Veja dicas de como ser o melhor tutor para seu pet

Cada vez mais os pets vêm conquistando o coração dos humanos, e sua chegada a um novo lar promove entusiasmo e muita alegria, mas também mudanças na rotina do tutor. Cães e gatos têm características e necessidades específicas que devem ser levadas em consideração na hora da decisão de adquirir um novo membro para a família.

Durante as celebrações de final de ano é comum a troca de presentes como parte das festividades natalinas. No entanto, vale ter cuidado nesta escolha. Dar um pet de presente não é recomendado, uma vez que a escolha de um gato ou cão requer planejamento e precisa fazer parte da decisão de todos os membros da família.

A intenção de quem presenteia é sempre a melhor, pois ser tutor de um animal de estimação pode ser uma das experiências mais surpreendentes da vida. E, é gratificante para os animais também, já que muitos encontram-se em situação de abandono e terão a chance de encontrar um lar. Presentear com um pet é mais do que impressionar ou proporcionar um momento de alegria, trata-se de um compromisso para toda vida.

A guarda responsável de um animal de estimação implica em ter responsabilidade com a saúde e com os cuidados do pet, incluindo criar condições ideais para que o gato ou cão seja feliz e saudável, de forma a enriquecer a vida da família e da sociedade como um todo.

Confira sete dicas que a ROYAL CANIN® separou para ajudar quem está planejando ter um pet:

1-Qual perfil de pet é o mais recomendado?

Cada gato e cão é diferente. Seu tamanho, idade, níveis de energia e temperamentos podem afetar a dinâmica familiar. Consultar um Médico-Veterinário é um recurso-chave para a busca por informações confiáveis

2-O novo tutor tem condições financeiras para assumir as despesas do pet?

A chegada de um pet exige também planejamento financeiro. Lembre-se que o orçamento dedicado precisa atender as emergências médicas e despesas de rotina como, por exemplo, alimento adequado à fase e estilo de vida, brinquedos, vacinas, visitas ao Médico-Veterinário, além dos cuidados com a higiene e bem-estar. 

3-Quem vai cuidar da saúde do seu animal de estimação?

O Médico-Veterinário é a voz confiável para orientá-lo na decisão do perfil ideal, bem como organizar a chegada e integração do gato ou cão ao novo lar. A escolha do profissional antes do pet chegar é primordial, pois o profissional orientará com detalhes os cuidados e preparo iniciais, além da forma correta de transportar o animal até a clínica. Também vale considerar a pesquisa por potenciais cuidadores do pet, para os momentos de viagem ou ausência prolongada

4-Existem condições especiais de saúde ou necessidades específicas que o seu futuro pet pode ter?

A alimentação adequada às necessidades individuais do pet é essencial para garantir que ele tenha qualidade de vida. Em cada fase do seu desenvolvimento, por exemplo, há necessidades nutricionais diferentes para um crescimento saudável. E, é preciso também observar possíveis problemas de saúde ou sensibilidade que possam aparecer.

5-A agenda da sua família é agitada?

A guarda responsável também inclui prever no planejamento da casa os cuidados com o animal. Todos podem ajudar na rotina de cuidados com o pet, como alimentação, higiene, exercícios, adestramento, brincadeiras e sem esquecer das vacinas e visitas ao Médico-Veterinário.

6-A casa está preparada para receber o novo pet?

O espaço físico e recursos disponíveis são essenciais para a boa adaptação do pet. Escolha um local tranquilo e confortável para seu descanso e tente manter as refeições em horários fixos. É necessário também prever tapetes higiênicos ou caixas de areia para as necessidades do animal, em local separado, além da quantidade apropriada de comedouros e bebedouros, de acordo com a quantidade de pets da casa.

Foto Destaque: Reprodução

Bicho-preguiça é resgatado por Guardas Municipais no interior do Rio de Janeiro

Um bicho-preguiça foi resgatado pela Guarda Municipal de Maricá, Rio de Janeiro, no último sábado (24). O animal foi encontrado por uma moradora do Condomínio residencial Campo e Mar 2, em Itaipuaçu, que contatou os guardas através do Centro de Operações de Segurança (CIOSP).

De acordo com os agentes do Grupamento Especial de Defesa Ambiental (Gedam), responsáveis pelo acolhimento do bicho-preguiça, o animal não possuía marcas de ferimentos ou qualquer dano causado por maus-tratos. 


