, em 2005 eram 40 animais, de acordo com estimativas, número considerado baixo para ter garantias sobre a sobrevivência da espécie. 

Para realizar esse “censo” das onças pintadas, pesquisadores instalam armadilhas fotográficas a cada dois anos com a finalidade de monitorá-las vivendo na maior área de Mata Atlântica atualmente, essa área é onde estão as cataratas e tem mais de 580 mil hectares, que abriga o Parque Nacional do Iguaçu, no Brasil e na Argentina. No último realizado, foram identificados 224 pontos diferentes observados por quatro meses.


Onça abraçando funcionário do Instituto Onça Pintada, que foi multado recentemente. (Foto: reprodução/ Metropoles)


“A gente identifica as onças pelas pintas, ou rosetas. Não tem duas onças iguais, é como se fosse uma impressão digital”, explica a coordenadora executiva do projeto Onças do Iguaçu, Yara Barros. 

3,5 mil fotos foram registradas pelas câmeras espalhadas pelo corredor verde, nisso foram 55 onças flagradas. É feito um cruzamento de informações com base entre o número de onças diferentes registradas e a área monitorada para estimar a população do parque. Com a ajuda no combate aos caçadores e na conservação da floresta, o último censo divulgado neste sábado (3) mostrou que há, em média, 93 onças-pintadas vivendo no local. 

“Essa população dobrou de tamanho e, agora, entrou numa fase de estabilidade. Todo esse trabalho que a gente faz com as comunidades para aumentar a tolerância, reduzir o abate, está, possivelmente, salvando várias onças ao ano”, diz Yara. 

Augustin Paviolo, que é o coordenador argentino da pesquisa, conta que há umas 10 onças que circulam na fronteira entre os dois países. “Para as onças não são dois países, é uma mesma região de mata contínua onde elas vivem”, diz Paviolo.

Estima-se que do lado brasileiro exista algo em torno de 25 onças.

Foto destaque: Onça-pintada é flagrada perto das Cataratas do Iguaçu. Reprodução/H2FOZ

Onça Maraisa vai deixar o Parque Chico Mendes e deve se mudar para Brasília

A onça Maraisa vai deixar o Parque Chico Mendes, em Rio Branco, e se mudar para Brasília. A mudança ainda não tem data para acontecer, mas se trata de esforços de preservação dos animais. Ela foi resgatada ainda como filhote junto com a irmã, que recebeu o nome de Maiara, em 2021.

A mudança é fruto de uma parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferps Carnívoros (Cenap), com o intuito de unir animais em idade reprodutiva. “Esses animais chegaram filhotinhos pra gente e, desde então, a gente sabia que quando elas atingissem uma idade juvenil propícia para se juntar a um macho elas seriam separadas, em uma tentativa de preservação e reprodução”, disse o médico veterinário Talisson Felipe.

No momento, o zoológico de Brasília possui dois machos em idade reprodutiva, e deve ser o destino de Maraisa. Entretanto, a transferência da onça só poderá acontecer quando um dos machos da capital for levados para uma nova morada, por isso que ainda não há uma data para a mudança.


Onças Maiara e Maraisa quando filhotes. Reprodução/Twitter


“O Cenap faz essa triagem de todas as onças pintadas que tem no país e através do sistema deles, eles vão vendo a possibilidade de interação aí. Ela só será levada ao zoológico de Brasília quando eles destinarem a onça deles para outro zoológico, porque funciona assim, saindo uma, tem que entrar outra”, explica o médico veterinário.

As irmãs Maiara e Maraisa foram levadas ao Parque Chico Mendes após terem sido resgatadas sem condições de reinserção a natureza após a morte de sua mãe, em Sena Madureira, no interior do Acre. Quando completaram sete meses de idade, as duas foram expostas ao público no parque, e viraram a atração do local. Na primeira semana que foram apresentadas, o número de visitas dobrou no local.