Bicho-preguiça é resgatado pela Guarda Muicipal. (Foto: Reprodução/Prefeitura de Maricá)


A Secretaria de Cidade Sustentável da Prefeitura Municipal de Maricá informou que o silvestre foi encaminhado para a Unidade de Conservação da Gedam, e que lá passará por cuidados e atenção necessária. Após tais procedimentos, o bicho-preguiça será encaminhado e entregue ao seu habitat natural.

A Guarda Municipal de Maricá enfatizou à população os cuidados necessários diante de situações como a que acometeu a cidade no último fim de semana. De acordo com o Órgão, a primeira atitude a ser tomada deve ser o acionamento da patrulha, que atende pelos endereços telefônicos 153 ou (21) 98609- 1516 (Disque-Seop).

O Serviço permanece em alerta 24 horas por dia e está preparado para o resgate de qualquer espécie que se encontre em situação de integridade física ou simplesmente fora de seu habitat natural. Atende também as demais localidades da região, seja nas áreas urbana ou rural. 


O Gedam informou que o animal será levado de volta ao seu habitat nayural após receber cuidados profissionais. (Foto: Reprodução/Prefeitura de Maricá)


Risco de extinção

De acordo com a Associação Pan-Americana para a Conservação (Appc), a fragmentação da floresta é uma das maiores ameaças que os bichos-preguiças selvagens enfrentam, pois perpetua o desmatamento e a destruição do habitat natural dos bichos-preguiça. 

O aparecimento desses animais em regiões urbanas são apenas parte das ameaças à preguiça, que quando em contato com o sono sofre riscos de atropelamentos e predação de outros predadores, como cobras e onças.

A Associação informa que atualmente uma das maiores lutas da organização é para o combate ao animal como parte de atrações turísticas. A exibição das espécies é uma das causas do tráfico de até 90% desses animais que correm risco de desaparecimento.

 

Foto Destaque: Bicho-Preguiça é encontrado em área urbana da cidade de Itaipuaçu (RJ). Reprodução/Prefeitura de Maricá.

Cães e gatos podem sentir ansiedade segundo veterinário

Desde sempre, os animais fazem parte do convívio humano e não é atoa que alguns deles se tornaram animais domésticos com o passar do tempo, assim sendo mais comuns de serem encontrados ao lado de outros humanos. Cães e gatos são os tipos de animais domésticos mais frequentes hoje em dia e pelo visto se parecem mais conosco do que achávamos. Estes animais também sofrem com problemas que se tornaram diários para nós, a ansiedade e o estresse. A relação que cada dono divide com seu animal de estimação pode influenciar a saúde do mesmo em relação à essas condições.

Certas mudanças na rotina e outras condições diferentes do usual podem afetar a condição de vida destes animais. Pelas redes sociais, o especialista e médico veterinário Rafael Guariniello concedeu entrevista ao site Terra, explicando as razões que fazem da relação entre donos e pets ser determinante para a qualidade de vida de ambos:

Como a relação entre tutor e pet influencia o bem-estar do animal?

“A relação entre tutor e pet influencia muito o bem-estar do animal, principalmente emocionalmente, já que pets que não recebem atenção, por exemplo, podem apresentar alguns transtornos como ansiedade e até depressão. Por isso, a construção de uma boa relação entre tutor e pet é vital.” 

Então os animais de estimação também podem desenvolver transtornos de ansiedade ou depressão? Como identificar o quadro emocional de um pet e oferecer suporte? 

“Sim, podem desenvolver ambos. Estar atento às alterações de comportamento do dia a dia e mudanças de hábito, como prostração, falta de interesse em brincar ou passear, falta de apetite… podem ser sintomas e apontam que é o momento de procurar um médico veterinário.” 

Por que as mudanças na rotina impactam mais os pets? O que fazer para minimizar esse estresse?

“Os pets são muito sensíveis às mudanças de ambiente e rotina, principalmente os felinos. As mudanças devem ser ao máximo planejadas para que haja um plano de adaptação. Por exemplo, na mudança de casa, levar o pet para conhecer o novo lar várias vezes antes da mudança definitiva. O médico veterinário pode ajudar a planejar estas mudanças para que o animal sofra o menor impacto possível.” 

Popularmente, os gatos são vistos como animais mais independentes, isso reflete na capacidade deles em lidar com os humanos? 