 

Foto destaque: Onças Maiara e Maraisa. Reprodução/Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre

Ursa Chada viraliza nas redes sociais

A ursa Chada viveu anos no circo nacional Ucraniano, foi muito maltratada, foi vendida para uma pessoa, mas foi abandonada em jaula enferrujada por sete anos na zona industrial no subúrbio de Kiev, até que foi encontrada por ativistas. E desde 2019 vive em abrigo na Ucrania.

O instituto White Rock é localizado em Kiev na Ucrânia, que atua na preservação de ursos de diferentes espécies. Sobrevive de fundos, abriga de ursos a lobos.

“Após anos no circo, ela tem uma visão muito ruim e quase não tem dentes. Chada teve uma vida difícil, mas segue sendo uma lutadora. E ela se tornou a estrela da nossa família de ursos devido à sua personalidade e vontade de viver” informou o instituto

O local não foi atingido por ataques e os na animais estão seguros. No abrigo recebeu cuidados, mas teve muitas sequelas como quase cega e sem nenhum dente.

O vídeo até agora já passa dos 34 milhões de visualizações, e virou até Meme usado para expressão de sono, ela saiu da toca, após hibernação desde o final do ano passado, ela tem 25 anos de idade.


<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”pt” dir=”ltr”>O video de uma ursa “descabelada” divertiu internautas nesta semana ao ser flagrada saindo de uma toca após o período de hibernação. As imagens foram feitas no instituto White Rock, em Kiev, na Ucrânia. <a href=”https://t.co/v0t9kk4UDi”>pic.twitter.com/v0t9kk4UDi</a></p>&mdash; O Tempo (@otempo) <a href=”https://twitter.com/otempo/status/1658485627963445248?ref_src=twsrc%5Etfw”>May 16, 2023</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>


 

Eis alguns comentários nas redes sociais de pessoas se igualando ao acordar nas manhãs de segunda-feira:

“Voltei de viagem ontem e passei o dia hoje igual aquele vídeo do urso saindo da hibernação”

“Eu depois de dormir 12 horas seguidas””

É assim que eu acordo de uma soneca”

Chada é da espécie Tien Shan, urso do Himalaia, é uma subespécie que é ameaçada de extinção, atualmente contam com 300 na natureza. Está na Lista Vermelha Internacional de ameaça de extinção. São encontrados no norte do Afeganistão, Paquistão, Índia, da China e Nepal.

O vídeo original foi publicado na página do Instituto White Rock e já passou de 10 mil curtidas até esta terça-feira, dia 16.

Foto destaque: Ursa do instituto White Rock, em Kiev, na Ucrânia/Reprodução:Redes Sociais.

Jacaré caminha entre banhistas para chegar ao mar em Florianópolis

Um jacaré surpreendeu os banhistas da Praia da Daniela, em Florianópolis, Santa Catarina, no domingo, 14. O animal saiu da mata e caminhou em direção ao mar, passando entre cadeiras, guarda-sóis e banhistas.

Todo o passeio do jacaré foi filmado por um banhista, Bruno Damasceno. No vídeo, é possível ver o animal saindo da mata e caminhando sobre a areia, enquanto banhistas curiosos apontam e gritam ao fundo. De acordo com Bruno, ele entrou no mar e desapareceu.

Na Praia da Daniela, é comum a aparição de jacarés, que já foram flagrados inclusive em calçadas, na frente de casas. 


Jacaré atravessa praia em direção ao mar em Florianópolis. (Reprodução/Youtube)


Um detalhe interessante é que os jacarés, diferentes dos crocodilos, são animais de água doce. Ou seja, normalmente não são encontrados em água salgada. No entanto, alguns jacarés conseguem sobreviver no mar por algumas horas, mas são mais comumente encontrados em áreas de pântano, rios e lagoas.

 

O que fazer ao encontrar um jacaré?

 

A primeira atitude é não se aproximar, ou alimentar o animal. Normalmente, jacarés não se interessam por humanos, mas essa atitude pode mudar se eles começarem a associar humanos com comida. Ataques de jacaré não são tão comuns, e eles permanecem no próprio espaço, a menos que se sintam ameaçados.