“O modo de expressão das emoções dos gatos e cachorros são diferentes, mas ao contrário do que possa parecer, os gatos são tão sensíveis às mudanças quanto os cachorros.” 

De que formas a falta de atenção impacta gatos e cães? Qual a importância de criar momentos de qualidade com o pet? 

“A falta de atenção para ambos afeta totalmente o bem-estar animal. Por isso, é muito importante criar momentos de conexão entre os pets e seus tutores, em que haja troca de ocitocina entre todos, importante para os humanos e pets, gerando emoções positivas.”

Cães e gatos têm sentidos aguçados: de que modo os sons podem fazer bem ou mal a eles? Por que os fogos de artifício assustam tanto? 

“Qualquer mudança ambiental desperta o interesse dos pets, como cheiros, sons e estímulos visuais. Se os sons estão presentes em momentos bons, serão “lembrados” como sinais de boas emoções também. Sobre os fogos de artifício, os barulhos costumam ser muito altos, fortes e o cheiro gerado é de pólvora, trazendo medo, susto e insegurança, porque também não costuma ser um barulho comum e conhecido. É importante que, nesse momento, o tutor se aproxime do pet, o acalme e passe segurança.” 

Por que alguns pets ficam ao lado dos tutores durante atividades, como uma sessão de meditação, por exemplo? 

“Geralmente, no primeiro momento, os pets ficam curiosos para entender o que humanos estão fazendo naquele instante. Mas conseguem perceber se seus tutores entram em um estado meditativo e de relaxamento, o que pode atrai-los para perto.”


Cão e gato se encarando. (Foto: Reprodução/VetFaro)


Cães e gatos continuarão sendo os melhores amigos do homem e apenas com o tempo iremos descobrir outras coisas que eles podem ter de similar conosco. Pelo menos, já sabemos o suficiente para nos atentarmos mais a relação com eles, sendo agora uma questão de saúde e qualidade de vida.

 

Foto Destaque: Relação entre donos e pets é fundamental para a saúde de ambos. Reprodução/WeMystic

Veja cuidados especiais para viajar com os animais

O recesso de final de ano se aproxima e, com esse período, as viagens para recompensar o trabalho e sair da rotina. Para quem tem cães e gatos e não abre mão de passar momentos especiais com seus bichinhos, é importante ter atenção a detalhes para garantir que a trajeto seja seguro para os animais e despreocupante para os tutores.

A docente do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, professora Vanessa Lowe, alerta para os principais pontos para planejar um passeio. “É preciso colher informações sobre o local, considerando que a maioria dos destinos só permitem a entrada de pets com determinadas vacinas por exemplo, portanto, é necessário estar em dia com as vacinações e medicações”, alerta.

Os tutores devem ter em mãos o atestado sanitário do seu animalzinho de estimação, certificante de que o animal está em boas condições de saúde e atende às medidas definidas pelos órgãos públicos, além da carteira de vacinação. A documentação é imprescindível até mesmo para trajetos feitos em veículo próprio. Em caso de viagem internacional, o comprovante de chipagem também é necessário.

“Para facilitar a comunicação, os dados mais importantes podem estar presentes na coleira de identificação, como nome e telefone dos donos. Hoje em dia, existem tags para colocação na coleira, que, por meio de um aplicativo, auxiliam no acompanhamento e a localização do pet. Essa medida é válida para o dia a dia, mas torna-se indispensável em locomoção para lugares distantes”, lembra a docente.

CAIXA DE TRANSPORTE

Além de ser uma exigência em companhias rodoviárias e aéreas, uma viagem de carro se torna mais segura quando o pet está acomodado em uma caixa de transporte confortável. O Código de Trânsito Brasileiro não permite que animais fiquem entre as pernas do passageiro ou nos bancos de veículos, assim como em caçambas de pick-ups e caminhonetes.

“O cachorro ou gato pode se familiarizar com a caixa algumas semanas antes do passeio, por exemplo, e isso evita problemas no futuro”, indica a médica-veterinária. “Para isso, podemos colocar brinquedos e cheiros aos poucos, a fim de acostumá-los a esse ambiente, desse modo, o trajeto será mais tranquilo”, afirma. A mesma técnica se aplica a outros pets não convencionais, como coelhos.

A docente indica, também, que o percurso deve conter paradas planejadas, para que os seus bichinhos possam fazer suas necessidades (urinar e defecar) e tomar água. Segundo a professora, o ideal é que os animais parem de se alimentar 3 horas antes da partida. “Os intervalos diminuem os riscos de enjoos e você chega a seu destino sem grandes problemas”, completa.

Foto Destaque: Reprodução

Veja os cuidados para garantir a saúde e a diversão dos pets no verão

Dias mais quentes e férias são motivos para programar passeios e viagens na companhia dos pets. Mas apesar da diversão garantida, não dá para relaxar com os cuidados: altas temperaturas, clima chuvoso ou dias muito ensolarados podem colocar em risco a saúde dos animais de estimação. Para que o verão seja tranquilo, a médica veterinária e consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Farah de Andrade, preparou uma lista de cuidados.

  1. Cuidado com a hipertermia

Os cães apresentam uma temperatura corporal mais elevada que os humanos, entre 38,2ºC e 39,1ºC, e transpiram muito pouco pelas patas. A liberação do calor ocorre principalmente pela respiração, fazendo com que fiquem mais ofegantes e respirando com a boca aberta quando está muito quente. Já os gatos transpiram pelas patas, queixo, ânus e lábios. 

Embora pareça o contrário, a pelagem dos pets ajuda a controlar a temperatura corporal, pois evita que os raios solares e o calor atinjam diretamente a pele dos animais. No entanto, essa proteção tem limites. É preciso fornecer ambiente e recursos adequados para o pet se refrescar. O ar-condicionado é uma boa opção, principalmente, para as raças braquicefálicas (com focinho achatado), que têm maior dificuldade em respirar por apresentarem alterações anatômicas que geram obstrução das vias aéreas superiores, como prolongamento de palato, estenose de narinas e macroglossia (língua grande e grossa). Porém, a temperatura deve ficar em torno de 24º C, já que ambientes demasiadamente gelados podem causar hipotermias.

Pets dentro do carro? Perigo à vista. Mantenha o ar-condicionado ligado ou as janelas abertas e evite sempre os horários mais quentes. No quintal, assegure que o pet tenha áreas com sombra e piso fresco para ficar. Caso contrário, recolha-o para dentro de casa nos horários mais quentes do dia.

O alerta também vale para mudanças bruscas de temperatura. Se o pet está dando sinais de calor excessivo, procure refrescá-lo gradativamente com panos molhados em água fresca e ofereça água. O ideal é beber água gelada com muitos cubos de gelo para que o animal tome apenas uma quantidade suficiente de água evitando uma distensão gástrica excessiva e/ou vômitos e broncoaspiração, principalmente nos braquicefálicos.

  1. Uma boa hidratação é essencial

A desidratação é um dos principais riscos nessa época do ano, por isso, é muito importante ficar atento à quantidade de água ingerida. Uma boa dica é comprar potes graduados, nos quais o tutor pode acompanhar o volume ingerido.

Deixar vários potes de água pela casa e comprar fontes para os gatos também auxilia, pois os felinos adoram água em movimento. Uma maior quantidade de potes também estimula os animais a beberem água, principalmente, se estiver fresca e com cubos de gelo. Congelar frutas e legumes e oferecer como “sorvete” para os pets também vale.

  1. Atenção com a exposição ao sol

Cães e gatos adoram tomar sol e não é à toa. A luz solar é responsável pela absorção de vitamina D, fundamental para a imunidade, para prevenir problemas ósseos e também ajuda a aliviar dores musculares e articulares. Porém, como os pets não entendem os perigos da exposição excessiva, é preciso avaliar a temperatura e limitar os banhos de sol, se necessário. Quer passear com o seu cão? Somente até 10h da manhã ou após às 16h, mas para quem mora em uma cidade de clima muito quente, vale a pena iniciar o passeio ainda mais tarde, prevendo locais com sombra e muita água à disposição.

Também vale o alerta: o calor do piso pode queimar as patas, provocando dor e fissuras que podem permitir a entrada de bactérias, causando lesões e infecções. Antes de sair, o indicado é colocar a palma da mão no chão por um minuto. Se estiver confortável, passeio liberado. Caso contrário, será preciso esperar.

Filtro solar é indispensável. Passe o produto no focinho, abdomên, pontas das orelhas e áreas com menos pelos. “O uso do protetor solar deve ser um hábito diário para os cuidados com os pets, assim como deve ser para os humanos, pois é uma importante forma de prevenção do câncer de pele, principalmente, para aqueles com pelagem e pele clara, com focinhos e extremidades despigmentadas. Uma dica é manipular o protetor solar com ativos que promovem a hidratação da pele ou com repelente, desta forma, aproveitando a aplicação para aumentar os cuidados”, aconselha a veterinária.