Por isso, ao ver um jacaré, não entre em pânico, não se aproxime, e principalmente, não o alimente. Se ele estiver parado, dê a volta pela maior distância que puder. Se estiver andando, saia do caminho e dê o máximo de espaço que for possível. Os jacarés não são animais ágeis, e são “predadores de emboscada”, ou seja, são mais propensos a “sentar e esperar” o alimento se aproximar a ativamente caçá-lo.

De acordo com a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), se o animal estiver fora de seu habitat natural, ou em algum local que apresente risco para ele, o correto é chamar os órgãos de defesa ambiental, como a Polícia Ambiental ou o Ibama.

 

Foto em Destaque: reprodução.

Jacaré mantido em cativeiro é resgatado pela Polícia Civil em Moema, São Paulo

Um jacaré que estava sendo mantido em uma casa na Avenida Miruna, no bairro nobre Moema, na zona Sul de São Paulo, foi resgatado pela polícia civil na manhã deste sábado, 13. Além do jacaré, foram encontradas 35 tartarugas e seis aranhas. Em outra residência na Avenida Itacira, a polícia encontrou 42 tartarugas e duas cobras, totalizando 85 animais resgatados nas duas residências.

Os animais foram levados para o Centro de Manejo de Animais Silvestres (Cemacas). Um homem que se identificou como encarregado dos animais foi levado à 2ª Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) em São Paulo, onde o incidente foi registrado e está sob investigação.

“A apreensão é resultado de trabalhos investigativos dos policiais, que descobriram o cativeiro ilegal e cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça”, informou a Secretaria de Segurança Pública.


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De acordo com o Artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais, quem cometer o crime de manter animais silvestres em cativeiro sem autorização, pode cumprir pena de 6 meses a 1 ano, que pode ser dobrada em casos onde o animal está em risco de extinção, durante a noite, período de proibição de caça, com abuso de licença, dentro de um unidade de conservação, ou quando é utilizado um método ou instrumento capaz de causar extinção em massa. A pena pode chegar a ser triplicada se for caso de caça profissional.

Ao encontrar um animal silvestre, o principal é ter o mínimo de interação possível com o animal. Não é recomendável tentar fazer a captura do animal, pois pode ocasionar um acidente ou envenenamento. Entre em contato com a Polícia Ambiental, o Centro de Controle de Zoonoses, o corpo de bombeiros ou a Secretaria Municipal de Saúde. Os órgãos têm treinamento para saber como proceder nesses casos para garantir a segurança do animal e de quem o encontrou, e para decidir se é melhor realizar a soltura do animal em local adequado ou transportá-lo para um centro de acolhimento.

Foto destaque: Jacaré é resgatado de residência em Moema, São Paulo. Reprodução/G1.

Veja os riscos que podem ocorrer com águas de esgoto

Augusto Figueiredo, operador de máquinas, de 29 anos, morador de Manaus, no Amazonas, tinha acabado de sair de um festival de rap no Riocentro, em Jacarepaguá, zona Oeste do Rio de Janeiro, na manhã de sábado, dia 6, parou para urinar à beira de uma vala. Seu celular da marca iPhone 12 Pro Max recém-comprado, caiu no esgoto, e sem parar para pensar entrou no esgoto para recuperar.

Augusto mergulhou na água suja, só com a cabeça de fora, e só após três horas o celular foi encontrado e voltou a funcionar. Muitas pessoas que deixavam o show filmaram a cena, disse que não sabia da repercussão e estava mais preocupado em recuperar seu celular. Chegou a oferecer dinheiro, dois mil para quem achasse, um vendedor ambulante pulou, mas depois de minutos desistiu.


Augusto recuperou o celular. Reprodução/TV Globo


Ele dirigiu-se imediatamente ao hospital na Barra da Tijuca, onde permaneceu por quatro horas recebendo cinco pontos no pé e uma injeção de antitetânica. Contou que não tinha conhecimento do real perigo, que na região tinha jacaré e cobra.