  1. Banho e tosa merecem atenção especial

Embora sejam refrescantes, os banhos em excesso retiram a proteção natural da pele, o que pode ser prejudicial para os animais. O indicado é que os cães tomem banho com o intervalo mínimo de uma semana. Já para os gatos, a recomendação é não dar banhos em pet shops, pois eles realizam a sua própria higiene, além de se estressarem muito com o calor e a mudança de ambiente.

Tosar demasiadamente os pelos também pode ser prejudicial, pois pelos curtos demais deixam a pele mais exposta, podendo causar queimaduras. O ideal é buscar um tosador experiente e seguir a recomendação para cada raça. Uma alternativa eficiente é fazer a tosa higiênica, tosando uma área maior do abdomên para ajudar o pet a se refrescar.

  1. Capriche na prevenção

Entre os meses de novembro e março, há chuvas e calor em excesso, fatores que promovem uma maior proliferação de pulgas, mosquitos e carrapatos, por isso, a prevenção com antipulgas e carrapaticidas precisa ser ainda maior. Pulgas causam desconforto, podem transmitir vermes e causar problemas de pele, como a Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP), para animais que apresentam sensibilidade. Carrapatos podem transmitir doenças hemolíticas graves como a erliquiose e a babesiose, infecções que causam anemias, hemorragias, insuficiência renal, alterações neurológicas, perda de apetite, icterícia, cansaço e depressão no animal. Ambas são gravíssimas e com grandes chances de óbito, se não tratadas de forma adequada.

Vermífugos protegem contra diversas verminoses e, conforme a composição, previnem também a dirofilariose (doença do verme do coração), transmitida por mosquitos, principalmente em cidades litorâneas. “Para prevenção do verme do coração é indicada a administração mensal do vermífugo. O uso de repelentes, próprios para animais, também é recomendado para complementar a prevenção dessa doença, evitar picadas comuns e como coadjuvante nos cuidados para combater a leishmaniose, doença grave que pode ser prevenida com vacina própria para esse fim”, explica Farah.

É fundamental consultar o médico veterinário para orientação dos cuidados adequados, incluindo a vacina polivalente, pois doenças como a parvovirose, a cinomose e o coronavírus são ainda mais comuns no verão.

  1. Facilite os tratamentos preventivos

Com tantos cuidados, algumas alternativas podem facilitar a prevenção. “Medicamentos manipulados são feitos na dose exata para o pet e podem combinar mais de um fármaco, o que otimiza a administração e pode reduzir custos. Além da variedade de formas farmacêuticas e flavorizantes que agradam aos pets e facilitam a administração dos medicamentos”, indica a veterinária. Para os cães que aproveitam o verão para tomar banhos de mar ou piscina, a dica é optar por antipulgas de administração oral, já que os de uso tópico terão menor durabilidade.

Foto Destaque: Reprodução

Cachorros podem morrer de calor no verão: saiba o que fazer

A partir de amanhã (21) o verão começa oficialmente no Brasil, mas a temperatura já começou a subir em todo país. Para Camilli Chamone, geneticista e e consultora em comportamento canino, grande parte dos donos e tutores fica preocupada com o período de inverno e no frio que os filhotes passam, mas é no calor que deve se prestar mais atenção: “Os cães regulam a temperatura do corpo por meio da respiração. Eles respiram para eliminar ar quente de dentro do organismo e inspirar ar frio. Porém, dependendo do calor é impossível, pois o ar extremo está muito quente e eles não conseguem resfriar seu próprio corpo”, detalha.

Segundo a geneticista, o cuidado precisa ser dobrado com raças de cachorros com focinho achatado, como pug, buldogues, shitzu, lhasa apso boxer, pois esses em específico possuem ainda mais dificuldade em regular a temperatura do próprio corpo, podendo ocasionar em um quadro de hipertermia em questão de minutos. Os sinais de alerta são: Ofegação (língua para fora de forma intensa), hipertermia (quando a língua passa a ter tons arroxeados, por conta da mudança de temperatura) e outros como, engasgo, vômito, diarreia e até desmaio. 


Cachorro (Foto: Garfield Besa)


Existem algumas dicas para previnir tais sintomas no seu pet: Evitar passeio entre as 10 e 16 horas“Por serem os horários mais abafados, o asfalto pode até queimar as patas. Ainda assim, não deixe de passear com ele no verão. O ideal é ir bem cedinho, ao amanhecer”. Deixar a água sempre fresca“O cachorro precisa submergir a língua na água para matar a sede, por isso a água é a vontade, em potes largos e de fácil acesso, jamais em bebedouros conta-gotas”. E a última dica Evitar tosas “O pelo é um isolante térmico, tanto do frio como do calor. Se quiser diminuir os pelos, o ideal é aparar com uma tesoura, sem nunca descobrir a pele”.

Foto Destaque: Muhannad Alatawi / Pexels

Réveillon: veja 5 dicas para protejer seu pet do barulho dos fogos de artifício

“Cães e gatos chegam a ter a audição quatro vezes mais sensível que a nossa. Então, se nós ouvimos o barulho dos fogos de artifício relativamente altos, eles ouvem quadruplicado. Isso faz com que eles entrem em estado de pânico e acabam passando por consequências sérias”, explica a veterinária Fernanda Loss.

Embora festividades natalinas e de Réveillon sejam sejam ocasiões importantes para diversos setores do país e principalmente da economia, alguns efeitos dessas comemorações são capazes de causar muitos danos à saúde dos pets. Os fogos de artifício, elementos considerados essenciais na passagem de ano, podem levar o estado físico ou mental dos bichinhos a um estado complicado e de sérias consequências.

A veterinária aponta a convulsão, ataque de raiva e fuga como possíveis reações que um animal pode ter quando exposto em contato com barulhos extremamente altos e impactantes como os dos rojões e fogos de artifício. Ela explica que em meio ao desespero, a fuga cometida por animais, seja para a rua ou cômodos externos da casa, geralmente ocasionam acidentes que costumam levar à morte do cão, gato, ou outro animal de estimação. 


Siga esses passos e proporcione maior segurança ao seu pet. (Foto: Reprodução/Pinterest)


Existem, portanto, algumas formas de proteger e distrair o seu pet das consequências causadas pelos fogos de artifício, veja algumas:

1. Faça companhia ao seu pet: o seu cão, gato, coelho ou qualquer animal precisa se sentir segura. E você, como uma pessoa próxima a ele, pode amenizar esse momento de tensão fazendo apenas companhia ao pet, transmitindo-o segurança. 

2. Proteja os ouvidos do pet: uma ótima dica é colocar bolinhas de algodão na entrada dos ouvidos do pet, assim o canal auditivo do animalzinho estará menos exposto ou propenso a sofrer algum tipo de dano.

3. Mantenha-o distraído: ligar o ventilador, a televisão ou colocar sons com que o animal já esteja acostumado é uma excelente forma de prender sua atenção e evitar que o barulho dos fogos cause um efeito muito surpreendente sobre o pet.

4. Feche portas e janelas: é importante se precaver e impedir que o pet fuja em caso de susto extremo, pois isso pode gerar acidentes ainda piores. Portanto, conferir portas, janelas e portão é fundamental para manter a segurança do seu pet.

5. Afaste objetos perigosos: em caso de agitação causada por susto devido ao barulho dos fogos, tire de perto do pet objetos que sejam pesados, quebráveis ou perfurantes.

 

Foto Destaque: Proteja seu pet dos fogos de artifício. Reprodução/Carinho de Bicho.

Viagens, fogos de artifício saiba quais são os cuidados indicados para seu pet

O recesso de final de ano se aproxima e, com esse período, as viagens para destinos turísticos recompensam o trabalho e nos fazem sair da rotina. Para quem tem cães e gatos e não abre mão de passar momentos especiais com seus bichinhos, é importante tomar atenção a detalhes para garantir que o trajeto e a estadia sejam seguros para os animais, além de tornar a experiência dos tradicionais fogos de artifício menos estressante para o seu bichinho.

“Alguns cuidados podem tornar as férias mais divertidas e não causar prejuízos aos pets. Uma viagem, assim como para nós humanos, pode ser muito cansativa e estressante para o animalzinho. Por isso, o tutor deve ficar atento a algumas recomendações antes e durante a viagem”, alerta o médico veterinário e coordenador do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, Frederico Fontanelli Vaz.