Desconheço historicamente, referência de ataque de jacarés ao ser humano na baixada de Jacarepaguá, sendo que o contrário, eu próprio sou testemunha de sua caça. O único perigo que o “destemido” turista correria é se, tivesse próximo a algum ninho de jacaré. Aí sim poderia haver uma ação defensiva do animal em relação à presença humana próximo à cria “, esclareceu o biólogo.

Segundo informações do ambientalista Mário Moscatelli, não existe registro de ataque de jacaré na região, mas, também informou que a região é frequentada pelo animal naquela área. Inclusive na Barra da Tijuca um jacaré foi filmado por um morador em um bueiro de um condomínio que fica próximo ao canal Marapendi, anos atrás.

O biólogo informou que é necessário passar por exames para descartar problemas com os microrganismos.

Foto Destaque: Contato direto com esgoto traz diversos riscos à saude. Reprodução/Getty Images

Arara-canindé pousa no braço de policial durante corrida matinal

A corrida matinal de Kaléu Freitas teve uma surpresa inusitada no último domingo (30), no Jardim (MS), município a 224 quilômetros de Campo Grande. O policial civil teve a companhia inusitada de uma arara-canindé, que pousou no seu braço esquerdo e “não quis sair mais”.


Vídeo postado por Kaléu Freitas do acontecimento nas plataformas digitais. Reprodução: Youtube


“Gente, Deus é bom demais(…)Dá uma olhada aqui. Quem veio atrás de mim correndo? E quem parou nos meus braços? Deus é bom demais, pai. Bora, filha, correr?”, disse o policial rindo com a arara pousada em seu braço enquanto registrava o acontecimento. O percurso da corrida feito por Kaléu aos fins de semana era o mesmo que sempre fazia, em um bairro perto de uma fazenda, em uma área afastada da parte urbana de Jardim.

Kaléu conta que o medo foi natural diante da situação. Assim que a arara pousou em seu braço, o policial não hesitou em registrar o momento, mas não quis mecher no animal que de acordo com ele, ficou pousando “em seu corpo todo”.

A presidente do Instituto Arara-Azul e professora no programa de pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional em uma universidade particular de Campo Grande, Neiva Guedes, alerta sobre a ação da arara. Para a especialista, a forma com que ela pousou no rapaz não é uma atitude comum da espécie, e que a mesma provavelmente teria sido uma ave domesticada ou cevada (quando o animal é domesticado com comida).

Ela também salientou que a atitude do policial foi correta e deu orientações para se o caso venha a se repetir. “Não recomendamos que amanse ou domestique animais silvestres, é errado. Animais que fazem isso tiveram o comportamento alterado. Nestes casos, a pessoa deve manter a calma e fazer o possível para o bicho voar. Não deve se aproximar muito, não beijar e ficar perto. O bicho pode bicar, machucar e até transmitir doença”.


Arara-canindé. Imagem: Christel Sagniez 


A arara-canindé (Ara ararauna), também chamada de arara-azul-e-amarela, tem a plumagem com as cores da bandeira do Brasil. A espécie é uma das mais emblemáticas do cerrado brasileiro, sendo muito importante para comunidades indígenas. Atualmente a arara-canindé se encontra ameaçada de extinção.

Uma das razões é o fato dela se deslocar a grandes distâncias durante o dia, entre os locais de descanso e de alimentação e, por isso, ser considerada uma presa fácil.

A arara-canindé geralmente constrói seus ninhos em fendas no tronco de árvores e deposita seus ovos lá. Os filhotes permanecem no ninho por cerca de treze semanas, enquanto são alimentados pelos pais que regurgitam o alimento diretamente em seus bicos.

As araras são animais silvestres que são conhecidas por chamar a atenção devido a sua beleza natural e plumagem chamativa, fazendo com que muitos desejem ter a ave como pet. Embora não seja recomendado, a compra da ave não é proibida no país, e exige uma manutenção de alto custo.

 

Foto Destaque: Kaléu Freitas e a arara-canindé. Foto: Direto das Ruas