A seguir, o médico-veterinário elenca algumas dicas para tutores seguirem nessa temporada de férias.

LEVAR OU NÃO O PET?

Para fazer essa escolha, é necessário levar em consideração os fatores relacionados com a adaptação e comportamento do pet. Essa questão é muito particular de cada animal. Alguns gatos podem não ser adeptos a mudanças e não gostam de sair da rotina, e essas alterações podem provocar estresse, levando a queda na imunidade e danos a sua saúde. Cães não apresentam tanta restrição nas alterações em sua rotina, mas também podem ter problemas durante a viagem.

Antes de qualquer tomada de decisão, outros aspectos que precisam de atenção e ser esclarecidos quando está sendo estudado onde o pet ficará durante a viagem:

– O pet permanecerá no mesmo quarto que o dono ou o hotel/pousada tem um canil?

– Esse local será próximo do quarto?

– O pet ficará em contato com outros cães?

– Esses cães serão do mesmo porte que o seu cão?

– Meu pet está com a vacinação em dia?

– Os outros animais estarão vacinados e bem de saúde?

– Meu pet permite socialização? Os outros animais serão sociáveis?

– Existe um controle por parte do estabelecimento exigindo um atestado de boa saúde do animal?

Caso a escolha seja que o pet fique em casa, é necessário observação e acompanhamento durante todo o período de viagem. Importante que tenha uma companhia de confiança e que goste de animais (um amigo, vizinho ou até um profissional de confiança, como um pet sitter, babá de animais, ou serviços como creches para pets) que já o conheça e que ele também conheça essa pessoa/local, pois isso facilitará a convivência e dia a dia. Entre os cuidados essenciais estão: higienização do ambiente, troca e limpeza dos potes de água, alimentação entre duas ou três vezes no dia, passeios regulares, observação em qualquer mudança de comportamento, brincadeiras, atenção e carinho.

FAÇA PAUSAS NO TRAJETO

O trajeto até o destino das férias deve conter paradas planejadas, para que os seus bichinhos possam fazer suas necessidades (urinar e defecar) e tomar água. Além disso, o ideal é que os animais parem de se alimentar 3 horas antes da partida, para evitar que fiquem enjoados e acabem vomitando.

CAIXA DE TRANSPORTE 

Além de ser uma exigência em companhias rodoviárias e aéreas, uma viagem de carro se torna mais segura quando o pet está acomodado em uma caixa de transporte confortável. O Código de Trânsito Brasileiro não permite que animais fiquem soltos dentro do veículo, entre as pernas do passageiro ou nos bancos, assim como em caçambas de pick-ups e caminhonetes.

VACINAS

Para viagens, tutores devem ter em mãos o atestado sanitário do seu bicho de estimação, certificando que o animal está em boas condições de saúde e atende às medidas definidas pelos órgãos públicos, além da carteira de vacinação. A documentação é imprescindível até mesmo para trajetos feitos em veículo próprio. Em caso de viagem internacional, o comprovante de chipagem também é necessário. Exames, vermífugos, controle de pulgas e carrapatos também devem estar em dia.

NÃO PERCA SEU PET!

Prevendo qualquer situação de desaparecimento, é recomendado colocar no animal coleira contendo identificação, como nome e telefone dos donos.

ATENÇÃO AOS FOGOS DE ARTIFÍCIO

Os fogos de artifício são sinônimo de medo e muito incômodo. Os cães têm audição apurada e escutam de 4 a 6 vezes mais que os humanos, um dos fatores que fazem com eles sintam medo dos foguetes. Os gatos conseguem disfarçar melhor, mas eles também se assustam e procuram abrigos para se esconder. Como os fogos podem trazer problemas para a saúde dos animais, é importante que os tutores adotem alguns cuidados para preservar os pets

Algumas dicas para cuidar do seu pet na noite de réveillon incluem:

  • Deixe o animal no cômodo da casa que tenha menos barulho;
  • Certifique-se de que não há rotas de fugas no cômodo que o pet estará para que ele não fuja;
  • Se possível, feche portas e janelas na hora da queima dos fogos;
  • Procure na internet um som relaxante ou ligue a TV com o volume alto com o intuito de abafar o barulho externo;
  • Se morar em apartamento, verifique se as telas de proteção estão seguras para evitar acidentes com o seu pet;
  • Utilize fones de ouvido ou protetores de orelha apropriados para pets. Eles podem ser comprados em clínicas veterinárias e em pet shops;
  • Faça companhia para o seu pet. Isso transmite segurança para ele;
  • Utilize um floral indicado por um veterinário, não medique o seu pet sem a orientação de um profissional.

Foto Destaque: Reprodução

Nova Iorque proíbe venda de cães, gatos e coelhos nova lei entrará em vigor em 2024

As lojas de animais de estimação em Nova Iorque serão vedadas de venderem cães, gatos e coelhos, medida entra em vigou a partir de Dezembro de 2024, lei proíbe a comercialização visa promover o bem-estar dos animais e combater reproduções em massa.

Após denúncias realizadas pelos grupos de defesas dos animais, a lei foi assinada pela Governadora de Nova Iorque Kathy Hochul. Diante desta nova medida a cidade se juntará a outros estados que possui esta proibição de comercialização de pets como Califórnia, Illinois e Maryland, a lei permite que as lojas de animais trabalhe com abrigo para os pets locando a seu estabelecimento para este fim e com o intuito encorajar as adoções.

A sanção da lei foi muito comemoranda por grupo de proteção dos animais, enquanto empresas de animais de estimação se mostraram receosas ao incentivo do mercado ilegal de criação e venda de animais.


 
Emilio Ortiz Gerente de loja de animais em Chelsea (Reprodução oGlobo/ Foto –Sarah Naomi Lewkowicz / New York Times)

Matt Bershadker que é o diretor da da Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais, afirmou que a decisão é uma “vitória histórica” “Ao pôr fim à venda de cachorros criados cruelmente, em lojas de animais de estimação, Nova Iorque está a pôr fim a um sistema que permite aos vendedores a retalho e aos criadores comerciais lucrarem com uma brutalidade inconcebível”, disse o diretor.

Com a nova medida as autoridades esperam promover a interrupção o processo de criação comercial de animais domésticos, que em por vez ou outra são mal tratados e depois vendidos “Acabar com as fábricas de filhotes no estado de Nova York significa o triunfo da compaixão sobre os males inerentes a uma indústria cruel que busca lucros submetendo animais inocentes a tratamento bárbaro”, afirmou a deputada Linda Rosenthal.

Ao proibir a venda de  cães, gatos e coelhos cerca de 80 estabelecimentos comerciais com esta finalidade na cidade de Nova Iorque terão até Dezembro do ano de 2024 para adaptação de suas lojas.

Foto destaque:  Animais cuidados pela ONG Amigos de São Francisco. Reprodução G1/ Divulgação/Amigos de São Francisco

Veterinária fala como transportar seu pet em segurança

Muitas vezes, gatos e cachorros são considerados membros da família por seus tutores. O sentimento se estende ao cuidado com os bichanos. Com as festividades de Natal e Ano Novo chegando, é comum encontrar pets viajando em aeroportos ou de carros. Para oferecer mais conforto e segurança durante o trajeto, os responsáveis pelos animais podem seguir dicas simples e indispensáveis.

Segundo a professora do curso de Medicina Veterinária do UNINASSAU — Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Graças, Thaiza Tavares, a melhor forma de transportar os animais é na caixa de transporte e verificar se está bem preso no cinto de segurança. “Para melhor comodidade, é interessante ir adaptando o animal aos poucos antes da primeira viagem. Atualmente também existem cadeirinhas para pets, que comportam pesos até 10kg e ficam no banco dos carros. É uma opção interessante caso tenha uma pessoa atrás para ir acompanhando o pet”, ensina.

Ainda de acordo com a veterinária, é interessante colocar uma coleira peitoral no animal. “Não aconselho a coleira cervical porque, caso exista algum acidente ou parada brusca, elas podem provocar enforcamento. Para quem vai passar pelo aeroporto, é bom verificar se o pet pode ir dentro do avião ou se vai precisar ir em um local separado. Importante pedir informações sobre essa instalação, se tem ventilação e se vai ficar confortável”, explica.

Quem tem bicho de estimação também deve prestar atenção à temperatura do carro, principalmente se o animal for peludo. Outra dica importante é procurar restaurantes e lugares que aceitem pets durante as paradas para comer ou ir ao banheiro. “Também recomendo que leve água e ofereça, caso seja uma viagem mais longa. Também separe a mala com brinquedos, comida e todo o material que o animal precisa para se sentir confortável no destino final”, conclui Thaiza.

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